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Lucas 9 Estudo: O Discípulo e a Cruz

Lucas 9.1 – 6: Após um tempo com seus discípulos, Jesus Cristo quer saber como eles se sairiam sozinhos. Daí Ele lhes concede poder e autoridade para anunciar o Reino de Deus, curar enfermos e expulsar demônios.

O propósito de Jesus fica bem claro: poder para anunciar o Reino. Muitos cristãos desejam o poder de Deus, apenas para benefício próprio.

Para que outros vejam o quanto ele é bom e piedoso. Este não é o propósito de Jesus. Ele quer nos conceder poder para que sejamos frutíferos (Ver Estudo Bíblico Sobre o Batismo no Espírito Santo).

Lucas 9.7 – 9: Ao ouvir sobre os milagres e ensinamentos de Jesus, Herodes fica intrigado. A princípio ele acha que João Batista teria voltado dos mortos, mas descarta a possibilidade.

Herodes age como muitas pessoas. O que há nelas é apenas uma curiosidade sobre quem é Jesus Cristo. Quando confrontadas com seu ensino e maneira de viver, rapidamente elas esquecem dele.

Lucas 9.10 – 17: Para saber mais sobre a primeira multiplicação veja: Estudo Bíblico Sobre a Multiplicação de Pães e Peixes.

Lucas 9.18 – 21: Com o ministério bem desenvolvido e bem conhecido, o Senhor Jesus faz uma reunião particular com seus discípulos e lhes pergunta: “Quem as multidões dizem que eu sou?”.

Bem, elas o viam de diversas maneiras. Os relatos dos discípulos mostram que elas achavam que ele era “reencarnação” e tudo mais.

Isso fez com que ele lançasse a segunda pergunta: “Quem vocês dizem que eu sou?”. Não é mais uma pergunta genérica, é particular. Pedro é o único que tem coragem de responder: “O Cristo de Deus”.

A declaração de Pedro exigia convicção. Ele estava dizendo em um contexto judaico, rígido que reconhecia que Jesus Cristo era o Salvador prometido.

Parece fácil, mas não é. De qualquer forma o que fica muito claro é que o Senhor Jesus exige que o conheçamos. Ele quer que tenhamos claro quem ele é e qual a sua importância para a humanidade.

Lucas 9.22 – 27: Conhecer Jesus Cristo e ser seu discípulo exige prioridade, isso consequentemente gera renúncia.

Muitas pessoas se colocam a disposição para seguir ao Senhor. Porém, quando é o momento em que elas devem fazer as escolhas, desistem.

Jesus não nega a necessidade de crucificação diária. Uma vida de “morte” e renúncia marca a nossa jornada até o céu.

Mas isso não significa que não pode ser divertido!

Lucas 9.28 – 36: Jesus Cristo está em um momento de revelação progressiva de sua divindade. Ele chama Pedro, Tiago e João para um monte com o propósito de orar.

Mas algo profundo aconteceu. Jesus transfigurou-se e parte de sua glória foi revelada. Suas vestes ficaram brancas e Moisés e Elias apareceram, para conversar com ele.

Os discípulos ficaram maravilhados. Pedro queria ficar ali. Um misto de emoções tomou o coração deles, e de repente uma voz do céu disse: “Este é o meu Filho, o Escolhido; ouçam-no!”.

Embora, Moisés e Elias estivessem ali, a voz de autoridade de agora em diante pertence a Jesus Cristo. A ele devemos ouvir e seguir.

Lucas 9.37 – 42: Há muitas pessoas oprimidas em todo o mundo e apenas a mensagem do Evangelho pode proporcionar uma experiência de libertação real e profunda em suas vidas (Ver Estudo Bíblico Sobre Cura Divina).

Neste episódio, um pai havia procurado os discípulos para que orassem por seu filho e ele fosse liberto, mas eles não conseguiram.

O pai foi procurar Jesus e lhe contou o que estava acontecendo. Ao saber que os discípulos não conseguiram expulsar o espírito maligno, o Senhor ficou muito irritado e os acusou de incredulidade. Em seguida, ele orou pelo jovem e ele foi curado (Ver Estudo Sobre Milagres de Jesus).

Jesus Cristo exige que na condição de discípulos, sejamos frutíferos. Isso significa que os cativos ao terem contato conosco devem ser libertos.

Lucas 9.43 – 45: Jesus Cristo começa a preparar seus discípulos sobre o seu sofrimento em favor da humanidade. A princípio eles não compreendem muito, mas em breve tudo fará sentido.

Lucas 9.46 – 48: Em algum momento os discípulos começaram a discutir sobre qual deles seria o “maior”. Foi quando Jesus Cristo pegou uma criança, colocou entre eles e lhes disse:

“Quem recebe esta criança em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre vocês for o menor, este será o maior”.

Ou seja, a grandeza não está na notoriedade, popularidade ou posição. A grandeza do discípulo está no servir.

Lucas 9.49,50: Certo dia João foi até Jesus Cristo com a seguinte queixa: “Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos”.

A resposta do Senhor foi a seguinte: “Não o impeçam”!

Esse episódio me ensina muito sobre a diversidade. O desconforto de João se deu porque o homem que expulsava demônios não era da mesma “denominação” que eles.

Eles achavam que eram os únicos que podiam anunciar a verdade e manifestar o poder de Deus. Jesus nos ensina amor, tolerância e de quem é a autoridade.

Não somos senhores de nada. Somos servos. Não temos condições de julgar ministério “A” ou “B”. Nosso dever é cuidar de nós mesmos.

Afinal, o Senhor do Reino é poderoso para cuidar dele.

Lucas 9.51 – 56: O apóstolo João foi até Samaria anunciar as boas novas, mas eles não creram. Isso o deixou furioso e ele foi até Jesus com a seguinte proposta: “Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?”

O Senhor foi incisivo na resposta: “Vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los”.

Não devemos apoiar a pregação do Evangelho por meio da força ou imposição. Devemos estar abertos a discussão sadia e saber respeitar a individualidade e o momento de cada pessoa.

Ao pregar o Evangelho não devemos fazer as pessoas terem medo dele, mas fé. Sendo assim, o Senhor Jesus reforça o discurso do amor ao próximo na pregação.

Lucas 9.57 – 62: Muitas pessoas acham que seguir a Jesus Cristo ou seus ensinamentos é algo facultativo, mas enganam-se.

Ao seguir Jesus todas as áreas da nossa vida se tornam secundárias. Família, trabalho, diversão e até mesmo a “religião” deixam de ser prioridades. (Ver Lucas 8 Estudo)

Lucas 9.1 – 6: Jesus dá poder e envia os apóstolos

1 Reunindo os Doze, Jesus deu-lhes poder e autoridade para expulsar todos os demônios e curar doenças,

2 e os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.

3 E disse-lhes: Não levem nada pelo caminho: nem bordão, nem saco de viagem, nem pão, nem dinheiro, nem túnica extra.

4 Na casa em que vocês entrarem, fiquem ali até partirem.

5 Se não os receberem, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem daquela cidade, como testemunho contra eles.

6 Então, eles saíram e foram pelos povoados, pregando o evangelho e fazendo curas por toda parte.

Lucas 9.7 – 9: Herodes quer conhecer Jesus

7 Herodes, o tetrarca, ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou perplexo, porque algumas pessoas estavam dizendo que João tinha ressuscitado dos mortos;

8 outros, que Elias tinha aparecido; e ainda outros, que um dos profetas do passado tinha voltado à vida.

9 Mas Herodes disse: “João, eu decapitei! Quem, pois, é este de quem ouço essas coisas?” E procurava vê-lo.

Lucas 9.10 – 17: Primeira multiplicação de pães e peixes

10 Ao voltarem, os apóstolos relataram a Jesus o que tinham feito. Então ele os tomou consigo, e retiraram-se para uma cidade chamada Betsaida;

11 mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura.

12 Ao fim da tarde os Doze aproximaram-se dele e disseram: “Manda embora a multidão para que eles possam ir aos campos vizinhos e aos povoados, e encontrem comida e pousada, porque aqui estamos em lugar deserto”.

13 Ele, porém, respondeu: “Dêem-lhes vocês algo para comer”. Eles disseram: “Temos apenas cinco pães e dois peixes — a menos que compremos alimento para toda esta multidão”.

14 (E estavam ali cerca de cinco mil homens.) Mas ele disse aos seus discípulos: “Façam-nos sentar-se em grupos de cinquenta”.

15 Os discípulos assim fizeram, e todos se assentaram.

16 Tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, deu graças e os partiu. Em seguida, entregou-os aos discípulos para que os servissem ao povo.

17 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram.

Lucas 9.18 – 21: “Quem as multidões dizem que eu sou?”

18 Certa vez Jesus estava orando em particular, e com ele estavam os seus discípulos; então lhes perguntou: “Quem as multidões dizem que eu sou?”

19 Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, que és um dos profetas do passado que ressuscitou”.

20 “E vocês, o que dizem?”, perguntou. “Quem vocês dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”.

21 Jesus os advertiu severamente que não contassem isso a ninguém.

Lucas 9.22 – 27: O discípulo deve tomar sua cruz

22 E disse: “É necessário que o Filho do homem sofra muitas coisas e seja rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, seja morto e ressuscite no terceiro dia”.

23 Jesus dizia a todos: Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.

24 Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará.

25 Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se ou destruir a si mesmo?

26 Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier em sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos.

27 Garanto-lhes que alguns que aqui se acham de modo nenhum experimentarão a morte antes de verem o Reino de Deus.

Lucas 9.28 – 36: A transfiguração de Jesus Cristo

28 Aproximadamente oito dias depois de dizer essas coisas, Jesus tomou consigo a Pedro, João e Tiago e subiu a um monte para orar.

29 Enquanto orava, a aparência de seu rosto se transformou, e suas roupas ficaram alvas e resplandecentes como o brilho de um relâmpago.

30 Surgiram dois homens que começaram a conversar com Jesus. Eram Moisés e Elias.

31 Apareceram em glorioso esplendor, e falavam sobre a partida de Jesus, que estava para se cumprir em Jerusalém.

32 Pedro e os seus companheiros estavam dominados pelo sono; acordando subitamente, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.

33 Quando estes iam se retirando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias”. (Ele não sabia o que estava dizendo.)

34 Enquanto ele estava falando, uma nuvem apareceu e os envolveu, e eles ficaram com medo ao entrarem na nuvem.

35 Dela saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido; ouçam-no!”

36 Tendo-se ouvido a voz, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram isto somente para si; naqueles dias, não contaram a ninguém o que tinham visto.

Lucas 9.37 – 42: Jesus liberta um cativo

37 No dia seguinte, quando desceram do monte, uma grande multidão veio ao encontro dele.

38 Um homem da multidão bradou: Mestre, rogo-te que dês atenção ao meu filho, pois é o único que tenho.

39 Um espírito o domina; de repente ele grita, lança-o em convulsões e o faz espumar; quase nunca o abandona, e o está destruindo.

40 Roguei aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.

41 Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês e terei que suportá-los? Traga-me aqui o seu filho”.

42 Quando o menino vinha vindo, o demônio o lançou por terra, em convulsão. Mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou de volta a seu pai.

Lucas 9.43 – 45: Jesus Cristo fala sobre seu sofrimento

43 E todos ficaram atônitos ante a grandeza de Deus. Estando todos maravilhados com tudo o que Jesus fazia, ele disse aos seus discípulos:

44 “Ouçam atentamente o que vou lhes dizer: O Filho do homem será traído e entregue nas mãos dos homens”.

45 Mas eles não entendiam o que isso significava; era-lhes encoberto, para que não o entendessem. E tinham receio de perguntar-lhe a respeito dessa palavra.

Lucas 9.46 – 48: Quem é o maior no Reino do Céus?

46 Começou uma discussão entre os discípulos acerca de qual deles seria o maior.

47 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, tomou uma criança e a colocou em pé, a seu lado.

48 Então lhes disse: “Quem recebe esta criança em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre vocês for o menor, este será o maior”.

Lucas 9.49,50: A diversidade no Reino

49 Disse João: “Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos”.

50 “Não o impeçam”, disse Jesus, “pois quem não é contra vocês, é a favor de vocês.”

Lucas 9.51 – 56: Jesus não veio destruir os homens

51 Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém.

52 E enviou mensageiros à sua frente. Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos;

53 mas o povo dali não o recebeu porque se notava que ele se dirigia para Jerusalém.

54 Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: “Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?”

55 Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: “Vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los”;

56 e foram para outro povoado.

Lucas 9.57 – 62: Seguir Jesus Cristo exige prioridade

57 Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: “Eu te seguirei por onde quer que fores”.

58 Jesus respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”.

59 A outro disse: “Siga-me”. Mas o homem respondeu: “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai”.

60 Jesus lhe disse: “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus”.

61 Ainda outro disse: “Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha família”.

62 Jesus respondeu: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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