Jó - Bíblia de Estudo Online

Em Jó 34 vemos que Eliú comete o mesmo erro dos outros três amigos de Jó, ele o acusa de falar contra Deus de maneira injusta. Assim como Elifaz, Bildade e Zofar, ele também fala boas verdades sobre quem Deus é e como Ele age, contudo, em um contexto como o de Jó, suas conclusões são erradas.

Fica cada vez mais claro, capítulo após capítulo, o quanto o ser humano tem prazer em defender seu ideais e conclusões, a todo custo. Por mais que isto implique em causar mais sofrimento a outro ser humano.

Não percebemos isto em Jesus. Mesmo sendo Deus, diante de julgamento injusto, acusações falsas e provocações diabólicas, ele permaneceu em silêncio.

Não é preciso falar sempre, não existe essa necessidade. Não precisamos ter todas as repostas. Deus não exige isso de nós. Se não sabemos, basta ficar em silêncio.

O Reino de Deus está firmado em justiça, paz e alegria. No poder de Deus, não em discursos, apenas.

Nossas palavras devem ser carregadas do poder de Deus e não de nós mesmos.

O egocentrismo dos amigos de Jó os faziam acumular erro sobre erro, enquanto torturavam uma alma inocente.

Esboço de Jó 34:

34.1 – 9: Eliú continua falando

34.10 – 15: Deus não pratica o mal

34.16 – 30: Deus é Todo-Poderoso

34.31 – 37: O que não estou vendo? 

 

Jó 34.1 – 9: Eliú continua falando

1 Eliú continuou:

2 Ouçam as minhas palavras, vocês que são sábios; escutem-me, vocês que têm conhecimento.

3 Pois o ouvido prova as palavras como a língua prova o alimento.

4 Tratemos de discernir juntos o que é certo e de aprender o que é bom.

5 Jó afirma: Sou inocente, mas Deus me nega justiça.

6 Apesar de eu estar certo, sou considerado mentiroso; apesar de estar sem culpa, sua flecha me causa ferida incurável”.

7 Que homem existe como Jó, que bebe zombaria como água?

8 Ele é companheiro dos que fazem o mal, e anda com os ímpios.

9 Pois diz: “Não dá lucro agradar a Deus”.

Jó 34.10 – 15: Deus não pratica o mal

10 Por isso escutem-me, vocês que têm conhecimento. Longe de Deus esteja o fazer o mal, e do Todo-poderoso o praticar a iniquidade.

11 Ele retribui ao homem conforme o que este fez, e lhe dá o que a sua conduta merece.

12 Não se pode nem pensar que Deus faça o mal, que o Todo-poderoso perverta a justiça.

13 Quem o nome ou para governar a terra? Quem o encarregou de cuidar do mundo inteiro?

14 Se fosse intenção dele, e de fato retirasse o seu espírito e o seu sopro,

15 a humanidade pereceria toda de uma vez, e o homem voltaria ao pó.

Jó 34.16 – 30: Deus é Todo-Poderoso

16 Portanto, se você tem entendimento, ouça-me, escute o que lhe digo.

17 Acaso quem odeia a justiça poderá governar? Você ousará condenar aquele que é justo e poderoso?

18 Não é ele que diz aos reis: “Vocês nada valem”, e aos nobres: “Vocês são ímpios”?

19 Não é verdade que ele não mostra parcialidade a favor dos príncipes, e não favorece o rico em detrimento do pobre, uma vez que todos são obra de suas mãos?

20 Morrem num momento, em plena noite; cambaleiam e passam. Os poderosos são retirados sem a intervenção de mãos humanas.

21 Pois Deus vê o caminho dos homens; ele enxerga cada um dos seus passos.

22 Não há sombra densa o bastante, onde os que fazem o mal possam esconder-se.

23 Deus não precisa de maior tempo para examinar os homens e levá-los à sua presença para julgamento.

24 Sem depender de investigações, ele destrói os poderosos e coloca outros em seu lugar.

25 Visto que ele repara nos atos que eles praticam, derruba-os, e eles são esmagados.

26 Pela impiedade deles, ele os castiga onde todos podem vê-los.

27 Isso porque deixaram de segui-lo e não deram atenção aos caminhos por ele traçados.

28 Fizeram chegar a ele o grito do pobre, e ele ouviu o clamor do necessitado.

29 Mas, se ele permanecer calado, quem poderá condená-lo? Se esconder o rosto, quem poderá vê-lo? No entanto, ele domina igualmente sobre homens e nações,

30 para evitar que o ímpio governe e prepare armadilhas para o povo.

Jó 34.31 – 37: O que não estou vendo?

31 Suponhamos que um homem diga a Deus: “Sou culpado, mas não vou mais pecar.

32 Mostra-me o que não estou vendo; se agi mal, não tornarei a fazê-lo”.

33 Quanto a você, deveria Deus recompensá-lo quando você nega a sua culpa? É você que deve decidir, não eu; conte-me, pois, o que você sabe.

34 Os homens de bom senso, os sábios que me ouvem, me declaram:

35 “Jó não sabe o que diz; não há discernimento em suas palavras”.

36 Ah, se Jó sofresse a mais dura prova, por sua resposta de ímpio!

37 Ao seu pecado ele acrescenta a revolta; com desprezo bate palmas entre nós e multiplica suas palavras contra Deus.

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