Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Jó 4 Estudo: As Palavras de Elifaz

Em Jó 4, vemos que tendo Jó, calorosamente, dado vazão aos seus sentimentos, e dessa forma superando as dificuldades iniciais, seus amigos vêm, neste ponto, expressar seriamente o seu parecer sobre o caso dele.

Tendo, talvez, comunicado um ao outro separadamente, comparando anotações sobre o assunto, tendo-o discutido entre eles próprios, e constatado que estavam todos de acordo em sua opinião.

Eles asseveraram que as tribulações de Jó certamente comprovavam que ele era um hipócrita; mas não o atacaram com essa grave acusação até que, pelas manifestações do seu descontentamento e impaciência (nas quais acreditavam que ele criticava o próprio Deus).

Eles entenderam que ele corroborou na opinião negativa que haviam anteriormente concebido, tanto sobre ele, como sobre o seu caráter. Agora eles o atacaram com grande ansiedade.

A discussão começa, e logo se torna feroz. Os oponentes são três amigos de Jó. Ele mesmo é o replicador. Eliú aparece primeiro como moderador, e finalmente o próprio Deus julga a controvérsia e a condução da discussão.

A questão em discussão era se Jó era ou não um homem honesto – a mesma questão que estava em debate entre Deus e Satanás nos primeiros dois capítulos.

Satanás a levantara, e não ousava fingir que o fato de Jó amaldiçoar o seu dia não fosse uma imprecação contra o Senhor seu Deus; entretanto, ele não pôde negar que Jó ainda mantinha a sua integridade.

Porém os amigos de Jó terão necessariamente que admitir que, se fosse um homem honesto, Jó não teria sido afligido de maneira tão extrema e desgostosa.

E por isso instam-no a confessar-se um hipócrita na profissão que fizera da religião: “Não”, diz Jó, “isso eu nunca farei. Eu pequei contra Deus, mas apesar disso o meu coração foi reto para com Ele”. Deste modo ele ainda detém o consolo da sua integridade.

Elifaz, que, é provável, fosse o mais velho, ou o de melhor caráter, inicia juntamente com ele este capítulo, no qual ele antecipa que ouviria com paciência (v. 2).

Ele tece elogios a Jó reconhecendo a dignidade e a utilidade da profissão que ele fizera da religião (v.v. 3,4). Ele o acusa de hipocrisia em sua profissão de religião, fundamentando a sua acusação nas atuais tribulações pelas quais Jó passava, e em sua conduta nesta situação (v.v. 5,6).

Para validar a inferência, Elifaz sustenta que a maldade do homem é aquilo que sempre provoca os julgamentos de Deus (v.v. 7-11).

Ele fortalece a sua afirmação através de uma visão que teve, na qual fora lembrado da pureza e da justiça incontestáveis de Deus, e da torpeza, debilidade e pecaminosidade do homem (v.v. 12-21).

Por meio de tudo isso ele visa arrefecer o ânimo de Jó, e torná-lo tanto paciente quanto penitente sob as suas tribulações. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Jó 4:

Jó 4.1 – 6: As palavras de Elifaz

Jó 4.7 – 11: O pensamento de Elifaz

Jó 4.12 – 21: “Creio assim…”

 

Jó 4.1 – 6: As palavras de Elifaz

1 Então respondeu Elifaz, de Temã:

2 Se alguém se aventurara dizer-lhe uma palavra, você ficará impaciente? Mas quem pode refrear as palavras?

3 Pense bem! Você ensinou a tantos; fortaleceu mãos fracas.

4 Suas palavras davam firmeza aos que tropeçavam; você fortaleceu joelhos vacilantes.

5 Mas agora que se vê em dificuldade, você desanima; quando você é atingido, fica prostrado.

6 Sua vida piedosa não lhe inspira confiança? E o seu procedimento irrepreensível não lhe dá esperança?

Jó 4.7 – 11: O pensamento de Elifaz

7 Reflita agora: Qual foi o inocente que chegou a perecer? Onde os íntegros sofreram destruição?

8 Pelo que tenho observado, quem cultiva o mal e semeia maldade, isso também colherá.

9 Pelo sopro de Deus são destruídos; pelo vento de sua ira eles perecem.

10 Os leões podem rugir e rosnar, mas até os dentes dos leões fortes se quebram.

11 O leão morre por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam.

Jó 4.12 – 21: “Creio assim…”

12 Disseram-me uma palavra em segredo, da qual os meus ouvidos captaram um murmúrio.

13 Em meio a sonhos perturbadores da noite, quando cai sono profundo sobre os homens,

14 temor e tremor se apoderaram de mime fizeram estremecer todos os meus ossos.

15 Um espírito roçou o meu rosto, e os pelos do meu corpo se arrepiaram.

16 Ele parou, mas não pude identificá-lo. Um vulto se pôs diante dos meus olhos, e ouvi uma voz suave, que dizia:

17 “Poderá algum mortal ser mais justo que Deus? Poderá algum homem ser mais puro que o seu Criador?

18 Se Deus não confia em seus servos, se vê erro em seus anjos e os acusa,

19 quanto mais nos que moram em casas de barro, cujos alicerces estão no pó! São mais facilmente esmagados que uma traça!

20 Entre o alvorecer e o crepúsculo são despedaçados; perecem para sempre, sem ao menos serem notados.

21 Não é certo que as cordas de suas tendas são arrancadas, e eles morrem sem sabedoria? ”

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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