Chegando em Jó 40, vimos que Deus tinha feito a Jó muitas perguntas humilhantes e perturbadoras, no capítulo anterior e agora, neste capítulo. Ele exige uma resposta a elas, (v.v. 1,2). Jó se submete em um silêncio humilde, (v.v. 3-5).

Deus passa a argumentar com ele, para a sua convicção, a respeito da infinita distância e desproporção entre ele e Deus, mostrando que Jó não era de modo algum páreo para Deus.

O Senhor o desafia (v.v. 6,7) a competir consigo, se ousar, na questão da justiça (v. 8), do poder (v. 9), da majestade (v. 10), e do domínio sobre a soberba (v.v. 11-14), e dá um exemplo do seu poder em um determinado animal, aqui chamado de “Beemote,” (v.v. 15-24). (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Jó 40:

Jó 40.1 – 5: Jó reconhece sua indignidade

Jó 40.6 – 14: A firme justiça de Deus

Jó 40.15 – 24: Descrição do Beemote 

 

Jó 40.1 – 5: Jó reconhece sua indignidade

1 Disse ainda o Senhor a Jó:

2 “Aquele que contende com o Todo-poderoso poderá repreendê-lo? Que responda a Deus aquele que o acusa!”

3 Então Jó respondeu ao Senhor:

4 Sou indigno; como posso responder-te? Ponho a mão sobre a minha boca.

5 Falei uma vez, mas não tenho resposta; sim, duas vezes, mas não direi mais nada.

Jó 40.6 – 14: A firme justiça de Deus

6 Depois, o Senhor falou a Jó do meio da tempestade:

7 Prepare-se como simples homem que é; eu lhe farei perguntas, e você me responderá.

8 Você vai pôr em dúvida a minha justiça? Vai condenar-me para justificar-se?

9 Seu braço é como o de Deus, e sua voz pode trovejar como a dele?

10 Adorne-se, então, de esplendor e glória, e vista-se de majestade e honra.

11 Derrame a fúria da sua ira, olhe para todo orgulhoso e lance-o por terra,

12 olhe para todo orgulhoso e humilhe-o, esmague os ímpios onde estiverem.

13 Enterre-os todos juntos no pó; encubra os rostos deles no túmulo.

14 Então admitirei que a sua mão direita pode salvá-lo.

Jó 40.15 – 24: Descrição do Beemote

15 Veja o Beemote que criei quando criei você e que come capim como o boi.

16 Que força ele tem em seus lombos! Que poder nos músculos do seu ventre!

17 Sua cauda balança como o cedro; os nervos de suas coxas são firmemente entrelaçados.

18 Seus ossos são canos de bronze, seus membros são varas de ferro.

19 Ele ocupa o primeiro lugar entre as obras de Deus. No entanto, o seu Criador pode chegar a ele com sua espada.

20 Os montes lhe oferecem tudo o que produzem, e todos os animais selvagens brincam por perto.

21 Sob os lotos se deita, oculto entre os juncos do brejo.

22 Os lotos o escondem à sua sombra; os salgueiros junto ao regato o cercam.

23 Quando o rio se enfurece, ele não se abala; mesmo que o Jordão encrespe as ondas contra a sua boca, ele se mantém calmo.

24 Poderá alguém capturá-lo pelos olhos, ou prendê-lo em armadilha e enganchá-lo pelo nariz?

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