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Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Marcos 13 Estudo: Os Sinais dos Últimos Dias

Marcos 13.1 – 13: O capítulo 13 de Marcos é chamado por muitos estudiosos de “Sermão Profético”. Marcos apresenta de forma resumida os acontecimentos que precederão a volta de Jesus Cristo.

13.14 – 20: Além de falar sobre sinais que ocorrerão em todo o mundo, Jesus Cristo profetiza sobre a invasão que ocorreu a Jerusalém entre 66 e 70 d.C.

Marcos 13.21 – 29: O Senhor Jesus adverte que nos últimos dias muitos falsos cristos surgirão. Haverá muitos dizendo que são o “Cristo”, muitos deles operando sinais. No entanto, eles não passam de uma farsa.

13.30 – 37: Jesus Cristo garantiu que todas estas coisas se cumprirão. Muitas delas, de fato, já se cumpriram, algumas poucas ainda se cumprirão. Ou seja, cabe a cada um de nós tomar conta de nossas vidas e pregar o Evangelho a toda criatura.

Esboço de Marcos 13:

Marcos 13.1 – 13: Os sinais dos últimos dias

Marcos 13.14 – 20: Profecias sobre a invasão a Jerusalém

Marcos 13.21 – 29: Os falsos cristo e a volta de Jesus

Marcos 13.30 – 37: O cumprimento das profecias e a vigilância

 

A Grande Tribulação

“Quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’ no lugar onde não deve estar — quem lê, entenda — então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça nem entre em casa para tirar dela coisa alguma.

Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Orem para que essas coisas não aconteçam no inverno. Porque aqueles serão dias de tribulação como nunca houve desde que Deus criou o mundo até agora, nem jamais haverá. (Marcos 13:14-19)

A predição de Jesus é que os exércitos romanos atacariam a Judéia, e cercariam Jerusalém, a cidade santa. Isto seria a “abominação da assolação” ou “abominação da desolação”, que os judeus abominavam, e pelo que eles seriam assolados.

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A predição de Jesus é que os exércitos romanos atacariam a Judéia, e cercariam Jerusalém, a cidade santa. Isto seria a “abominação da assolação” ou “abominação da desolação”, que os judeus abominavam, e pelo que eles seriam assolados.

A nação do seu inimigo é chamada de “a terra de que te enfadas” (Isaías 7.16). Por isso era uma abominação, porque consigo não trazia nada, além da desolação.

Fruto da Rejeição

Eles tinham rejeitado como uma abominação, a Cristo, que teria sido a sua salvação; e agora Deus enviava sobre eles uma abominação que seria a sua desolação, assim descrita pelo profeta Daniel (Daniel 9.27): “fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”.

Esse exército estaria onde não devia estar, dentro e ao redor da cidade santa, da qual os pagãos não poderiam ter se aproximado, se Jerusalém não tivesse, antes de mais nada, profanado a coroa da sua santidade.

Este é o lamento da igreja (Lamentações 1.10): “Viu entrar no seu santuário as nações acerca das quais mandaste que não entrassem na tua congregação”; mas o pecado abriu a brecha, pela qual a glória saiu, e a “abominação da desolação” entrou, e ficou onde não deveria. “Quem lê, que entenda”, e se empenhe em interpretar corretamente.

As profecias não devem ser claras demais, mas, ao mesmo tempo, devem ser inteligíveis para aqueles que as procuram; e a melhor maneira de entendê-las é comparando-as umas com as outras, e, por fim, com o acontecimento.

A Invasão Romana

Que quando o exército romano entrasse na nação, não haveria segurança em nenhum lugar, exceto fugindo do país, com a maior rapidez.

Seria inútil lutar, os inimigos seriam fortes demais para eles; seria inútil esconder-se, os inimigos os encontrariam; e seria inútil render-se, pois os inimigos não lhes concederiam nenhum tipo de misericórdia.

Um homem não poderá salvar a sua vida, a menos que fuja “para os montes”, fora da Judéia; e que ele responda ao primeiro alarme, e aproveite ao máximo a oportunidade que tiver.

Sobre o Telhado

O “que estiver sobre o telhado” – tentando dali descobrir os movimentos do inimigo, e perceber que ele se aproxima – “que não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa” – pois isto fará com que ele perca tempo, que nessa ocasião será mais precioso que os seus melhores bens, que somente o sobrecarregarão, e atrapalharão a sua fuga.

No Campo

“O que estiver no campo” – e dali perceba a aproximação do inimigo, que fuja como estiver – “que não volte atrás, para tomar a sua veste” (v. 16).

Se ele conseguir salvar a sua vida, que reconheça que foi uma boa troca, ainda que não possa salvar nada mais, e dê graças a Deus pelo fato de que, embora seus bens estejam reduzidos, ele não esteja morto.

“Aí das Grávidas!”

Que seria muito difícil para as mães e para aquelas que estavam amamentando (v. 17): “Ai das grávidas” – que não tiverem coragem de ir a outros lugares, que não puderem se arranjar sozinhas, que não puderem correr como os outros.

E “ai das que criarem naqueles dias” – que não saberão se deixam as crianças para trás, ou se as levam consigo. A vaidade da criatura é tanta que pode haver uma ocasião em que os maiores consolos provarão ser as maiores cargas.

Provavelmente, será muito incômodo se forem forçados a fugir “no inverno” (v. 18), quando o tempo e os caminhos estão ruins, quando as estradas são pouco transitáveis, especialmente nas montanhas para quais eles deverão fugir.

Se não houver remédio exceto enfrentar o problema, ainda assim nós devemos desejar e orar para que, se for a vontade de Deus, as circunstâncias possam ser organizadas para que mitiguem o problema; e, quando as coisas estiverem ruins, nós devemos considerar que elas poderiam ser piores.

Não é bom ser forçado a fugir; mas pior ainda é ser obrigado a fugir no inverno.

Um Marco Negativo

Que, por toda a nação dos judeus, haverá tal desolação destruição, como nunca houve nem haverá na história (v. 19): “Naqueles dias, haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou” – o tempo e a criação têm o mesmo início – “até agora, nem jamais haverá”.

Não haverá uma complicação tão grande, nem desgraças tão grandes, que durem tanto tempo, que sejam contínuas.

A destruição de Jerusalém pelos caldeus foi terrível, mas essa destruição a excederia. Essa era uma ameaça de um assassinato generalizado de todo o povo judeu.

Os romanos os devoravam tão barbaramente e também eles se devoravam uns aos outros, que, se as suas guerras tivessem continuado um pouco mais, “nenhuma carne se salvaria”, nenhum judeu seria deixado vivo.

Graça Manifesta

Mas em meio à ira, Deus se lembrou da misericórdia; e ele abreviou os dias. Ele abandonou a sua controvérsia, antes que trouxesse um final completo.

Em termos de rituais religiosos e de nação, a destruição foi completa, mas muitas pessoas, individualmente, conseguiram salvar a vida quando a tempestade desapareceu.

Foi “por causa dos escolhidos” que os dias foram abreviados; muitos dentre eles foram beneficiados por causa dos poucos, dentre eles, que criam em Cristo e que eram fiéis a ele.

Havia uma promessa de que só um resto dele se converteria (Isaías 10.22), e de que Deus, por causa dos seus servos, não destruiria a todos (Isaías 65.8); e essas promessas deviam ser cumpridas.

Os escolhidos de Deus “clamam a ele de dia e de noite”, e as suas orações devem ser atendidas (Lucas 18.7). (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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