Josué - Bíblia de Estudo Online

Antes que as divisões finais da terra fossem feitas, os israelitas mudaram-se em massa de Gilgal para Silo, cerca de 30 quilômetros a noroeste, do vale do Jordão até a região montanhosa (Josué 18:1–3). Por quê?

Provavelmente porque Siló, localizado no centro da terra, era um local conveniente onde o tabernáculo (a Tenda do Encontro) poderia lembrar ao povo que a chave para prosperidade e bênção na terra era adorar e servir a Javé.

A insatisfação dos filhos de José com o seu lote (17:14-18) foi um augúrio sombrio da futura desintegração da nação por causa do interesse próprio. Para contrariar esta tendência, o tabernáculo foi estabelecido em Siló para promover um senso de unidade nacional.

Além disso, quando os israelitas foram reunidos para erigir o tabernáculo e celebrar o novo centro de adoração, Josué percebeu que um sentimento de cansaço de guerra os havia atingido.

Eles estavam exaustos na luta pela conquista de Canaã, então pararam no meio da tarefa de alocar as tribos. Sete ainda estavam sem casas, aparentemente contentes em continuar uma existência nômade e sem propósito, como haviam experimentado no deserto.

Sua indiferença provocou Josué, que tomou medidas para estimulá-las à ação. Ele os repreendeu severamente: “quanto tempo você vai esperar antes de começar a tomar posse da terra que o Senhor, o Deus de vossos pais, lhes deu?”

Aparentemente, as tribos deviam iniciar questões relativas a alocações territoriais. Josué provavelmente via todos os dias como um dia perdido no programa de ocupar completamente a terra, um dia em que o inimigo poderia retornar ou se tornar mais firmemente entrincheirado. (1)

Esboço de Josué 18:

18.1: Tabernáculo em Siló

18.2 – 10: Josué reprova a hesitação das tribos

18.11 – 28: A sorte de Benjamim 

 

Josué 18.1: Tabernáculo em Siló

1 Toda a comunidade dos israelitas reuniu-se em Siló e ali armou a Tenda do Encontro. A terra foi dominada por eles;

Josué 18.2 – 10: Josué reprova a hesitação das tribos

2 mas sete tribos ainda não tinham recebido a sua herança.

3 Então Josué disse aos israelitas: Até quando vocês vão negligenciar a posse da terra que o Senhor, o Deus dos seus antepassados, lhes deu?

4 Escolham três homens de cada tribo, e eu os enviarei. Eles vão examinar a terra e mapeá-la, conforme a herança de cada tribo. Depois voltarão a mim.

5 Dividam a terra em sete partes. Judá ficará em seu território ao sul, e a tribo de José em seu território ao norte.

6 Depois que fizerem um mapa das sete partes da terra, tragam-no para mim, e eu farei sorteio para vocês na presença do Senhor, o nosso Deus.

7 Mas os levitas nada receberão entre vocês, pois o sacerdócio do Senhor é a herança deles. Gade, Rúben e a metade da tribo de Manassés já receberam a sua herança no lado leste do Jordão, dada a eles por Moisés, servo do Senhor.

8 Quando os homens estavam de partida para mapear a terra, Josué os instruiu: “Vão examinar a terra e façam uma descrição dela. Depois voltem, e eu farei um sorteio para vocês aqui em Siló, na presença do Senhor”.

9 Os homens partiram e percorreram a terra. Descreveram-na num rolo, cidade por cidade, em sete partes, e retornaram a Josué, ao acampamento de Siló.

10 fez então um sorteio para eles em Siló, na presença do Senhor, e ali distribuiu a terra aos israelitas, conforme a porção devida a cada tribo.

Josué 18.11 – 28: A sorte de Benjamim

11 Saiu a sorte para a tribo de Benjamim, clã por clã. O território sorteado ficava entre as tribos de Judá e de José.

12 No lado norte a sua fronteira começava no Jordão, passava pela encosta norte de Jericó e prosseguia para o oeste, para a região montanhosa, terminando no deserto de Bete-Áven.

13 Dali ia para a encosta sul de Luz, que é Betel, e descia para Atarote-Adar, na montanha que está ao sul de Bete-Horom Baixa.

14 Da montanha que fica defronte de Bete-Horom, no sul, a fronteira virava para o sul, ao longo do lado ocidental, e terminava em Quiriate-Baal, que é Quiriate-Jearim, cidade do povo de Judá. Esse era o lado ocidental.

15 A fronteira sul começava no oeste, nos arredores de Quiriate-Jearim, e chegava à fonte de Neftoa.

16 A fronteira descia até o sopé da montanha que fica defronte do vale de Ben-Hinom, ao norte do vale de Refaim. Depois, pros­seguia, descendo pelo vale de Hinom ao longo da encosta sul da cidade dos jebuseus e chegava até En-Rogel.

17 Fazia então uma curva para o norte, ia para En-Semes, continuava até Gelilote, que fica defronte da subida de Adumim, e descia até a Pedra de Boã, filho de Rúben.

18 Prosseguia para a encosta norte de Bete-Arabá, e daí descia para a Arabá.

19 Depois ia para a encosta norte de Bete-Hogla e terminava na baía norte do mar Salgado, na foz do Jordão, no sul. Essa era a fronteira sul.

20 O Jordão delimitava a fronteira oriental. Essas eram as fronteiras que demarcavam por todos os lados a herança dos clãs de Benjamim.

21 A tribo de Benjamim, clã por clã, recebeu as seguintes cidades: Jericó, Bete-Hogla, Emeque-Queziz,

22 Bete-Arabá, Zemaraim, Betel,

23 Avim, Pará, Ofra,

24 Quefar-Amonai, Ofni e Geba. Eram doze cidades com os seus povoados.

25 Gibeom, Ramá, Beerote,

26 Mispá, Quefira, Mosa,

27 Requém, Irpeel, Tarala,

28 Zela, Elefe, Jebus, que é Jerusalém, Gibeá e Quiriate. Eram catorze cidades com os seus povoados. Essa foi a herança dos clãs de Benjamim.

 

Referências:

Campbell, D. K. (1985). Joshua. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 360–361). Wheaton, IL: Victor Books.

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