O livro de Jó sustenta-se por si mesmo, não está associado a nenhum outro, e deve, portanto ser considerado isoladamente. Muitas cópias da Bíblia hebraica situam-no depois do livro de Salmos, e algumas depois do de Provérbios o que talvez tenha dado margem a que alguns eruditos imaginassem ter sido escrito por Isaías ou por algum dos profetas posteriores.

Mas, como o assunto parece ter sido muito mais antigo, então não temos razões para pensar senão que a disposição do livro foi, e muito adequadamente, colocada primeiro nesta compilação de máximas divinas.

Além disso, sendo doutrinário, é apropriado que preceda e introduza o livro de Salmos, que é devocional, e o livro de Provérbios que é prático; pois como adoraremos ou obedeceremos a um Deus a quem não conhecemos?

Informações Importantes do Livro de Jó

Estamos seguros de que é concedido pela inspiração de Deus, embora não estejamos certos sobre quem foi o seu escritor. Os judeus, embora não simpatizantes de Jó, porque era um estranho para a comunidade de Israel, mesmo assim, como fiéis conservadores dos oráculos de Deus a eles confiados, sempre mantiveram este livro em seu cânone sagrado.

Um apóstolo faz alusão à história (Tiago 5.11), e uma passagem (capítulo 5.13) é citada por outro apóstolo, com a forma habitual de mencionar a Escritura: “Está escrito”, 1 Coríntios 3.19.

E a opinião de muitos dos antigos, que esta história foi escrita pelo próprio Moisés em Midiã, e transmitida aos seus irmãos que sofriam no Egito, para apoiá-los e confortá-los sob os seus fardos, e para o encorajamento de sua esperança de que Deus, no devido tempo, os libertaria e os enriqueceria como fez com esse paciente sofredor.

Alguns presumem que ele foi escrito originalmente no idioma Arábico, e posteriormente traduzido para o hebraico por Salomão (conforme Monsieur Jurieu), ou por algum outro escritor inspirado, para uso da igreja judaica.

Parece-me mais provável que Eliú tenha sido seu escritor, pelo menos das dissertações, porque (capítulo 32.15,16) ele mistura as palavras de um historiador com as de alguém que faz parte da discussão.

Mas Moisés talvez tenha escrito os dois primeiros capítulos e o último, para explicar os raciocínios; pois neles Deus é frequentemente chamado de Jeová, por várias vezes em todas as discussões, exceto no capítulo 12.9.

Esse nome, entretanto, era pouco conhecido pelos patriarcas anteriores a Moisés, Êxodo 6.3. Se o próprio Jó o escreveu, então alguns dos próprios escritores judeus o reconhecem como um profeta entre os gentios.

Se Eliú o escreveu, julgamos então que ele tinha o Espírito da Profecia, que o encheu de palavras relativas à questão, e o constrangeu a se expressar, capítulo 32.18.

Estamos certos de que é, pelo seu conteúdo, uma história verdadeira, e não um romance, embora os diálogos sejam poéticos. Sem dúvida existiu um homem chamado Jó; o profeta Ezequiel o menciona juntamente com Noé e Daniel, Ezequiel 14.14.

A Narrativa de Jó

A narrativa que temos aqui sobre a sua prosperidade e a sua devoção, suas aflições estranhas e sua paciência exemplar, o conteúdo de suas conferências com seus amigos, e a conversa de Deus com ele durante a tempestade.

Com o seu retorno finalmente a uma condição muito próspera, sem dúvida é perfeitamente verdadeira, embora ao escritor inspirado seja permitida a habitual liberdade de colocar em suas próprias palavras o assunto sobre o qual Jó e seus amigos discorreram.

Neste livro temos a história dos sofrimentos de Jó, e sua paciência nessas circunstâncias (capítulos 1 e 2, não sem uma mistura de fragilidade humana, conforme o capítulo 3).

Uma discussão entre Jó e os seus amigos, sobre eles, na qual os oponentes eram Elifaz, Bildade e Zofar. O indagado era Jó. Os moderadores eram primeiro, Eliú, capítulos 32 – 37. E, mais adiante, o próprio Deus, capítulos 38 – 41.

A conclusão de tudo na honra e na prosperidade de Jó, capítulo 42. No todo, aprendemos que muitas são as aflições dos justos, mas que quando o Senhor os livra delas, toda provação da sua fé redundará em louvor, honra, e glória.

Capítulos de Jó:

Capítulo 1: Tristeza e Submissão

Capítulo 2: Um Novo Teste Na Vida

Capítulo 3: Amaldiçoando o Dia do Nascimento

Capítulo 4: As Palavras de Elifaz

Capítulo 5: Não Sofremos à Toa

Capítulo 6: A Resposta do Servo a Elifaz

Capítulo 7: Que Mal Cometi Contra Deus?

Capítulo 8: Bildade Acusa de Pecado

Capítulo 9: A Reposta a Bildade

Capítulo 10: Uma Vida de Desgosto

Capítulo 11: A Resposta de Zofar

Capítulo 12: A Resposta a Zofar

Capítulo 13: Quero Falar com Deus

Capítulo 14: A Vida é Curta e Frágil

Capítulo 15: Elifaz Novamente Acusa

Capítulo 16: Dor Que Não Alivia

Capítulo 17: Ficando Ainda Mais Difícil

Capítulo 18: Segundo Discurso de Bildade

Capítulo 19: A Solidão Na Dificuldade

Capítulo 20: O Segundo Discurso de Zofar

Capítulo 21: A Prosperidade dos Ímpios

Capítulo 22: O Terceiro Discurso de Elifaz

Capítulo 23: Onde Deus Está Afinal?

Capítulo 24: A Impunidade Momentânea dos Ímpios

Capítulo 25: Deus vs Homem

Capítulo 26: O Poder e a Sabedoria de Deus

Capítulo 27: A Devoção Diante das Dificuldades

Capítulo 28: De Onde Vem a Sabedoria?

Capítulo 29: “Saudades…”

Capítulo 30: O Desprezo Recaiu

Capítulo 31: A Defesa Pessoal

Capítulo 32: As Palavras de Eliú

Capítulo 33: Deus é Maior Que os Homens

Capítulo 34: Deus Não Pratica o Mal

Capítulo 35: Eliú Acusa de Ignorância

Capítulo 36: Deus Não Despreza os Homens

Capítulo 37: Reflita Nas Maravilhas de Deus

Capítulo 38: Deus Responde

Capítulo 39: A Ignorância Humana Sobre a Criação

Capítulo 40: Reconhecimento de Sua Indignidade

Capítulo 41: A Descrição do Leviatã

Capítulo 42: Deus Justifica no Final

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