Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Jó 31 Estudo: A Defesa Pessoal de Jó

Quando chega em Jó 31, o aflito Jó já tinha declarado muitas vezes a sua integridade, de modo geral; aqui, ele faz isto em casos particulares, não sob a forma de um elogio (pois ele não proclama aqui as suas boas obras).

Mas na sua própria defesa, justa e necessária, para se inocentar daqueles crimes de que seus amigos o tinham acusado falsamente, sendo isto algo que todo homem deve à sua própria reputação.

Os amigos de Jó tinham sido detalhados nas suas acusações contra ele, e por isto ele também o é, no seu protesto, que parece se referir especialmente àquilo de que Elifaz o tinha acusado (Jó 22.6, etc.).

Eles não tinham apresentado testemunhas contra ele, nem podiam provar as coisas de que o acusavam, e por isto seria aceito que ele se purificasse com um juramento, o que ele faz, de maneira muito solene, e com muitas e terríveis invocações da ira de Deus, se ele fosse culpado desses crimes.

Esta declaração confirma o caráter que Deus lhe tinha atribuído, um caráter que ninguém tinha na terra, senão ele.

Talvez alguns dos seus acusadores não se atrevessem a se unir a ele, pois ele não somente se inocenta daqueles pecados graves que estão expostos aos olhos do mundo, mas de muitos pecados secretos.

Se tivesse sido culpado deles, ninguém poderia tê-lo acusado, porque ele provou não ser hipócrita. Ele não somente declara a inocência de seus procedimentos, como também mostra que, neles, ele se baseava em bons princípios, que a razão pela qual evitava o mal era porque temia a Deus.

A sua piedade estava no fundo da sua justiça e caridade; e isto coroa a prova da sua sinceridade. Os pecados de que aqui ele se inocenta são:

1. A devassidão e a impureza de coração (v.v. 1-4).

2. A fraude e a injustiça no comércio (v.v. 4-8).

3. O adultério (v.v. 9-12).

4. A arrogância e a severidade com os seus servos (v.v. 13-15).

5. A inclemência com os pobres, as viúvas e os órfãos (v.v. 16-23).

6. A confiança na sua riqueza terrena (v.v. 24,25).

7. A idolatria (v.v. 26-28).

8. A vingança (v.v. 29-31).

9. A negligência com estrangeiros pobres (v. 32).

10. A hipocrisia ao ocultar os seus próprios pecados, e a covardia, ao tolerar os pecados dos outros (v.v. 33,34).

11. A opressão e a invasão violenta aos direitos dos outros (v.v. 38-40).

E, já próximo ao final, Jó apela ao juízo de Deus, a respeito da sua integridade (v.v. 35-37).

Agora em tudo isto, podemos ver a percepção da era patriarcal a respeito do bem e do mal, e que, há tanto tempo, foi condenada como pecaminosa, isto é, odiosa e nociva.

Um nobre padrão de piedade e virtude nos é proposto, para que o imitemos, o que, se as nossas consciências puderem testemunhar a nosso favor, que nós estamos em conformidade com ele, será a nossa alegria, como foi a de Jó, no dia da sua adversidade. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Jó 31:

Jó 31.1 – 8: A defesa de Jó

Jó 31.9 – 15: Jó não cometeu adultério

Jó 31.16 – 23: Compaixão pelos pobres

Jó 31.24 – 32: Rejeição à Idolatria

Jó 31.33 – 40: Jó defende sua integridade

 

Jó 31.1 – 8: A defesa de Jó

1 Fiz acordo com os meus olhos de não olhar com cobiça para as moças.

2 Pois qual é a porção que o homem recebe de Deus lá de cima? Qual a sua herança do Todo-poderoso, que habita nas alturas?

3 Não é ruína para os ímpios, desgraça para os que fazem o mal?

4 Não vê ele os meus caminhos, e não considera cada um de meus passos?

5 Se me conduzi com falsidade, ou se meus pés se apressaram a enganar,

6 — Deus me pese em balança justa, e saberá que não tenho culpa —

7 se meus passos desviaram-se do caminho, se o meu coração foi conduzido por meus olhos, ou se minhas mãos foram contaminadas,

8 que outros comam o que semeei, e que as minhas plantações sejam arrancadas pelas raízes.

Jó 31.9 – 15: Jó não cometeu adultério

9 Se o meu coração foi seduzido por mulher, ou se fiquei à espreita junto à porta do meu próximo,

10 que a minha esposa moa cereal de outro homem, e que outros durmam com ela.

11 Pois fazê-lo seria vergonhoso, crime merecedor de julgamento.

12 Isso é um fogo que consome até a Destruição; teria extirpado a minha colheita.

13 Se neguei justiça aos meus servos e servas, quando reclamaram contra mim,

14 que farei quando Deus me confrontar? Que responderei quando chamado a prestar contas?

15 Aquele que me fez no ventre materno não os fez também? Não foi ele que nos formou, a mim e a eles, no interior de nossas mães?

Jó 31.16 – 23: Compaixão pelos pobres

16 Se não atendi os desejos do pobre, ou se fatiguei os olhos da viúva,

17 se comi meu pão sozinho, sem compartilhá-lo com o órfão,

18 sendo que desde a minha juventude o criei como se fosse seu pai, e desde o nascimento guiei a viúva;

19 se vi alguém morrendo por falta de roupa, ou um necessitado sem cobertor,

20 e o seu coração não me abençoou porque o aqueci com a lã de minhas ovelhas,

21 se levantei a mão contra o órfão, ciente da minha influência no tribunal,

22 que o meu braço descaia do ombro, e se quebre nas juntas.

23 Pois eu tinha medo que Deus me destruísse, e, temendo o seu esplendor, não podia fazer tais coisas.

Jó 31.24 – 32: Rejeição à Idolatria

24 Se pus no ouro a minha confiança e disse ao ouro puro: Você é a minha garantia,

25 se me regozijei por ter grande riqueza, pela fortuna que as minhas mãos obtiveram,

26 se contemplei o sol em seu fulgor e a lua a mover-se esplêndida,

27 e em segredo o meu coração foi seduzido e a minha mão lhes ofereceu beijos de veneração,

28 esses também seriam pecados merecedores de condenação, pois eu teria sido infiel a Deus, que está nas alturas.

29 Se a desgraça do meu inimigo me alegrou, ou se os problemas que teve me deram prazer;

30 eu, que nunca deixei minha boca pecar, lançando maldição sobre ele;

31 se os que moram em minha casa nunca tivessem dito: “Quem não recebeu de Jô um pedaço de carne?”,

32 sendo que nenhum estrangeiro teve que passar a noite na rua, pois a minha porta sempre esteve aberta para o viajante;

Jó 31.33 – 40: Jó defende sua integridade

33 se escondi o meu pecado, como outros fazem, acobertando no coração a minha culpa,

34 com tanto medo da multidão e do desprezo dos familiares que me calei e não saí de casa…

35 (Ah, se alguém me ouvisse! Agora assino a minha defesa. Que o Todo-poderoso me responda; que o meu acusador faça a denúncia por escrito.

36 Eu bem que a levaria nos ombros e a usaria como coroa.

37 Eu lhe falaria sobre todos os meus passos; como um príncipe eu me aproximaria dele.)

38 Se a minha terra se queixar de mime todos os seus sulcos chorarem,

39 se consumi os seus produtos sem nada pagar, ou se causei desânimo aos seus ocupantes,

40 que me venham espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada. Aqui terminam as palavras de Jó.

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Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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