Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Jó 7 Estudo: Que Mal Cometi Contra Deus?

Em Jó 7, Jó continua a externar a percepção amarga que tinha das suas desgraças e a justificar-se pelo seu desejo de morrer. Ele se queixa tanto a si mesmo como aos seus amigos dos seus problemas e da perturbação constante que o envolvia, (v.v. 1-6).

Ele se dirige a Deus e protesta (v. 7, até o final); e nisto ele pleiteia o ponto final que a morte determina ao nosso estado atual, v.v. 7-10. Ele se queixa veementemente da condição miserável em que agora se encontrava (v.v. 11-16).

Ele se admira de que Deus contenda com ele dessa maneira, e pede o perdão dos seus pecados e uma libertação rápida dos seus sofrimentos, v.v. 17-21.

É difícil regularizar os discursos de alguém que reconheceu que estava à beira do desespero, capítulo 6.26. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Jó 7:

Jó 7.1 – 6: As dores de Jó

Jó 7.7 – 16: “Lembra-te, ó Deus”

Jó 7.17 – 21: Que mal cometi? 

 

Jó 7.1 – 6: As dores de Jó

1 Não é pesado o labor do homem na terra? Seus dias não são como os de um assalariado?

2 Como o escravo que anseia pelas sombras do entardecer, ou como o assalariado que espera ansioso pelo pagamento,

3 assim me deram meses de ilusão, e noites de desgraça me foram destinadas.

4 Quando me deito, fico pensando: Quanto vai demorar para eu me levantar? A noite se arrasta, e eu fico me virando na cama até o amanhecer.

5 Meu corpo está coberto de vermes e cascas de ferida, minha pele está rachada e vertendo pus.

6 Meus dias correm mais depressa que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem nenhuma esperança.

Jó 7.7 – 16: “Lembra-te, ó Deus”

7 Lembra-te, ó Deus, de que a minha vida não passa de um sopro; meus olhos jamais tornarão a ver a felicidade.

8 Os que agora me veem, nunca mais me verão; puseste o teu olhar em mim, e já não existo.

9 Assim como a nuvem se esvai e desaparece, assim quem desce à sepultura não volta.

10 Nunca mais voltará ao seu lar; a sua habitação não mais o conhecerá.

11 Por isso não me calo; na aflição do meu espírito desabafarei, na amargura da minha alma farei as minhas queixas.

12 Sou eu o mar, ou o monstro das profundezas, para que me ponhas sob guarda?

13 Quando penso que a minha cama me consolará e que o meu leito aliviará a minha queixa,

14 mesmo aí me assustas com sonhos e me aterrorizas com visões.

15 É melhor ser estrangulado e morrer do que sofrer assim;

16 sinto desprezo pela minha vida! Não vou viver para sempre; deixa-me, pois os meus dias não têm sentido.

Jó 7.17 – 21: Que mal cometi?

17 Que é o homem, para que lhe dês importância e atenção,

18 para que o examines a cada manhã e o proves a cada instante?

19 Nunca desviarás de mim o teu olhar? Nunca me deixarás a sós, nem por um instante?

20 Se pequei, que mal te causei, ó tu que vigias os homens? Por que me tornaste teu alvo? Acaso tornei-me um fardo para ti?

21 Por que não perdoas as minhas ofensa se não apagas os meus pecados? Pois logo me deitarei no pó; tu me procurarás, mas eu já não existirei.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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