Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Jó 21 Estudo: A Prosperidade dos Ímpios

Em Jó 21, vemos a resposta de Jó ao discurso de Zofar, no qual ele se queixa menos das duas próprias desgraças do que nos discursos anteriores (percebendo que os seus amigos não se comoviam por suas queixas e não se apiedavam dele), e se aproxima da questão geral que estava em disputa entre ele e eles.

Que a prosperidade externa, e a continuidade dela, eram um sinal da verdadeira igreja, e dos seus membros fiéis, de modo que a destruição da prosperidade de um homem é suficiente para provar que ele é um hipócrita, ainda que não haja nenhuma outra evidência contra ele – isto afirmavam os amigos, mas Jó negava.

Aqui, o seu prefácio tem o objetivo de comover seus sentimentos, para que ele posa obter a sua atenção (v.v. 1-6). As suas palavras pretendem convencer o juízo deles, e retificar os seus enganos.

Jó reconhece que Deus, às vezes, pune um ímpio como se fosse acorrentado, como um terror para os outros, por algum juízo visível e notável na sua vida, mas nega que Ele sempre faça isto.

Ou melhor, ele sustenta que normalmente age de outra maneira, permitindo que até mesmo o pior dos pecadores viva todos os seus dias em prosperidade, e deixe o mundo sem nenhuma marca visível da sua ira sobre ele.

Ele descreve a grande prosperidade dos ímpios (v.v. 7-13). Ele mostra a grande impiedade deles, em que estão insensibilizados pela sua prosperidade (v.v. 14-16). Ele prediz a sua destruição, no final, mas depois de uma longa consolação (v.v. 17-21).

Ele observa uma grande variedade nos métodos da providência de Deus com relação aos homens, até mesmo os ímpios (v.v. 22-26). Ele derruba a base das severas censuras de seus amigos contra ele.

Mostrando que a destruição dos ímpios está reservada para o outro mundo, e que eles frequentemente escapam a ela neste mundo (v. 27, até o fim), e nisto Jó tinha razão, claramente. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Jó 21:

Jó 21.1 – 6: Resposta de Jó a Zofar

Jó 21.7 – 16: A prosperidade dos ímpios

Jó 21.17 – 26: O futuro dos ímpios

Jó 21.27 – 34: O castigo dos ímpios 

 

Jó 21.1 – 6: Resposta de Jó a Zofar

1 Então Jó respondeu:

2 Escutem com atenção as minhas palavras; seja esse o consolo que vocês haverão de dar-me.

3 Suportem-me enquanto eu estiver falando; depois que eu falar poderão zombar de mim.

4 Acaso é dos homens que me queixo? Por que não deveria eu estar impaciente?

5 Olhem para mim, e ficarão atônitos; tapem a boca com a mão.

6 Quando penso nisso, fico aterrorizado; todo o meu corpo se põe a tremer.

Jó 21.7 – 16: A prosperidade dos ímpios

7 Por que vivem os ímpios? Por que chegam à velhice e aumentam seu poder?

8 Eles veem os seus filhos estabelecidos ao seu redor, e os seus descendentes diante dos seus olhos.

9 Seus lares estão seguros e livres do medo; a vara de Deus não os vem ferir.

10 Seus touros nunca deixam de procriar; suas vacas dão crias e não abortam.

11 Eles soltam os seus filhos como um rebanho; seus pequeninos põem-se a dançar.

12 Cantam, acompanhando a música do tamborim e da harpa; alegram-se ao som da flauta.

13 Os ímpios passam a vida na prosperidade e descem à sepultura em paz.

14 Contudo, dizem eles a Deus: “Deixa-nos! Não queremos conhecer os teus caminhos.

15 Quem é o Todo-poderoso, para que o sirvamos? Que vantagem temos em orar a Deus?”

16 Mas não depende deles a prosperidade que desfrutam; por isso fico longe do conselho dos ímpios.

Jó 21.17 – 26: O futuro dos ímpios

17 Pois, quantas vezes a lâmpada dos ímpios se apaga? Quantas vezes a desgraça cai sobre eles, o destino que em sua ira Deus lhes dá?

18 Quantas vezes o vento os leva como palha, e o furacão os arrebata como cisco?

19 Dizem que Deus reserva o castigo de um homem para os seus filhos. Que o próprio pai o receba, para que aprenda a lição!

20 Que os seus próprios olhos vejam a sua ruína; que ele mesmo beba da irado Todo-poderoso!

21 Pois, que lhe importará a família que deixará atrás de si quando chegarem ao fim os meses que lhe foram destinados?

22 Haverá alguém que o ensine a conhecer a Deus, uma vez que ele julga até os de mais alta posição?

23 Um homem morre em pleno vigor, quando se sentia bem e seguro,

24 tendo o corpo bem nutrido e os ossos cheios de tutano.

25 Já outro morre tendo a alma amargurada, sem nada ter desfrutado.

26 Um e outro jazem no pó, ambos cobertos de vermes.

Jó 21.27 – 34: O castigo dos ímpios

27 Sei muito bem o que vocês estão pensando, as suas conspirações contra mim.

28 “Onde está agora a casado grande homem?”, vocês perguntam. “Onde a tenda dos ímpios?”

29 Vocês nunca fizeram perguntas aos que viajam? Não deram atenção ao que eles contam?

30 Pois eles dizem que o mau é poupado da calamidade, e que do dia da ira recebe livramento.

31 Quem o acusa, lançando em rosto a sua conduta? Quem lhe retribui o mal que fez?

32 Pois o levam para o túmulo, e vigiam a sua sepultura.

33 Para ele é macio o terreno do vale; todos o seguem, e uma multidão incontável o precede.

34 “Por isso, como podem vocês consolar-me com esses absurdos? O que sobra das suas respostas é pura falsidade!”

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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