Em Isaías 57, O Senhor Deus condena, mais uma vez a conduta idólatra. E exorta aqueles que se curvam diante de imagens de escultura e lhe prestam culto, a que se arrependam e sirvam ao único e verdadeiro Deus.

O texto prossegue por esse caminho, até que o Senhor reponde a um dos anseios da humanidade: saber onde e com quem Deus está? A resposta é fantástica!

“Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito”.

Não é nos palácios, grandes construções, com pessoas de muitas posses ou importantes. O Alto e Sublime, está perto de pessoas que tenham um coração dependente dele.

Não importa sua condição financeira, rico ou pobre. Ou mesmo a cor da pele, a etnia. Se houver um coração quebrantado por Deus, ali o Senhor está.

Que revelação!

Portanto, se o seu desejo é atrair a atenção de Deus, comece olhando para dentro de si. Veja o que há dentro de você. Se houver humildade e quebrantamento, Ele é com você.

O capítulo encerra com um destaque muito importante. O Senhor Deus diz: “Para os ímpios não há paz”.

Não é à toa que a humanidade tem sido vítima de tanto sofrimento e dor. A escolha de viver longe de Deus e na prática do pecado produz muitas consequências, e uma delas é a ausência de paz.

 

Esboço de Isaías 57:

Isaías 57.1 – 13: Conduta idólatra

Isaías 57.14 – 21: Para os ímpios não há paz

 

A Morte dos Justos: Isaías 57.2

Aqueles que andam retamente entrarão na paz; acharão descanso na morte. (Isaías 57.2)

O profeta, no encerramento do capítulo anterior, havia condenado os atalaias por sua ignorância e embriaguez. Aqui ele mostra igualmente a estupidez e a insensatez geral do povo.

Não é de se admirar que eles tenham sido relapsos quando seus atalaias também o foram, sim, aqueles que deveriam tê-los despertado para a consideração.

Os justos, quanto a este mundo, perecem. Eles desaparecem e o lugar deles não os conhece mais. A piedade não isenta ninguém dos ataques da morte.

E nos tempos de perseguição, os mais justos estão mais expostos às violências dos homens sanguinários. Os primeiros que morreram, morreram como mártires.

A justiça livra do aguilhão da morte, mas não do seu ataque. É dito que eles perecem por serem totalmente retirados de nós, e expressam a grande perda que este mundo experimenta pela remoção deles.

Não que a sua morte seja a sua própria desagregação, mas ela frequentemente se mostra como uma desagregação dos lugares onde eles viviam e eram úteis.

Até mesmo os homens misericordiosos são retirados, aqueles homens bons que são distinguidos dentre os justos, por quem alguns até ousariam morrer (Romanos 5.7).

Aqueles que poderiam ser poupados são frequentemente retirados. As árvores frutíferas são derrubadas pela morte e a terra estéril ainda é deixada para obstruir o solo.

Os homens misericordiosos são frequentemente retirados pela malícia das mãos dos maus. Eles fizeram muitas obras boas, e por algumas delas foram apedrejados.

Antes do cativeiro na Babilônia talvez houvesse uma mortalidade mais do que comum dos homens bons, de forma que quase nenhum houvesse restado (Jeremias 5.1). Faltam os homens benignos, e são poucos os fiéis (SaImos 12.1).

A Negligência da Humanidade

“Para os ímpios não há paz”, diz o meu Deus. (Isaías 57.21)

Nenhum homem põe isso no coração, ninguém considera isso. Há pouquíssimos que lamentam isso como uma perda pública, pouquíssimos que notam isso como uma advertência pública.

A morte de homens bons é uma coisa para se refletir seriamente e considerar mais do que as mortes comuns. Sérias perguntas devem ser feitas quanto aos motivos pelos quais Deus luta conosco:

Que boas lições deverão ser aprendidas através de tais providências? O que podemos fazer para ajudar a consertar a brecha e preencher o lugar daqueles que foram retirados?

Deus se desagrada, com muita razão, quando não há uma séria reflexão sobre esses acontecimentos, quando a voz da vara não é ouvida nem as suas intenções atendidas.

E pior ainda quando isso passa a ser motivo de regozijo, como no caso da morte das testemunhas (Apocalipse 11.10).

Algumas das melhores bênçãos de Deus para a humanidade, ao serem assim tão facilmente abandonadas, são realmente subestimadas.

Esta é uma evidência muito grande de irracionalidade. As crianças pequenas pouco lamentam a morte dos seus pais, porque desconhecem a perda que isto representa para elas.

A Felicidade dos Justos é a Sua Retirada

Eles são afastados do mal por vir. Então, quando ele está chegando: São retirados por compaixão, para que não possam ver o mal (2 Reis 22.20), nem participar dele, nem ser tentados por ele.

Quando o dilúvio se aproxima eles são chamados a entrar na arca, para que tenham um esconderijo e um repouso no céu, quando não havia nenhum destes para eles debaixo do céu.

Eles são retirados devido à ira que há contra o mundo. Este é o castigo que o mundo recebe por todos os males que fez contra os justos e benignos.

Agora são retirados aqueles que ficavam no caminho, aqueles que seriam capazes de desviar os juízos de Deus. E então o que se poderia esperar se não um dilúvio de juízos?

Quando Deus chama de volta os seus embaixadores, é sinal de que pretende fazer guerra.

Eles ficam tranquilos, fora do alcance desse mal. O homem justo, que enquanto viveu andou em sua justiça, quando morre entra na paz e descansa em sua cama.

A morte é ganho, descanso, e alegria, somente para aqueles que andaram em retidão, e que, quando morrem, podem recorrer a Deus a esse respeito, como Ezequias (2 Reis 20.3). Agora, Senhor, lembra-te disto. (Henry, Matthew, Comentário dos livros Proféticos)

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