Em Isaías 59, o Senhor Deus mostra qual a gravidade do pecado. Fica claro que ele é o responsável pela distância existente, entre Deus e o ser humano. Além disso, os danos causados por são inumeráveis.

Ao olhar para a Terra o Senhor percebeu que não havia ninguém que o buscasse, ninguém que desejasse a justiça. Estávamos completamente perdidos, em pecados e transgressões. Neste momento o Senhor trouxe a salvação a partir dele mesmoEsta salvação se manifestou na pessoa de Jesus Cristo.

Enquanto todos nós praticávamos a injustiça, ele “usou a justiça como couraça, pôs na cabeça o capacete da salvação; vestiu-se de vingança e envolveu-se no zelo como numa capa”.

O Senhor Jesus é a manifestação da justiça de Deus. Seu procedimento santo, justo e correto é também uma manifestação daquilo que Deus é, e aprova. 

 

Esboço de Isaías 59:

Isaías 59.1 – 8: Pecado x Separação de Deus

Isaías 59.9 – 16: Os danos da transgressão

Isaías 59.17 – 21: O redentor virá de Sião

 

Contendendo Com Deus

Vejam! O braço do Senhor não está tão encolhido que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir. Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá. (Isaías 59.1,2)

O profeta retifica aqui o engano daqueles que estavam contendendo com Deus porque não tinham recebido a libertação, pela qual haviam jejuado e rogado muitas vezes (Isaías. 58.3).

Porém isso não era provocado por Deus. Eles não tinham motivo para culpar ao Senhor por não serem poupados das mãos de seus inimigos.

Ele continuava capaz de socorrê-los, como sempre o fora: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida”, seu poder não está, de forma alguma, diminuído, restringido ou encurtado.

Se considerarmos a extensão do seu poder ou a eficácia dele, Deus pode alcançar tão longe e com uma mão tão forte como sempre o fez.

Observe que a salvação da igreja vem da mão de Deus, e ela não se enfraqueceu e de forma alguma encolheu. “Seria, pois, encurtada a mão do Senhor?” (assim disse o Senhor a Moisés, Números 11.23).

Não, a salvação permanece. Ela não muda. Nem a extensão do tempo, nem a força dos inimigos, nem a fragilidade dos instrumentos seria capaz de diminuir ou restringir o poder de Deus, pois “para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos”.

Ele continuava pronto e desejoso a ajudar, como sempre, em resposta à súplica: “… o seu ouvido – não está – agravado, para não poder ouvir’’.

Embora ele tenha muitas súplicas a ouvir e responder, e embora há muito tempo ele ouça súplicas, ainda assim continua disposto a ouvi-las, como sempre.

A súplica do justo é tão agradável para Deus como sempre foi, e as promessas que são pleiteadas e revestidas de oração são sempre inviolavelmente garantidas, sim e amém, e que assim seja.

Mais está implicado do que o que é declarado, não apenas seu ouvido não está agravado, como Ele ouve prontamente. Antes mesmo que clamem, Ele lhes responde (Isaías.65.24).

A Questão é…

Se as nossas orações não forem atendidas, e a salvação pela qual esperamos não ocorrer para nós, não é porque Deus está farto de ouvir as súplicas, mas porque estamos fartos de suplicar.

Não porque seu ouvido esteja agravado quando falamos com Ele, mas porque nossos ouvidos estão agravados quando Ele fala conosco.

O problema era agravado por culpa deles mesmos. Eles frustravam seus próprios planos e colocavam uma trave em sua própria porta.

Deus vinha em direção a eles pelo caminho da misericórdia e eles o impediam. “Os vossos pecados afastam de vós o bem” (Jeremias 5.25).

O Mal que o Pecado Provoca

O pecado impede que as misericórdias de Deus desçam sobre nós, é uma parede de separação que nos distancia de Deus.

Apesar da infinita distância que existe entre Deus e o homem, pela própria natureza, havia uma harmonia estabelecida entre eles, até o pecado os colocar em desacordo, irritar de forma legítima Deus contra o homem, e de forma injusta desviar o homem de Deus.

Dessa maneira, ele os afasta de Deus. Ele é “o vosso Deus”, vosso por confissão, e por isso há muito mais perversidade no pecado e isto vos afasta dele.

O pecado encobre o seu rosto de nós (o que indica grande aborrecimento, Deuteronômio 31.17). Ele instiga a Deus, em ira, a retirar a sua graciosa presença, a suspender os sinais de seu favor e os exemplos de sua ajuda.

Ele oculta a sua face, como se recusasse a ser visto ou contatado. Veja aqui o pecado em seu verdadeiro caráter, o pecado extraordinariamente pecaminoso, afastando a criatura da obediência ao seu Criador.

E perceba o pecado em suas consequências, o pecado extremamente prejudicial, nos separando de Deus, e assim nos separando de todo o bem, tentando nos conduzir a todo o mal (Deuteronômio 29.21), o que é exatamente a quintessência da maldição.

Ele impede que nossas orações cheguem a Deus. Ele o faz esconder seu rosto, para que Ele não ouça, como disse em Isaías 1.15.

Se considerarmos a iniquidade em nosso coração, se a tolerarmos e a permitirmos em nós, Deus não ouvirá as nossas orações (SaImos 66.18). Não podemos esperar que Ele nos favoreça enquanto continuamos a afrontá-lo.

Face Escondida

Neste ponto, para justificar o fato de Deus ter escondido a sua face deles, e dando prosseguimento à sua contenda com eles, o profeta mostra, amplamente, nos versículos seguintes, quantas e quão grandes eram as suas iniquidades, conforme o encargo que lhe foi dado (Isaías. 58.1).

A sua tarefa era mostrar ao povo de Deus as transgressões que vinham praticando. E aqui é formulado um instrumento acusatório contra eles, baseado em muitos detalhes.

Cada um deles era suficiente para apartá-los do Deus justo e santo. Vamos nos esforçar para reduzir essas linhas de repreensão aos tópicos adequados.

O Ninho dos Absurdos

“Seus pés correm para o mal, ágeis em derramar sangue inocente. Seus pensamentos são maus; ruína e destruição marcam os seus caminhos”. (Isaías 59.7)

Devemos iniciar pelos pensamentos, pois é lá que todo pecado começa, e a partir dali ele se desenvolve: “… os seus pensamentos são pensamentos de iniquidade” (Isaías 59.7).

Sua imaginação era assim, continuamente má. Seus projetos e desígnios eram assim. Eles estavam continuamente tramando uma ou outra maldade, e como conceber a realização de alguma iniquidade desprezível (Isaías 59.4).

Eles “concebem o mal” em sua imaginação, propósito, deliberação e resolução (dessa forma, o embrião recebe a sua forma e vida).

E depois eles “dão à luz a iniquidade”, colocam-na em execução quando ela está pronta para isso (versão RA).

Embora talvez seja em dor (em virtude da oposição da Providência e os freios de suas próprias consciências), que a iniquidade seja gerada, ainda assim, quando os pecadores planejam seu propósito maligno, eles olham para ele com muito orgulho e satisfação, como se houvesse nascido um homem no mundo.

Assim, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado (Tiago 1.15). Isto é chamado de (v. 5) chocar o ovo do basilisco e tecer teia de aranha. Veja como os pensamentos e os artifícios dos maus são utilizados, e no que investem seus talentos. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Proféticos)

2 COMENTÁRIOS

  1. a pas do Senhor Jesus e a primeira que entro nesse sit ( e a primeira de
    muitasas) que alegria poder usufruior desses estudos tao edificantes
    obrigado irmao

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here