Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Marcos 11 Estudo: Entrada Triunfal em Jerusalém

Marcos 11.1 – 10: Esta entrada de Jesus Cristo em Jerusalém marca o início da semana da sua crucificação. Aqui se inicia a contagem regressiva da maior demonstração de amor dada a humanidade.

É o momento em que Deus se fez homem, viveu entre nós, conheceu nossas dores e se entregou como sacrifício de expiação perfeito pelo nossos pecados.

Marcos 11.11 – 14: Muitos estudiosos fazem a interpretação simbólica desse milagre de Jesus. A aplicação prática e pessoal é a de que não podemos apenas ter aparência de cristãos.

As pessoas esperam que nós tenhamos frutos para alimentá-las. Elas querem vir até nós e encontrar a paz que o mundo não têm.

Nos nossos dias os cristãos são tão ansiosos ou estressados como qualquer pessoa. Não inspiram a presença de um Deus real e pessoal em suas vidas.

A estes está reservado o mesmo fim da figueira cheia de folhas. (Ver Estudo Sobre Intimidade com Deus e Compromisso com Deus)

Marcos 11.15 – 18: Durante a páscoa muitas pessoas vinham de todas as partes a Jerusalém para oferecer sacrifícios e ofertas agradáveis a Deus. Na ocasião muitas delas também entregavam o dízimo anual.

Devido a distância, a grande maioria trazia apenas o dinheiro, deixando para comprar no Templo o animal correspondente ao seu dízimo ou oferta.

Estes animais eram vendidos no Templo pelos cambistas que tinham acordo com os sacerdotes. Apenas os animais comprados a eles recebia a aprovação de “agradável ao Senhor”.

O que irritou o Senhor Jesus foi o fato de que eles estavam supervalorizando os animais. E completamente desinteressados com a vontade de Deus.

Marcos 11.19 – 24: Na manhã seguinte a que Jesus amaldiçoou a figueira, Pedro observou que ela estava completamente seca. Isso o impressiona, e ele vai falar com o Mestre.

A reposta de Jesus é que a fé convicta em Deus, é capaz de fazer qualquer coisa. A mensagem de Jesus é que qualquer um que creia sinceramente não considera nenhuma problema ou dificuldade impossível de resolver.

Nos dias de Jesus, havia uma expressão popular: “remover montanhas”. Era aplicada a problemas ou questões muito difíceis ou impossíveis de se resolver. O ensino de Jesus Cristo é o de que até mesmo estes, para a fé não são nada.

Marcos 11.25,26: Jesus prossegue o seu ensino sobre a fé e aproveita para falar sobre a oração. Através dela devemos apresentar nossas necessidades com confiança a Deus.

A oração é um canal de conversa com Deus. É por meio dela que nos comunicamos com o nosso Pai. Sabendo disso, o Senhor Jesus nos exorta a durante a oração, liberar perdão.

Nossas orações não serão eficazes se tivermos problemas de relacionamento com outras pessoas. Isso ocorre porque o princípio do relacionamento perfeito com Deus é o amor ao próximo.

Esboço de Marcos 11:

Marcos 11.1 – 10: A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Marcos 11.11 – 14: Jesus amaldiçoa a figueira

Marcos 11.15 – 18: Jesus expulsa os negociantes do Templo

Marcos 11.19 – 24: O poder da fé e a oração

Marcos 11.25,26: Jesus ensina sobre o perdão

Marcos 11.27 – 33: Líderes religiosos questionam a autoridade de Jesus

 

Montado Em Um Jumento

“Trouxeram o jumentinho a Jesus, puseram sobre ele os seus mantos; e Jesus montou. Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam cortado nos campos. Os que iam adiante dele e os que o seguiam gritavam: “Hosana! ” “Bendito é o que vem em nome do Senhor! “

“Bendito é o Reino vindouro de nosso pai Davi! ” “Hosana nas alturas! ” Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze. (Marcos 11:7-11)

A aparência desse triunfo era muito ruim. Ele cavalgava sobre um jumentinho, um animal insignificante que não causava boa impressão.

E, sendo apenas um jumento sobre o qual nunca um homem havia montado, podemos supor que era bruto e não domesticado, e não apenas isso, mas rude e incontrolável, e poderia perturbar e desonrar a cerimônia.

Esse jumento também era emprestado. Jesus atravessou a água em um barco emprestado, comeu a ceia da páscoa em um aposento emprestado, foi sepultado em um sepulcro emprestado, e cavalgava então em um jumento emprestado.

Os cristãos não devem desdenhar o ficar em débito uns com os outros, e quando houver necessidade, pedir algo emprestado, pois o nosso Mestre o fez. Ele não tinha arreios ricamente enfeitados; os discípulos lançaram as suas vestes sobre o jumentinho, e então Ele montou o animal (v. 7).

De Um Jeito Simples

As pessoas que estavam presentes eram pessoas pobres, e toda a demonstração que eles podiam fazer era estender as suas vestes pelo caminho (v. 8), como costumavam fazer na festa dos Tabernáculos.

Todos esses eram símbolos de sua humilhação; mesmo quando não lhe prestavam atenção, Ele era notado por seus poucos recursos.

E esses são ensinamentos para nós não ambicionarmos as coisas altas, mas nos acomodarmos às humildes. Quão ruim é para os cristãos se apoderarem de bens, enquanto Jesus estava tão longe de qualquer afinidade com isso!

A essência desse triunfo era muito profunda; não apenas porque era um cumprimento das Escrituras (que não é mencionada aqui, como o é em Mateus), mas porque havia vários raios da glória de Cristo irradiando no meio de toda essa simplicidade.

Conhecimento Eterno

Jesus mostrou o conhecimento que possui das coisas distantes – e o seu poder sobre a vontade dos homens – quando enviou os seus discípulos em busca do jumentinho (w. 1-8).

Através disso, parece que Ele pode fazer qualquer coisa e que nenhum pensamento pode ser ocultado dele. Ele demonstrou o controle que tem sobre as criaturas ao montar um jumento que nunca fora montado.

A sujeição da parte inferior da criação ao homem é comentada e se aplica ao Senhor Jesus Cristo (Salmos 8.5,6, comparados com Hebreus 2.8), pois é devida a ele e à sua mediação, para que tenhamos todo benefício remanescente da concessão que Deus fez ao homem, de uma soberania neste mundo inferior (Gênesis 1.28).

E talvez Jesus, ao cavalgar o filho de uma jumenta, tenha dado um exemplo do seu poder sobre o espírito do homem, pois o homem nasce como a cria do jumento montês (Jó 11.12). (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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