Jó - Bíblia de Estudo Online

Em Jó 7 vemos que o aflito homem de Deus abre seu coração e desabafa sobre sua dor. Ela é intensa e implacável. Ele não consegue mais dormir, tamanha é a angústia e a dor física que lhe atormentam.

Ao contemplar o futuro, ele não tem a menor esperança e para ele a única solução viável é a morte.

Ele conclui o capítulo com uma oração que revela a Deus sua impaciência. Pressionado pelas acusações dos amigos, ele pergunta ao Senhor, se de fato é transgressão, por que Deus não o perdoa e sara?

Mas no momento, permanece sem resposta.

A grande lição deste capítulo, é que devemos abrir o nosso coração para o Senhor Deus. Não importa o que seja, devemos dizer para Ele como estamos nos sentindo.

Com relação a vida, a decisões que Ele toma, ou a circunstâncias que permite em nossas vidas. Devemos dizer como nos sentimos com relação a elas e ser sinceros.

Deus conhece o nosso coração. Falando ou não, sabe como nos sentimos. Precisamos ser honestos, porque quando nos abrimos o processo de cura se inicia.

Jó não percebia, mas todas as suas dúvidas estavam sendo anotadas. O mesmo acontece conosco.

Esboço de Jó 7:

7.1 – 6: As dores de Jó

7.7 – 16: “Lembra-te, ó Deus”

7.17 – 21: Que mal cometi? 

 

Jó 7.1 – 6: As dores de Jó

1 Não é pesado o labor do homem na terra? Seus dias não são como os de um assalariado?

2 Como o escravo que anseia pelas sombras do entardecer, ou como o assalariado que espera ansioso pelo pagamento,

3 assim me deram meses de ilusão, e noites de desgraça me foram destinadas.

4 Quando me deito, fico pensando: Quanto vai demorar para eu me levantar? A noite se arrasta, e eu fico me virando na cama até o amanhecer.

5 Meu corpo está coberto de vermes e cascas de ferida, minha pele está rachada e vertendo pus.

6 Meus dias correm mais depressa que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem nenhuma esperança.

Jó 7.7 – 16: “Lembra-te, ó Deus”

7 Lembra-te, ó Deus, de que a minha vida não passa de um sopro; meus olhos jamais tornarão a ver a felicidade.

8 Os que agora me veem, nunca mais me verão; puseste o teu olhar em mim, e já não existo.

9 Assim como a nuvem se esvai e desaparece, assim quem desce à sepultura não volta.

10 Nunca mais voltará ao seu lar; a sua habitação não mais o conhecerá.

11 Por isso não me calo; na aflição do meu espírito desabafarei, na amargura da minha alma farei as minhas queixas.

12 Sou eu o mar, ou o monstro das profundezas, para que me ponhas sob guarda?

13 Quando penso que a minha cama me consolará e que o meu leito aliviará a minha queixa,

14 mesmo aí me assustas com sonhos e me aterrorizas com visões.

15 É melhor ser estrangulado e morrer do que sofrer assim;

16 sinto desprezo pela minha vida! Não vou viver para sempre; deixa-me, pois os meus dias não têm sentido.

Jó 7.17 – 21: Que mal cometi?

17 Que é o homem, para que lhe dês importância e atenção,

18 para que o examines a cada manhã e o proves a cada instante?

19 Nunca desviarás de mim o teu olhar? Nunca me deixarás a sós, nem por um instante?

20 Se pequei, que mal te causei, ó tu que vigias os homens? Por que me tornaste teu alvo? Acaso tornei-me um fardo para ti?

21 Por que não perdoas as minhas ofensa se não apagas os meus pecados? Pois logo me deitarei no pó; tu me procurarás, mas eu já não existirei.

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