Jó - Bíblia de Estudo Online

Em Jó 4 vemos que Elifaz, um dos três amigos de Jó, tendo ouvido suas palavras se propõe a aconselhá-lo. A princípio, Elifaz começa falando sobre quem era Jó, e como seu comportamento era uma referência para todos os que o conheciam.

Com isso, ele faz três afirmações:

  1. Que o bom e inocente não sofre;
  2. O sofrimento é para aqueles que vivem no pecado;
  3. Jó estava colhendo o fruto de suas ações;

É interessante notar, que Elifaz acredita que suas palavras são inspiradas por Deus (v.12-16).

Antes de prosseguir, precisamos ter em mente que Elifaz não está de todo errado. Muito sofrimento tem afligido os seres humanos por causa dos seus próprios pecados, mas essa não é uma verdade universal e absoluta.

Muitos homens e mulheres que amam a Deus, enfrentam enfermidades, desastres, mortes repentinas e turbulências em suas vidas, sem esperar por aquilo.

Outra ponto muito importante a ser considerado é a visão de Deus. Enquanto os seres humanos discutiam as possíveis causas, o Senhor a conhecia perfeitamente. Enquanto os amigos de Jó o acusavam, seu Deus o via como inocente.

Mesmo quando não temos resposta, o Senhor tem, e uma hora ou outra, Ele falará conosco.

Esboço de Jó 4:

4.1 – 6: As palavras de Elifaz

4.7 – 11: O pensamento de Elifaz

4.12 – 21: “Creio assim…”

 

Jó 4.1 – 6: As palavras de Elifaz

1 Então respondeu Elifaz, de Temã:

2 Se alguém se aventurara dizer-lhe uma palavra, você ficará impaciente? Mas quem pode refrear as palavras?

3 Pense bem! Você ensinou a tantos; fortaleceu mãos fracas.

4 Suas palavras davam firmeza aos que tropeçavam; você fortaleceu joelhos vacilantes.

5 Mas agora que se vê em dificuldade, você desanima; quando você é atingido, fica prostrado.

6 Sua vida piedosa não lhe inspira confiança? E o seu procedimento irrepreensível não lhe dá esperança?

Jó 4.7 – 11: O pensamento de Elifaz

7 Reflita agora: Qual foi o inocente que chegou a perecer? Onde os íntegros sofreram destruição?

8 Pelo que tenho observado, quem cultiva o mal e semeia maldade, isso também colherá.

9 Pelo sopro de Deus são destruídos; pelo vento de sua ira eles perecem.

10 Os leões podem rugir e rosnar, mas até os dentes dos leões fortes se quebram.

11 O leão morre por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam.

Jó 4.12 – 21: “Creio assim…”

12 Disseram-me uma palavra em segredo, da qual os meus ouvidos captaram um murmúrio.

13 Em meio a sonhos perturbadores da noite, quando cai sono profundo sobre os homens,

14 temor e tremor se apoderaram de mime fizeram estremecer todos os meus ossos.

15 Um espírito roçou o meu rosto, e os pelos do meu corpo se arrepiaram.

16 Ele parou, mas não pude identificá-lo. Um vulto se pôs diante dos meus olhos, e ouvi uma voz suave, que dizia:

17 “Poderá algum mortal ser mais justo que Deus? Poderá algum homem ser mais puro que o seu Criador?

18 Se Deus não confia em seus servos, se vê erro em seus anjos e os acusa,

19 quanto mais nos que moram em casas de barro, cujos alicerces estão no pó! São mais facilmente esmagados que uma traça!

20 Entre o alvorecer e o crepúsculo são despedaçados; perecem para sempre, sem ao menos serem notados.

21 Não é certo que as cordas de suas tendas são arrancadas, e eles morrem sem sabedoria? ”

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