Em João 11, vemos o sétimo sinal que João utiliza para mostrar que Jesus é o Cristo. Seu objetivo, como mencionamos, é que através desses sinais creiamos em Jesus como o Cristo, o filho de Deus, e assim tenhamos a vida eterna (conf. 20.30–31).

Como estudamos nos três evangelhos sinóticos, completam-se, com este sinal, as três ocasiões em que Jesus ressuscitou mortos, devolvendo-lhes a vida. Na primeira ocasião Jesus ressuscitou o Filho de uma viúva da cidade de Naim (Lc 7.11–17).

Na segunda ocasião Jesus ressuscitou a filha de Jairo, que tinha doze anos (Lc 8.49–56 e Mc 5.35–42); e neste texto temos a ressurreição de Lázaro. É interessante notarmos que Jesus ressuscitou um jovem, uma menina, e um homem adulto, um homem maduro.

Esse fato, além de demonstrar o poder de Jesus sobre a morte, demonstra também o interesse de Jesus pelas pessoas de todas as faixas etárias.

Nesse evangelho, este milagre da ressurreição de Lázaro em João 11 é o ponto mais importante do ministério de Jesus até agora. Através desse milagre, a glória de Deus é revelada em Jesus Cristo!

Avançando

Como você mesmo deve ter percebido neste evangelho, os fatos vão se tornando mais importantes na proporção em que vamos avançando. Cada capítulo é mais intenso que o anterior.

Na exposição dos relatos neste evangelho, encontramos uma forma crescente de fatos e verdades, pois o objetivo é o de apresentar Jesus como o Filho de Deus, como Deus. A divindade de Jesus é a verdade enfatizada pelo apóstolo João.

E se tudo quanto vimos até aqui sobre a divindade de Jesus nos foi satisfatório, acrescentou à fé e, os fatos foram absolutamente aceitáveis e compreensíveis, considerando que tudo quanto Jesus fez foi obra de Deus.

Sendo ele o próprio Deus, não podemos ter a menor dúvida quanto à autenticidade e veracidade do milagre da ressurreição de Lázaro, que é uma prova ainda mais contundente da sua divindade.

Fato Importante em João 11

De todos os pontos até aqui considerados sobre a divindade de Jesus, a ressurreição de Lázaro revela mais do que qualquer outro fato, até aqui estudado, que Jesus é Deus. Aqui vemos como a morte, o pior inimigo que todo ser humano terá que enfrentar, foi vencida pelo Senhor Jesus, como um anúncio de que aquele que nele crê também vencerá a morte pela ressurreição!

Este acontecimento ocorreu quando Jesus já estava se aproximando do término do seu ministério aqui na terra. Foi um dos seus últimos milagres. E João não podia deixar de registrar este grande feito de Jesus, pois o seu evangelho objetivava, antes de tudo, demonstrar a todos que Jesus é Deus, embora ele também tenha demonstrado a natureza humana de Jesus. Com esse sinal, concluímos o “livro dos sinais”, como alguns estudiosos o denominam.

A partir do capítulo doze, iniciamos o estudo do “livro da glória”, relatos que incluem a entrega, a morte e a ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Após essas considerações, vamos observar mais de perto o texto dividindo-o em duas grandes porções. (1)

Esboço de João 11:

João 11.1 – 46: A ressurreição de Lázaro

João 11.47 – 57: As reações dos religiosos à ressurreição de Lázaro

João 11.1 – 46: A ressurreição de Lázaro

1 Havia um homem chamado Lázaro. Ele era de Betânia, do povoado de Maria e de sua irmã Marta. E aconteceu que Lázaro ficou doente.

2 Maria, sua irmã, era a mesma que derramara perfume sobre o Senhor e lhe enxugara os pés com os cabelos.

3 Então as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele a quem amas está doente”.

4 Ao ouvir isso, Jesus disse: “Essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela”.

5 Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro.

6 No entanto, quando ouviu falar que Lázaro estava doente, ficou mais dois dias onde estava.

7 Depois disse aos seus discípulos: “Vamos voltar para a Judéia”.

8 Estes disseram: “Mestre, há pouco os judeus tentaram apedrejar-te, e assim mesmo vais voltar para lá?”

9 Jesus respondeu: O dia não tem doze horas? Quem anda de dia não tropeça, pois vê a luz deste mundo.

10 Quando anda de noite, tropeça, pois nele não há luz.

11 Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo-lhes: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo”.

12 Seus discípulos responderam: “Senhor, se ele dorme, vai melhorar”.

13 Jesus tinha falado de sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono.

14 Então lhes disse claramente: Lázaro morreu,

15 e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele.

16 Então Tomé, chamado Dídimo, disse aos outros discípulos: “Vamos também para morrermos com ele”.

17 Ao chegar, Jesus verificou que Lázaro já estava no sepulcro havia quatro dias.

18 Betânia distava cerca de três quilômetros de Jerusalém,

19 e muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para confortá-las pela perda do irmão.

20 Quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi encontrá-lo, mas Maria ficou em casa.

21 Disse Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido.

22 Mas sei que, mesmo agora, Deus te dará tudo o que pedires.

23 Disse-lhe Jesus: “O seu irmão vai ressuscitar”.

24 Marta respondeu: “Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia”.

25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá;

26 e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?

27 Ela lhe respondeu: “Sim, Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo”.

28 E depois de dizer isso, foi para casa e, chamando à parte Maria, disse-lhe: “O Mestre está aqui e está chamando você”.

29 Ao ouvir isso, Maria levantou-se depressa e foi ao encontro dele.

30 Jesus ainda não tinha entrado no povoado, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.

31 Quando notaram que ela se levantou depressa e saiu, os judeus, que a estavam confortando em casa, seguiram-na, supondo que ela ia ao sepulcro, para ali chorar.

32 Chegando ao lugar onde Jesus estava e vendo-o, Maria prostrou-se aos seus pés e disse: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”.

33 Ao ver chorando Maria e os judeus que a acompanhavam, Jesus agitou-se no espírito e perturbou-se.

34 “Onde o colocaram?”, perguntou ele. “Vem e vê, Senhor”, responderam eles.

35 Jesus chorou.

36 Então os judeus disseram: “Vejam como ele o amava!”

37 Mas alguns deles disseram: “Ele, que abriu os olhos do cego, não poderia ter impedido que este homem morresse?”

38 Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada à entrada.

39 “Tirem a pedra”, disse ele. Disse Marta, irmã do morto: “Senhor, ele já cheira mal, pois já faz quatro dias”.

40 Disse-lhe Jesus: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?”

41 Então tiraram a pedra. Jesus olhou para cima e disse: Pai, eu te agradeço porque me ouviste.

42 Eu sei que sempre me ouves, mas disse isso por causa do povo que está aqui, para que creia que tu me enviaste.

43 Depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: “Lázaro, venha para fora!”

44 O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: “Tirem as faixas dele e deixem-no ir”.

45 Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus fizera, creram nele.

46 Mas alguns deles foram contar aos fariseus o que Jesus tinha feito.

47 Então os chefes dos sacerdotes e os fariseus convocaram uma reunião do Sinédrio. “O que estamos fazendo?”, perguntaram eles. “Aí está esse homem realizando muitos sinais milagrosos.

João 11.47 – 57: As reações dos religiosos à ressurreição de Lázaro

48 Se o deixarmos, todos crerão nele, e então os romanos virão e tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação.

49 Então um deles, chamado Caifás, que naquele ano era o sumo sacerdote, tomou a palavra e disse: Nada sabeis!

50 Não percebeis que vos é melhor que morra um homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.

51 Ele não disse isso de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus morreria pela nação judaica,

52 e não somente por aquela nação, mas também pelos filhos de Deus que estão espalhados, para reuni-los num povo.

53 E daquele dia em diante, resolveram tirar-lhe a vida.

54 Por essa razão, Jesus não andava mais publicamente entre os judeus. Ao invés disso, retirou-se para uma região próxima do deserto, para um povoado chamado Efraim, onde ficou com os seus discípulos.

55 Ao se aproximar a Páscoa judaica, muitos foram daquela região para Jerusalém a fim de participarem das purificações cerimoniais antes da Páscoa.

56 Continuavam procurando Jesus e, no templo, perguntavam uns aos outros: “O que vocês acham? Será que ele virá à festa?”

57 Mas os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham ordenado que, se alguém soubesse onde Jesus estava, o denunciasse, para que o pudessem prender.

Referências

  1. Neves, I., & McGee, J. V. (2012). Comentário Bíblico de João. (I. Mazzacorati, Org.) (Segunda edição, p. 191–192). São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial.

2 COMENTÁRIOS

  1. A paz do senhor,gostaria de agradecer por cada estudo bíblico que tenho recebido pra mim e uma honra poder estudalo,que Deus continue te abençoando muito obrigado.👍

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