Jó 31 Estudo: A Defesa Pessoal de Jó

Primeiro, Jó negou ser culpado de desejo sexual de alguém do sexo oposto (Jó 31:1–4). Jó sabia que a herança que Deus dá aos pecadores é a ruína e o desastre, como Zofar e Jó tinham falado (20:29; 27:13).

Jó, portanto, não olhou para a beleza feminina com luxúria, porque Deus olhou para ele, vendo tudo o que ele fez (cf. 7.19-20; 10.14; 13.27) e seguiu cada um de seus passos (cf. 14.16).

Jó então negou ter lidado desonestamente com os outros (cf. engano em 27: 4). Se ele tivesse trapaceado ao pesar bens para os outros, estaria disposto a usar as balanças de maneira honesta para julgá-lo.

Confiante de que ele era honesto nos negócios, Jó sabia que Deus admitiria que ele era inocente (Jó 31:5-8). Se ele fosse culpado de desvio em sua conduta (passos e mãos) ou motivos interiores, ele estava disposto a morrer de fome como resultado de suas colheitas serem arruinadas (cf. 31:12). (1)

Esboço de Jó 31:

31.1 – 8: A defesa de Jó

31.9 – 15: Jó não cometeu adultério

31.16 – 23: Compaixão pelos pobres

31.24 – 32: Rejeição à Idolatria

31.33 – 40: Jó defende sua integridade

 

Jó 31.1 – 8: A defesa de Jó

1 Fiz acordo com os meus olhos de não olhar com cobiça para as moças.

2 Pois qual é a porção que o homem recebe de Deus lá de cima? Qual a sua herança do Todo-poderoso, que habita nas alturas?

3 Não é ruína para os ímpios, desgraça para os que fazem o mal?

4 Não vê ele os meus caminhos, e não considera cada um de meus passos?

5 Se me conduzi com falsidade, ou se meus pés se apressaram a enganar,

6 — Deus me pese em balança justa, e saberá que não tenho culpa —

7 se meus passos desviaram-se do caminho, se o meu coração foi conduzido por meus olhos, ou se minhas mãos foram contaminadas,

8 que outros comam o que semeei, e que as minhas plantações sejam arrancadas pelas raízes.

Jó 31.9 – 15: Jó não cometeu adultério

9 Se o meu coração foi seduzido por mulher, ou se fiquei à espreita junto à porta do meu próximo,

10 que a minha esposa moa cereal de outro homem, e que outros durmam com ela.

11 Pois fazê-lo seria vergonhoso, crime merecedor de julgamento.

12 Isso é um fogo que consome até a Destruição; teria extirpado a minha colheita.

13 Se neguei justiça aos meus servos e servas, quando reclamaram contra mim,

14 que farei quando Deus me confrontar? Que responderei quando chamado a prestar contas?

15 Aquele que me fez no ventre materno não os fez também? Não foi ele que nos formou, a mim e a eles, no interior de nossas mães?

Jó 31.16 – 23: Compaixão pelos pobres

16 Se não atendi os desejos do pobre, ou se fatiguei os olhos da viúva,

17 se comi meu pão sozinho, sem compartilhá-lo com o órfão,

18 sendo que desde a minha juventude o criei como se fosse seu pai, e desde o nascimento guiei a viúva;

19 se vi alguém morrendo por falta de roupa, ou um necessitado sem cobertor,

20 e o seu coração não me abençoou porque o aqueci com a lã de minhas ovelhas,

21 se levantei a mão contra o órfão, ciente da minha influência no tribunal,

22 que o meu braço descaia do ombro, e se quebre nas juntas.

23 Pois eu tinha medo que Deus me destruísse, e, temendo o seu esplendor, não podia fazer tais coisas.

Jó 31.24 – 32: Rejeição à Idolatria

24 Se pus no ouro a minha confiança e disse ao ouro puro: Você é a minha garantia,

25 se me regozijei por ter grande riqueza, pela fortuna que as minhas mãos obtiveram,

26 se contemplei o sol em seu fulgor e a lua a mover-se esplêndida,

27 e em segredo o meu coração foi seduzido e a minha mão lhes ofereceu beijos de veneração,

28 esses também seriam pecados merecedores de condenação, pois eu teria sido infiel a Deus, que está nas alturas.

29 Se a desgraça do meu inimigo me alegrou, ou se os problemas que teve me deram prazer;

30 eu, que nunca deixei minha boca pecar, lançando maldição sobre ele;

31 se os que moram em minha casa nunca tivessem dito: “Quem não recebeu de Jô um pedaço de carne?”,

32 sendo que nenhum estrangeiro teve que passar a noite na rua, pois a minha porta sempre esteve aberta para o viajante;

Jó 31.33 – 40: Jó defende sua integridade

33 se escondi o meu pecado, como outros fazem, acobertando no coração a minha culpa,

34 com tanto medo da multidão e do desprezo dos familiares que me calei e não saí de casa…

35 (Ah, se alguém me ouvisse! Agora assino a minha defesa. Que o Todo-poderoso me responda; que o meu acusador faça a denúncia por escrito.

36 Eu bem que a levaria nos ombros e a usaria como coroa.

37 Eu lhe falaria sobre todos os meus passos; como um príncipe eu me aproximaria dele.)

38 Se a minha terra se queixar de mime todos os seus sulcos chorarem,

39 se consumi os seus produtos sem nada pagar, ou se causei desânimo aos seus ocupantes,

40 que me venham espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada. Aqui terminam as palavras de Jó.

 

Referências:

Zuck, R. B. (1985). Job. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 753). Wheaton, IL: Victor Books.

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