Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Isaías 58 Estudo: O Verdadeiro Jejum

Em Isaías 58, o Senhor confronta aqueles que jejuam e esperam por mudanças, mas que nada acontece. Neste trecho, fica muito claro qual o verdadeiro jejum que agrada a Deus.

Há muito tempo o Senhor tem deixado claro que a mera religiosidade, não o agrada. Privar o seu corpo de alimento, ou bebida, ou qualquer outra coisa mas continuar com atitudes carnais e pecaminosas, é um tipo de “consagração” ineficiente.

O Senhor Deus nos ensina claramente qual o jejum que o agrada:

“O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?

Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?”

Ou seja, nossa consagração em jejum deve estar diretamente ligada à nossa atitude, para ter o fim desejado nas promessas de Deus.

Além disso, o Senhor destaca novamente a importância do sábado. O dia consagrado a Deus, para adoração e aprendizado.

Se não separarmos um tempo de qualidade para buscar ao Senhor, não podemos esperar contar com seu favor e bênção, ainda hoje precisamos fazer isso, não importa qual o dia. Contudo, o sentido deve ser mantido.

 

Esboço de Isaías 58:

Isaías 58.1 – 5: “Por que jejuamos?”

Isaías 58.6 – 12: O verdadeiro jejum

Isaías 58.13,14: A importância do sábado

 

O Jejum Que Deus Escolheu

Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar; se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia. (Isaías 58.9,10)

Aqui estão promessas valiosas para aqueles que guardam o jejum que Deus escolheu, observando-o livre e alegremente por meio da fé. Que eles saibam que Deus os recompensará.

Neste texto bíblico temos outro relato das coisas que devem ser feitas para nos beneficiarmos de acordo essas promessas (Isaías 58.9,10).

E aqui, como antes, é preciso que tanto ajamos corretamente quanto amemos a misericórdia, que deixemos de praticar o mal e aprendamos a praticar o bem.

Nós devemos nos abster de todos os atos de violência e desonestidade. “Estes atos devem ser tirados do meio de ti, do teu coração” (de acordo com alguns).

“Não deves apenas abster-te da prática da injustiça, mas também mortificar toda tendência e disposição a ela”. Ou devem ser tirados do meio do teu povo.

Aqueles investidos em autoridade não devem apenas não ser opressores, mas devem fazer tudo o que podem para impedir e conter a opressão em todos os aspectos, dentro dos limites de sua jurisdição.

Eles devem não só despedaçar todo jugo (Isaías 58.6), mas afastá-lo, para que aqueles que foram oprimidos nunca mais possam ser escravizados novamente (como o foram, Jeremias 34.10,11).

O Estender do Dedo

Eles devem igualmente deixar as ameaças (Efésios 6.9) e tirar o estender do dedo, que parece ter sido então, como às vezes acontece conosco, um sinal de descontentamento e a indicação do propósito de repreender.

Que o dedo não se estenda para apontar aqueles que são pobres e estão na miséria, e assim expô-los ao desprezo. Tais expressões ultrajantes, como são ofensivas e frutos de uma índole má, deveriam ser banidas de todas as sociedades.

Que eles não falem vaidade, lisonja ou falsidade uns aos outros, mas que toda conversa seja regida pela sinceridade.

Talvez esse estender do dedo (como em Provérbios 6.13, fazer sinais com os dedos) indique a dissimulação, que é a destruição da amizade.

Ou talvez signifique estender o dedo tendo nele um anel, que era um símbolo de autoridade, quando falavam de forma iníqua, isto é, quando proferiam sentenças injustas, eles consequentemente geravam iniquidades.

Aliviando a Alma Faminta

Nós devemos abundar em todos os atos de caridade e beneficência. Não devemos apenas dar esmolas de acordo com a necessidade dos pobres, mas, devemos dar espontânea e alegremente, com base em um princípio de caridade.

Nós devemos abrir nossas almas aos famintos (Isaías 58.10), não apenas tirar o dinheiro e estender a mão, mas fazer isso de coração, com prazer, e sem má vontade, de acordo com um princípio de compaixão e com uma carinhosa afeição por aqueles que percebamos que estejam na miséria.

Que o coração acompanhe a dádiva; pois Deus ama ao que dá com alegria, e o homem pobre sente o mesmo.

Quando nosso Senhor Jesus curou e alimentou a multidão, Ele o fez por sentir compaixão dela.

Nós devemos doar abundante e generosamente, de modo a não atormentar, e sim a fartar a alma aflita: “Não apenas alimentar os famintos, mas satisfazer os desejos dos aflitos, e, se estiver ao nosso alcance, tranquilizá-los”.

Para que nascemos e por que temos nossas capacidades do corpo, mente e posses, senão para fazer com elas todo o bem que pudermos neste mundo? E sempre teremos conosco os pobres. (Henry, Matthew, Comentário dos livros proféticos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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2 Comentários

  1. Renata Castro disse:

    Olá! Obrigada por compartilhar conosco o que o Espírito Santo te ensinou (=

  2. Ana Carolina disse:

    Palavras de sabedoria que o nosso verdadeiro jejum seja dado a Dues.

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
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