A epístola de Judas foi escrita, provavelmente por Judas irmão de Tiago e meio-irmão de Jesus CristoO propósito é advertir os crentes sobre a grave ameaça dos falsos mestres e sua influência destruidora nas igrejas, e para energicamente conclamar todos os verdadeiros crentes a resolutamente “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.

Judas: Visão Geral

Seguindo-se a saudação, Judas revela que sua primeira intenção era escrever sobre a natureza da salvação. Em vez disso, ele foi movido a escrever sobre o assunto que se segue, por causa dos mestres apóstatas que estavam pervertendo a graça de Deus e, ao agirem assim, corrompiam a verdade e o caminho nas igrejas.

Judas os acusa de impureza sexual, liberais como Caim, cobiçosos como Balaão, e causadores de divisões. Afirma a certeza do julgamento divino contra todos que vivem em tais pecados e ilustra esse fato com seis exemplos do Antigo Testamento.

Os doze fatos descritivos da vida deles revelam que a medida do seu pecado está cheia para o julgamento divino. Os crentes são despertados a crescer na fé e a ter compaixão com temor, no tocante àqueles que estão vacilando na fé.

A carta termina com palavras de louvor a Deus, de grande inspiração, ao impetrar a bênção de Deus.

Capítulos

Capítulo 1: Falsos Mestres e o Pecado

 

Sedutores e Seduções

Essa epístola é chamada (como também ocorre com algumas outras) geral ou universal, porque não é diretamente dirigida a qualquer pessoa em particular, ou a uma família ou igreja, mas a todos os cristãos daquela época, então convertidos à fé em Cristo, tanto do judaísmo como do paganismo.

E ela é, e será, de uso duradouro e especial na igreja e para ela, enquanto o cristianismo existir, isto é, enquanto o tempo existir. O escopo geral dessa epístola é muito parecido com o último capítulo da segunda epístola de Pedro, que, pelo fato de já ter sido explicado ali, requer menos atenção aqui.

A epístola visa a advertir-nos contra os sedutores e suas seduções, inspirar-nos a um amor afetuoso e cordial à verdade (verdade manifesta e importante), e a uma preocupação genuína com ela, e isso em uma união íntima com a santidade, da qual a caridade, ou o amor fraternal sincero e imparcial, é o caráter mais essencial e o braço inseparável.

Retendo a Verdade

A verdade que devemos reter e pela qual devemos nos empenhar para que outras pessoas também possam ser familiarizadas com ela e não se afastar dela tem duas características especiais: Ela é “…a verdade como está em Jesus” (Efésios 4.21); e ela é a “…verdade, que é segundo a piedade” (Tito 1.1).

O evangelho é o evangelho de Cristo. Ele o revelou a nós e Ele é o assunto principal dele; e, portanto, somos necessariamente compelidos a aprender nele tudo que podemos da sua pessoa, natureza e ofícios.

Portar-se de maneira indiferente em relação a isso é indesculpável para aquele que se chama cristão. Sabemos de qual fonte única e santa devemos tirar todo o conhecimento necessário à salvação. Além disso, essa verdade também é uma doutrina de piedade. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

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