Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Jó 27 Estudo: A Devoção de Jó Diante das Dificuldades

Em Jó 27, vemos que Jó tinha reclamado, algumas vezes, com seus amigos, porque estavam tão ansiosos em discutir que mal o deixavam dizer uma palavra: “Sofrei-me, e eu falarei”; e “Tomara que vos calásseis de todo”.

Mas agora, aparentemente, eles tinham perdido o fôlego, e lhe deixavam dizer o que desejasse. Ou eles estavam convencidos de que Jó estava certo, ou tinham perdido a esperança de convencê-lo de que estava errado; e por isto deixam cair as armas e desistem da causa.

Jó foi valente demais para eles, e os forçou a deixar o campo de batalha, pois excelente é a verdade e ela irá prevalecer. O que Jó tinha dito (Jó 26) foi uma resposta suficiente ao discurso de Bildade.

E agora Jó fez uma pausa, para ver se Zofar tomava a palavra outra vez; mas, declinando ele, o próprio Jó prosseguiu, e, sem ser interrompido ou atormentado por seus amigos, disse tudo o que desejava dizer sobre este assunto.

Ele começa com uma solene declaração da sua integridade e da sua resolução de conservá-la (v.v. 2-6). Ele expressa o terror que tinha daquela hipocrisia de que eles o acusavam (v.v. 7-10).

Jó mostra o fim miserável e infeliz dos ímpios, apesar de sua longa prosperidade, e a maldição que os acompanha e é transmitida às suas famílias (v.v. 11-23). (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Jó 27:

Jó 27.1 – 6: A devoção de Jó

Jó 27.7 – 10: Qual a esperança do ímpio

Jó 27.11 – 23: A herança dos ímpios 

 

Jó 27.1 – 6: A devoção de Jó

1 E Jó prosseguiu em seu discurso:

2 Pelo Deus vivo, que me negou justiça, pelo Todo-poderoso, que deu amargura à minha alma,

3 enquanto eu tiver vida em mim, o sopro de Deus em minhas narinas,

4 meus lábios não falarão maldade, e minha língua não proferirá nada que seja falso.

5 Nunca darei razão a vocês! Minha integridade não negarei jamais, até a morte.

6 Manterei minha retidão, e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá.

Jó 27.7 – 10: Qual a esperança do ímpio

7 Sejam os meus inimigos como os ímpios, e os meus adversários como os injustos!

8 Pois, qual é a esperança do ímpio, quando é eliminado, quando Deus lhe tira a vida?

9 Ouvirá Deus o seu clamor quando vier sobre ele a aflição?

10 Terá ele prazer no Todo-poderoso? Chamará a Deus a cada instante?

Jó 27.11 – 23: A herança dos ímpios

11 Eu os instruirei sobre o poder de Deus; não esconderei de vocês os caminhos do Todo-poderoso.

12 Pois a verdade é que todos vocês já viram isso. Então por que essa conversa sem sentido?

13 Este é o destino que Deus determinou para o ímpio, a herança que o mau recebe do Todo-poderoso:

14 Por mais filhos que o ímpio tenha, o destino deles é a espada; sua prole jamais terá comida suficiente.

15 A epidemia sepultará aqueles que lhe sobreviverem, e as suas viúvas não chorarão por eles.

16 Ainda que ele acumule prata como pó e amontoe roupas como barro,

17 o que ele armazenar ficará para os justos, e os inocentes dividirão sua prata.

18 A casa que ele constrói é como casulo de traça, como cabana feita pela sentinela.

19 Rico ele se deita, mas nunca mais o será! Quando abre os olhos, tudo se foi.

20 Pavores vêm sobre ele como uma enchente; de noite a tempestade o leva de roldão.

21 O vento oriental o leva, e ele desaparece; arranca-o do seu lugar.

22 Atira-se contra ele sem piedade, enquanto ele foge às pressas do seu poder.

23 Bate palmas contra ele e com assobios o expele do seu lugar.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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