Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Isaías 66 Estudo: Terra de Consolação

Em Isaías 66, o Senhor Deus declara quais são as pessoas que Ele estima: “ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra”.

Ou seja, Deus ama a humildade, a simplicidade e a dependência. Deus não tem prazer em pessoas que se acham melhores que outras, ou aquelas que se vangloriam de seus talentos. Aqueles que tremem diante da Palavra de Deus, têm sua atenção.

Portanto, se você deseja chamar a atenção do Senhor, preste atenção em sua atitude. Você é uma pessoa humilde? Você submete suas decisões a Palavra de Deus?

A qualidade do nosso relacionamento com Deus, depende diretamente da resposta a estas duas perguntas.

Esboço de Isaías 66:

Isaías 66.1 – 7: “A este eu estimo”

Isaías 66.8 – 14: Terra de consolação

Isaías 66.15 – 24: O Senhor vem num fogo

 

A Relação Entre Deus e o Templo

“Não foram as minhas mãos que fizeram todas essas coisas, e por isso vieram a existir? “, pergunta o Senhor. “A este eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra”. (Isaías 66:2)

O templo é menosprezado quando comparado a uma alma bondosa. Na época do profeta, e também mais tarde, na época de Cristo, as pessoas costumavam se vangloriar do seu templo e se prometer grandes coisas a partir dele.

Portanto, para humilhá-las e abalar a sua vã confiança, tanto o profeta como Cristo previram a ruína do templo, e que Deus iria abandoná-lo e que logo a sua ruína aconteceria.

Depois de ter sido destruído pelos caldeus, o templo logo foi restaurado e os rituais religiosos reiniciados. Mas com os romanos a destruição do templo foi definitiva e as leis sobre as cerimônias desapareceram com ele.

O mundo devia se preparar para a pouca importância que Deus dedicava ao templo, pois sobre isso havia sido avisado muitas vezes, inclusive aqui.

“O Céu é o Meu Trono”

Vemos que ele não precisava desse templo. O céu é o trono da sua glória e do seu domínio, é ali que ele está assentado, infinitamente exaltado pela sua grande dignidade e domínio, acima de todas as bênçãos e louvores.

A terra é o seu escabelo, sobre o qual ele apoia os pés, regendo seus assuntos de acordo com a sua vontade. Se Deus possui um trono tão brilhante, um escabelo tão grande, então que casa alguém poderia edificar para Ele, que pudesse ser a residência da sua glória, ou o lugar do seu descanso?

Que satisfação a Mente Eterna poderia encontrar numa casa feita por mãos de homens? Que necessidade teria, como nós temos, de possuir uma casa para repousar Aquele que nunca se cansa, nem se fatiga e não tosqueneja nem dorme?

Ou, se precisasse, Ele nunca nos diria (SaImos 50.12), pois todas estas coisas foram feitas pela sua mão – o céu e todas as suas cortes, a terra e todas as suas fronteiras, como também todos os seus exércitos.

Todas as coisas passaram a existir e tiveram o seu início pelo poder de Deus. O Senhor estava feliz desde a eternidade, antes de os seres humanos existirem. Sendo assim, a sua alegria não poderia ser beneficiada por eles.

Todas essas coisas são (segundo alguns entendem) preservadas pelo mesmo poder que as constituiu, de modo que nenhuma bondade de nossa parte se estende até Ele.

Nós é que recebemos todas as coisas das suas preciosas mãos. Se precisasse de uma casa para morar, Ele a teria construído para si mesmo quando fez o mundo.

Caso tivesse feito essa casa, ela teria continuado a existir até hoje, como acontece com a casa das outras criaturas, de acordo com suas necessidades. De modo que Ele não tinha necessidade de um templo feito por mãos humanas.

Atento ao Coração Humilde

Ele não teria dado ao templo a mesma atenção que dá a um coração humilde, penitente e bondoso. Ele tem um céu e uma terra feitos pelas suas mãos, e um templo feito pelo homem.

Mas negligência a ambos em favor daquele que é pobre e abatido de espírito, cujo coração está verdadeiramente contrito pelo pecado que cometeu e que se arrepende do pecado.

Este está aflito para ser perdoado, treme diante da palavra de Deus (diferentemente de Félix, com seu escrúpulo transitório que desapareceu quando o sermão terminou), e ostenta um habitual respeito pela majestade e pela pureza de Deus, e um habitual temor pela sua ira e pela sua justiça.

Esse coração é um templo vivo para Deus, o lugar onde Ele habita, o lugar do seu descanso; é como o céu e a terra, o seu trono e o escabelo dos seus pés.  (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Proféticos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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