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Juízes 6 Estudo: O Chamado e Vocação de Gideão

O chamado de Gideão em Juízes 6 é encorajador e surpreendente, pois enquanto tentava sobreviver, Deus o chama para libertar seu povo daquela aflição, mas como ele faria aquilo se mal tinha o que comer?
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Em Juízes 6 vemos que mais uma vez por causa de sua desobediência, os israelitas estavam sob o jugo pesado dos midianitas já havia sete anos. E mais uma vez clamaram ao Senhor, que desta vez lhes respondeu por meio de um profeta, ressaltando que aquilo era fruto de sua constante desobediência.

De qualquer forma, a bondade do Senhor se manifestou novamente e ele foi ao encontro de Gideão, que inconformado com a situação estava malhando trigo no lagar, isto é, no lugar onde se prensa uvas.

Visto que o pai de Gideão, Joás, era um abiezrita (um clã de Manassés, Josué 17.2), este carvalho de Ofra não era localizado em Benjamim, mas sim ao norte, possivelmente perto da fronteira de Manassés, no Vale de Jezreel.

O fato de Gideão debulhar o trigo em um lagar mostra tanto seu medo de ser descoberto pelos midianitas quanto o tamanho de sua colheita, que era pequena.

Normalmente o trigo era debulhado em uma área aberta na eira (conforme se vê 1 Crônicas 21.20-23) por bois que puxavam as carroças com os debulhadores sobre os caules.

Deus está com Gideão

A disposição dele chamou a atenção do Senhor, que o chamou de valoroso e declarou que estava com Ele.

A palavra inicial do Anjo declarou a presença do Senhor com Gideão (Juízes 6.12b – 13).  Que o descreveu como um poderoso guerreiro.

Embora esta descrição possa ter sido dito de forma profética (visto que neste momento Gideão era tudo menos um poderoso guerreiro!), provavelmente era uma declaração sobre o que ele se tornaria através da unção divina.

Imediatamente Gideão questionou essa declaração, pois em sua cabeça não fazia sentido que a presença de Deus fosse com eles e toda aquela aflição estivesse esmagando suas vidas.

O Senhor o encoraja a salvar Israel das mãos de Midiã (Juízes 6.14). A palavra “força” é provavelmente uma referência a presença de Deus mencionada antes, no versículo 12.

Gideão não se sente capaz, ele acha que não tem estrutura (Juízes 6.15).

A garantia de Deus, de que Sua presença estaria com Gideão e a facilidade com que ele conquistaria a vitória sobre os midianitas era uma promessa que certamente o encorajaria (Juízes 6.16)

A atitude de Gideão é fantástica. Ele de fato é um homem valoroso. Inconformado com a mediocridade. Ele sabia o que significava a presença de Deus com alguém.

O único erro que cometeu foi não perceber que a aflição era fruto do próprio pecado do povo, mas isso é o que a maioria de nós fazemos. Sempre achamos que é culpa ou negligência de Deus, ao invés de olharmos para nossos próprios atos.

Juízes 6 e o chamado de Gideão

Vendo a disposição de Gideão, o Anjo do Senhor declarou que ele livraria a Israel das mãos dos midianitas.

Mas Gideão disse que não podia fazer isso, porque pertencia a menor tribo de Israel e a sua família era a menor da tribo e ele era o menor de sua casa.

Noutras palavras, Gideão era o menor dos menores, a seus próprios olhos. É o que eu chamo de “o complexo de Gideão”.

Acontece quando olhamos para a obra de Deus e sentimos que só outras pessoas podem fazê-la bem, que Deus vai levantar pessoas e mudar a história de famílias, cidades, estados e nações, mas isso nunca acontecerá através de nossas vidas.

Percebendo a hesitação de Gideão, o Anjo do Senhor declarou que seria com ele, e a força dos midianitas seria enfraquecida diante dele.

Pedido de confirmação

Não convencido, Gideão pediu dois sinais, e o Senhor confirmou a ambos (conforme se vê em Juízes 6.17–21).

Enquanto isso, a incerteza de Gideão sobre a identidade exata de seu Visitante sobrenatural o levou a oferecer a típica hospitalidade do Oriente Próximo.

A oferta ou presente, que ele propôs apresentar perante o Visitante, poderia se referir a uma oferta voluntária no sistema sacrificial de Israel, ou poderia se referir a um tributo oferecido como um presente a um rei ou outro superior (como se vê em Juízes 3.15).

A grande quantidade de comida preparada por Gideão – carne de cabra e caldo, e pão feito de uma efa (meio alqueire) de farinha – refletia tanto sua riqueza em um tempo miserável quanto o excesso típico da hospitalidade do Oriente Próximo.

Ele, sem dúvida, planejava levar as sobras para casa para sua família! Mas o Anjo do Senhor tocou a oferta de comida com a ponta de Seu cajado e a consumiu no fogo, fornecendo assim o sinal que Gideão havia pedido.

Não existe demérito espiritual em pedir confirmações ao Senhor sobre o chamado, mas tendo Ele confirmado não podemos nos demorar em respondê-lo.

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