Jó 10 Estudo: Uma Vida de Desgosto

Como nenhum mediador poderia arbitrar o caso de Jó, ele decidiu se tornar seu próprio advogado de defesa (Jó 10:1–7). O risco estava envolvido. Ele estava tomando sua vida em suas mãos (eu detesto minha própria vida; cf. 9:21).

Mas ele soltaria sua queixa em sua amargura, mesmo que isso o matasse. Ensaiando seu discurso, ele daria a Deus uma ordem (não me condenem; cf. 9:20; 15:6; e comenta em 40:8) e insistiria para que Deus listasse Suas acusações contra ele.

Nesta súbita explosão de autoconfiança (contraste 9:3, 14,32), Jó disse que confrontaria Deus com várias perguntas:

(1) Deus sente algum tipo de prazer sádico ao abusar dele com Suas próprias mãos? (ver 10:8-12; 14:15)

(2) Deus tem olhos como um homem e tem que investigar Jó?

(3) Os dias de Deus são curtos para que Ele tenha que investigar os pecados de Jó?

Certamente Deus não é assim. E, no entanto, sabendo da inocência de Jó, o SENHOR ainda parecia oprimi-lo. (1)

Esboço de Jó 10:

10.1 – 7: Uma vida de desgosto

10.8 – 13: Serei destruído?

10.14 – 22: Vergonha e aflição

 

Jó 10.1 – 7: Uma vida de desgosto

1 Minha vida só me dá desgosto; por isso darei vazão à minha queixa e de alma amargurada me expressarei.

2 Direi a Deus: Não me condenes; revela-me que acusações tens contra mim.

3 Tens prazer em oprimir-me, em rejeitar a obra de tuas mãos, enquanto sorris para o plano dos ímpios?

4 Acaso tens olhos de carne? Enxergas como os mortais?

5 Teus dias são como os de qualquer mortal? Os anos de tua vida são como os do homem?

6 Pois investigas a minha iniquidade e vasculhas o meu pecado,

7 embora saibas que não sou culpado e que ninguém pode livrar-me das tuas mãos.

Jó 10.8 – 13: Serei destruído?

8 Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram. Irás agora voltar-te e destruir-me?

9 Lembra-te de que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó?

10 Acaso não me despejaste como leite e não me coalhaste como queijo?

11 Não me vestiste de pele e carne e não me juntaste com ossos e tendões?

12 Deste-me vida e foste bondoso para comigo, e na tua providência cuidaste do meu espírito.

13 Mas algo escondeste em teu coração, e agora sei o que pensavas.

Jó 10.14 – 22: Vergonha e aflição

14 Se eu pecasse, estarias me observando e não deixarias sem punição a minha ofensa.

15 Se eu fosse culpado, ai de mim! Mesmo sendo inocente, não posso erguer a cabeça, pois estou dominado pela vergonha e mergulhado na minha aflição.

16 Se mantenho a cabeça erguida, ficas à minha espreita como um leão, e de novo manifestas contra mimo teu poder tremendo.

17 Trazes novas testemunhas contra mime contra mim aumentas a tua ira; teus exércitos atacam-me em batalhões sucessivos.

18 Então, por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que alguém pudesse ver-me.

19 Se tão-somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura!

20 Já estariam no fim os meus poucos dias? Afasta-te de mim, para que eu tenha um instante de alegria,

21 antes que eu vá para o lugar do qual não há retorno, para a terra de sombra se densas trevas,

22 para a terra tenebrosa como a noite, terra de trevas e de caos, onde até mesmo a luz é escuridão.

 

Referências:

Zuck, R. B. (1985). Job. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 732). Wheaton, IL: Victor Books.

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