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Jeremias 29 Estudo: Crescendo no Sofrimento

Jeremias 29 é uma carta enviada pelo Deus de Israel ao seu povo, que agora está vivendo como escravo na Babilônia. Eles estavam acreditando em mentiras e achavam que o tempo do cativeiro seria curto. O objetivo da carta é dar instruções sobre como deve ser sua nova vida.
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Em Jeremias 29, o Senhor nos dá uma extraordinária lição de vida. Ele exorta o seu povo, que está cativo na Babilônia a crescer no sofrimento.

É muito cômodo crescer quando tudo está favorável. Contudo, Deus nos exorta a crescer, mesmo em terra de sofrimento e dor. Isto é possível se formos capazes de nos submeter a Deus, Sua Palavra e Sua vontade. É certo que na vida, passamos por uma série de situações que não gostaríamos.

Contudo, o pensamento de Deus em relação a nós é de paz, prosperidade e crescimento, não de mal. Isso é mais do que o suficiente para termos esperança.

Deus tem bons projetos em relação a nossa vida. Precisamos crer e suportar a aflição, trabalhar e visualizar um futuro glorioso no Senhor.

Jeremias 29, uma carta

Em Jeremias 29 o Profeta deixa claro que escreveu em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel.

Seria um conforto para eles, no cativeiro, ouvir que Deus é o Senhor dos Exércitos, e que, portanto, é poderoso para ajudá-los e libertá-los de toda opressão.

Outro fato importante, é que o Deus de Israel, o Deus a quem serviam, era um Deus zeloso, sendo assim, eles deveriam se guardar contra todas as tentações da idolatria da Babilônia.

O fato de Deus ter enviado esta carta a eles seria uma evidência de que não os havia abandonado, embora estivesse triste com seu comportamento, algo que merecia o juízo.

Porque, se Deus tivesse prazer em destruí-los, não lhes teria escrito.

A Soberania de Deus

Por meio do Profeta, em Jeremias 29.4, o Senhor deixa evidente que tinha o senhorio sobre a escravidão: Eu “vos fiz transportar”.

Nem sequer toda o vigor do monarca da Babilônia seria capaz de realizar isso se Deus não tivesse permitido. Nem sequer esse monarca seria capaz de qualquer dominação em oposição a eles, além, daquela que lhe havia sido concedido por Deus.

Se Deus concebeu com que eles fossem levados cativos, eles poderiam ter a segurança de que Deus não lhes havia determinado mal algum nem sequer desejou lhes provocar qualquer desgraça.

Observe que a disposição de considerarmos que somos o que Deus determinou que sejamos nos ajudará bastante. Poderemos suportar melhor as nossas aflições, tornando-nos pacientes debaixo de tais aflições. “Não abro a minha boca, visto que tu o fizeste.”

A instrução do Senhor

Deus os instrui a não pensarem em nada além de se estabelecerem lá, para que pudesse levá-los a seguir a decisão de aproveitarem o máximo que pudessem dali como se vê em Jeremias 29.5,6: “Edificai casas e habitai-as”.

Por tudo isto, lhes é dito que eles não deveriam se alimentar com a espera de uma ágil saída da sua prisão, uma vez que isso seria capaz mantê-los em uma situação não determinada, e, consequentemente, não estariam tranquilos.

Eles não se dedicariam a nenhuma profissão, não buscariam bem-estar, porém estariam constantemente se cansando e provocando os seus conquistadores com esperanças de alívio.

A frustração deles por fim os abateria, levando-os a agonia e tornando a seu estado inclusive mais amargurado que seria se agissem de outra forma.

Que eles, então, contem com uma longa estadia na Babilônia, e se acomodem o quanto puderem ao cativeiro.

Que edifiquem, e plantem, e se casem, e disponham dos seus filhos no cativeiro como se estivessem em casa, em sua própria terra.

O desejo de Deus é que eles tenham gosto em observar suas famílias se desenvolverem e se multiplicarem.

Porque, ainda que eles devessem aguardar a morte na escravidão, seus filhos, contudo, poderiam viver para contemplar dias melhores.

Se eles viverem no cuidado do Senhor, o que os impedirá de viverem confortavelmente na Babilônia?

Eles podem até prantear às vezes cada vez que se lembrarem de Sião. Porém que as lágrimas não impeçam a sementeira. Que eles não se entristeçam como aqueles que não mostra confiança, não possui satisfação.

Visto que eles possuem a ambas.

O nosso papel

Observe que em todas as condições da vida, é prudente de nossa parte e nosso papel, realizar o melhor daquilo que está à nossa disposição, e não soltar fora o conforto que podemos ter, por não termos tudo o que desejamos ter.

Possuímos um amor natural por nosso país de origem. Ele estranhamente atrai os nossos pensamentos.

Então, se a Onisciente Deus nos despedir para um outro país, devemos viver tranquilos lá, para que, mesmo quando a nosso estado não satisfizer os nossos pensamentos, possamos sujeitar os nossos pensamentos à nossa submissão ao Senhor.

Como a terra é do Senhor, não importa para em qual lugar um filho de Deus vá. Ele não sairá da terra do Senhor Todo-poderoso. O nosso país é o lugar em que nos sentimos melhor.

Se as ocupações não forem como costumavam ser, em vez de nos irritarmos com essa realidade, devemos viver com a espera de que elas também serão melhores que são no instante.

Ainda que soframos agora, não sofreremos para o resto da vida.

Procure o bem

Ele os estimula a buscar o bem do país em que eram cativos como está escrito em Jeremias 29.7, e a interceder por ele e a empenharem-se em desenvolvê-lo.

Isso os impediria de buscar qualquer coisa em oposição a a tranquilidade pública enquanto estivessem sujeitos ao monarca da Babilônia.

Ainda que fosse um gentio, um idólatra, um opressor e um adversário de Deus e da sua congregação, enquanto ele lhes protegesse, eles deveriam prestar-lhe fidelidade, e viver vidas tranquilas e pacíficas sob o seu governo, com toda a fé e honra, sem tentar cortar o seu jugo, porém deixando, pacientemente, que no justo tempo Deus operaria o livramento a seu favor.

Eles deveriam interceder a Deus pela tranquilidade do lugar no qual estavam, para que pudessem impelir aqueles que os mantinham cativos a prosseguir a ser bondosos para com eles.

Dessa maneira inclusive poderiam comprovar a inverdade sobre fama que havia sido atribuída à seu povo, de que eles eram rebeldes e danosos aos reis e províncias, e que promoviam a sedição (Esdras 4.15).

Tanto a precaução da cobra como a pureza da pomba exigiam que eles fossem leais ao governo sob o qual viviam: Visto que, na tranquilidade da cidade, vós tereis paz.

Se o país se envolvesse em batalha, eles seriam aqueles que teriam a maior presença nos seus resultados calamitosos.

Exemplo de amor

Dessa maneira os cristãos primitivos, de acordo com os princípios de sua santa fé, oravam pelos poderes estabelecidos, ainda que fossem poderes perseguidores.

E, se eles foram orientados a interceder e pedir a tranquilidade da terra do seu cativeiro, muito mais causas possuímos nós de orarmos pelo bem-estar da nossa terra natal, no qual somos uma sociedade livre sob um democrático governo, para que nessa harmonia, nós e os nossos possamos ter sossego.

Todo passageiro se preocupa com a segurança do navio.

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