Jó - Bíblia de Estudo Online

Em Jó 14 o homem de Deus faz um discurso sobre a brevidade da vida. Sua reflexão é sobre como o ser humano é frágil e como a morte nos faz agonizar.

Jó diz que a há mais esperança para a árvore do que para o homem, pois a árvore mesmo cortada, “ao cheiro das águas” poderá voltar a vida.

Mas o homem não.

Morrendo o homem, permanecerá morto, não se levantará de onde está.

Fica claro que ele não tinha conhecimento da ressurreição dos mortos, porque esse conhecimento só foi aprofundado na Teologia em Jesus Cristo, especialmente após a sua morte e ressurreição.

Sob a sua perspectiva, a morte era o fim.

Mas para nós, a morte é um início superior ao primeiro. Pois quando estivermos com Cristo, receberemos um novo corpo e nunca mais seremos afligidos pelo pecado, doenças, morte, tristezas, enfim.

Na Nova Jerusalém, não haverá mais morte, nem choro, nem dor.

Se soubesse disso, Jó certamente estaria mais consolado, por sabia que sua dor passaria para sempre, quando estivesse com o Senhor.

Esboço de Jó 14:

14.1 – 6: A vida é curta e frágil

14.7 – 15: O ser humano e a morte

14.16 – 22: Esperança destruída 

 

Jó 14.1 – 6: A vida é curta e frágil

1 O homem nascido de mulher vive pouco tempo e passa por muitas dificuldades.

2 Brota como a flor e murcha. Vai-se como a sombra passageira; não dura muito.

3 Fixas o olhar num homem desses? E o trarás à tua presença para julgamento?

4 Quem pode extrair algo puro da impureza? Ninguém!

5 Os dias do homem estão determinados; tu decretaste o número de seus meses e estabeleceste limites que ele não pode ultrapassar.

6 Por isso desvia dele o teu olhar, e deixa-o, até que ele cumpra o seu tempo como o trabalhador contratado.

Jó 14.7 – 15: O ser humano e a morte

7 Para a árvore pelo menos há esperança: se é cortada, torna a brotar, e os seus renovos vingam.

8 Suas raízes poderão envelhecer no solo e seu tronco morrer no chão;

9 ainda assim, com o cheiro de água ela brotará e dará ramos como se fosse muda plantada.

10 Mas o homem morre, e morto permanece; dá o último suspiro e deixa de existir.

11 Assim como a água do mar evapora e o leito do rio perde as águas e seca,

12 assim o homem se deita e não se levanta; até quando os céus já não existirem, os homens não acordarão e não serão despertados do seu sono.

13 Se tão-somente me escondesses na sepultura e me ocultasses até passar a tua ira! Se tão-somente me impusesses um prazo e depois te lembrasses de mim!

14 Quando um homem morre, acaso tornará a viver? Durante todos os dias do meu árduo labor esperarei pela minha dispensa.

15 Chamarás, e eu te responderei; terás anelo pela criatura que as tuas mãos fizeram.

Jó 14.16 – 22: Esperança destruída

16 Por certo contarás então os meus passos, mas não tomarás conhecimento do meu pecado.

17 Minhas faltas serão encerradas num saco; tu esconderás a minha iniquidade.

18 Mas, assim como a montanha sofre erosão e se desmorona, e a rocha muda de lugar;

19 e assim como a água desgasta as pedras e as torrentes arrastam terra, assim destróis a esperança do homem.

20 Tu o subjugas de uma vez por todas, e ele se vai; alteras a sua fisionomia, e o mandas embora.

21 Se honram os seus filhos, ele não fica sabendo; se os humilham, ele não o vê.

22 Só sente a dor do seu próprio corpo; só pranteia por si mesmo.

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