Em Jó 37, Eliú continua a enaltecer o maravilhoso poder de Deus nos meteoros e em todas as mudanças climáticas. Se, nestas mudanças, nós nos submetemos à vontade de Deus, aceitamos o clima como é, e o aproveitamos ao máximo, por que não o faríamos em outras mudanças na nossa condição?

Aqui, ele observa a mão de Deus no trovão e no relâmpago (v.v. 1-5). Na geada e na neve, nas chuvas e no vento (v.v. 6-13).

Ele aplica isto a Jó, e o desafia a entender os fenômenos destas obras da natureza, de modo que, confessando a sua ignorância neles, ele possa reconhecer que é um juiz incompetente dos atos da divina Providência (v.v. 14-22).

E, então, Eliú conclui com o seu princípio, que ele se empenha em distinguir:  Que Deus é grande e deve ser muito temido (v.v. 23,24). (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Jó 37:

Jó 37.1 – 5: A majestade de Deus no trovão

Jó 37.6 – 13: Submissos a natureza

Jó 37.14 – 20: Reflita nas maravilhas de Deus

Jó 37.21 – 24: Deus não oprime ninguém 

 

Jó 37.1 – 5: A majestade de Deus no trovão

1 Diante disso o meu coração bate aceleradamente e salta do seu lugar.

2 Ouça! Escute o estrondo da sua voz, o trovejar da sua boca.

3 Ele solta os seus relâmpagos por baixo de toda a extensão do céu e os manda para os confins da terra.

4 Depois vem o som do seu grande estrondo: ele troveja com sua majestosa voz. Quando a sua voz ressoa, nada o faz recuar.

5 A voz de Deus troveja maravilhosamente; ele faz coisas grandiosas, acima do nosso entendimento.

Jó 37.6 – 13: Submissos a natureza

6 Ele diz à neve: “Caia sobre a terra”, e à chuva: “Seja um forte aguaceiro”.

7 Ele paralisa o trabalho de cada homem, a fim de que todos os que ele criou conheçam a sua obra.

8 Os animais vão para os seus esconderijos, e ficam nas suas tocas.

9 A tempestade sai da sua câmara, e dos ventos vem o frio.

10 O sopro de Deus produz gelo, e as vastas águas se congelam.

11 Também carrega de umidade as nuvens, e entre elas espalha os seus relâmpagos.

12 Ele as faz girar, circulando sobre a superfície de toda a terra, para fazerem tudo o que ele lhes ordenar.

13 Ele traz as nuvens, ora para castigar os homens, ora para regar a sua terra e lhes mostrar o seu amor.

Jó 37.14 – 20: Reflita nas maravilhas de Deus

14 Escute isto, Jó; pare e reflita nas maravilhas de Deus.

15 Acaso você sabe como Deus comanda as nuvens e faz brilhar os seus relâmpagos?

16 Você sabe como ficam suspensas as nuvens, essas maravilhas daquele que tem perfeito conhecimento?

17 Você, que em sua roupa desfalece de calor quando a terra fica amortecida sob o vento sul,

18 pode ajudá-lo a estender os céus, duros como espelho de bronze?

19 Diga-nos o que devemos dizer a ele; não podemos elaborar a nossa defesa por causa das nossas trevas.

20 Deve-se dizer-lhe o que lhe quero falar? Quem pediria para ser devorado?

Jó 37.21 – 24: Deus não oprime ninguém

21 Ninguém pode olhar para o fulgor do sol nos céus, depois que o vento os clareia.

22 Do norte vem luz dourada; Deus vem em temível majestade.

23 Fora de nosso alcance está o Todo-poderoso, exaltado em poder; mas, em sua justiça e retidão, não oprime ninguém.

24 Por isso os homens o temem; não dá ele atenção a todos os sábios de coração?

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