Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Marcos 14 Estudo: Judas Entrega Jesus

Marcos 14.1 – 9: O capítulo 14 de Marcos começa narrando a intenção das autoridades religiosas de Israel de matar Jesus Cristo.

Destaca também a presença do mestre em Betânia, durante uma refeição na casa de Simão, homem que era leproso e provavelmente foi curado por Jesus.

Neste encontro uma mulher unge a Jesus com um perfume caríssimo em sinal de amor, reverência e gratidão. Algo que o Senhor elogia e diz que a atitude dela será lembrada para sempre.

Marcos 14.10,11: Após isso, o relato é de que Judas Iscariotes se reúne com as autoridades religiosas para trair Jesus Cristo. A partir daí ele procura oportunidades para entregá-lo.

Marcos 14.12 – 16: Jesus orienta seus discípulos a prepararem a Páscoa. Ele dá instruções detalhadas sobre com quem devem falar e qual o local para a reunião.

Marcos 14.17 – 21: Durante a refeição da Páscoa, Cristo revela que será traído por um de seus discípulos que ali estão.

Obviamente, isso causa bastante espanto e mal-estar entre eles. Contudo, Judas Iscariotes fica ainda mais espantado com a revelação.

Marcos 14.22 – 25: Durante a sua última Páscoa, o Senhor Jesus institui a Santa Ceia. Um memorial em seu nome que é celebrado pela Igreja ao longo dos séculos.

Enquanto comemos o pão e bebemos o cálice anunciamos ao mundo que o nosso Senhor está para voltar a qualquer momento, e nós esperamos a sua volta.

Marcos 14.26 – 31: Jesus alerta os seus discípulos de que todos eles o deixarão, em alguns instantes. As palavras do Senhor os deixam cada vez mais intrigados e cada uma, vez após vez diz que jamais fará isso.

Pedro reage de forma ainda mais enérgica, e diz que jamais fará isso, mesmo que todos o façam.

Neste ponto, Jesus anuncia a Pedro que ele o negará três vezes antes que o galo cante duas.

Marcos 14.32 – 42: Ao encerrar o jantar da Páscoa, o Senhor Jesus conduz os seus discípulos ao Monte das Oliveiras, e especificamente Pedro, Tiago e João a um jardim chamado Getsêmani.

Jesus vai ao Getsêmani para orar. Para derramar a sua alma diante de Deus. Ele vai pedir a Deus que o prepare para o difícil momento do julgamento e da crucificação.

Marcos 14.43 – 52: Enquanto Jesus está no Getsêmani, Judas Iscariotes aparece com vários solados para prender ao Senhor. Ele faz isso na calada da noite, longe da multidão para impedir que alguém interfira.

Marcos 14.53 – 60: Um julgamento ilegal é montado para condenar Jesus. Muitas acusações e testemunhas falsas foram reunidas contra ele.

Marcos 14.61 – 65: Ao ser interrogado sobre ser o Filho de Deus, não se omite e responde: “Sou”, disse Jesus. “E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu. ”

A partir daí Jesus é severamente espancado e considerado culpado pelas autoridades religiosas de Israel.

Marcos 14.66 – 72: Durante a prisão e julgamento de Jesus Cristo, Pedro o segue de longe. Durante este tempo algumas pessoas o reconhecem. É neste instante que Pedro nega ao Senhor três vezes, com Jesus lhe havia dito.

Esboço de Marcos 14:

Marcos 14.1 – 9: Jesus e a mulher do frasco de alabastro

Marcos 14.10,11: Judas Iscariotes planeja trair a Jesus Cristo

Marcos 14.12 – 16: Jesus envia os discípulos para preparar a Páscoa

Marcos 14.17 – 21: Jesus anuncia que será traído

Marcos 14.22 – 25: Jesus institui a Santa Ceia

Marcos 14.26 – 28: Jesus avisa aos discípulos que eles o deixarão

Marcos 14.29 – 31: Jesus avisa que Pedro o negará

Marcos 14.32 – 42: Jesus no Getsêmani

Marcos 14.43 – 52: Jesus é traído e preso

Marcos 14.53 – 60: Jesus é levado ao sumo sacerdote

Marcos 14.61 – 65: Jesus confirma que é o Cristo

Marcos 14.66 – 72: Pedro nega Jesus

 

Está Perto!

“Faltavam apenas dois dias para a Páscoa e para a festa dos pães sem fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de flagrar Jesus em algum erro e matá-lo. Mas diziam: “Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo”. (Marcos 14:1,2)

Da malícia dos inimigos de Jesus, e dos arranjos que eles fizeram para lhe fazer mal. Os principais dos sacerdotes, inimigos declarados de Jesus, planejavam como o condenariam à morte (w. 1,2).

A Festa da Páscoa estava próxima, e ele devia ser crucificado nessa festa, para que a sua morte e os seus sofrimentos fossem mais públicos, e que todo Israel, mesmo os da dispersão, que vinham de todas as partes para a festa, pudessem ser testemunhas da sua morte e das maravilhas que a acompanharam.

Para que o antítipo – um modelo de algo futuro – pudesse corresponder àquilo que estava tipificando. Jesus Cristo, a nossa Páscoa, foi crucificado por nós e nos libertou da escravidão ao mesmo tempo em que o cordeiro pascal era sacrificado, e a saída de Israel do Egito era comemorada.

Veja então como eram malévolos os inimigos de Jesus. Eles não julgaram que seria suficiente expulsá-lo, ou aprisioná-lo, pois eles desejavam não apenas silenciá-lo, e interromper o seu progresso para o futuro, mas vingar-se dele por todo o bem que ele tinha feito.

Maldade Sutil

Como eles eram sutis. “Não no dia da Festa”, quando o povo está reunido. Eles não dizem: Para que não sejam perturbados nas suas devoções, e afastados delas; mas:

“Para que, porventura, se não faça alvoroço entre o povo” (v. 2); para que o povo não se levante e o liberte, e não se lance sobre aqueles que tentarem algo contra Ele. Aqueles que não desejavam nada além do louvor dos homens temiam, acima de tudo, a i r a e o desprazer dos homens.

Judas, o inimigo oculto de Jesus, fez um acordo com “os principais dos sacerdotes” para traí-lo (w. 10,11). Judas é tido como um dos doze que compunham a família de Jesus.

Era alguém íntimo dele, treinado para o serviço do reino; e ele foi ter com os principais dos sacerdotes para prestar os seus serviços nessa questão.

A Proposta

O que Judas lhes propôs foi que trairia a Jesus, entregando-o a eles, avisando-os onde e quando poderiam encontrá-lo e prendê-lo, sem causar nenhum alvoroço entre a multidão, que era o que eles temiam se o prendessem quando Ele aparecesse em público, em meio aos seus admiradores.

Será que Judas sabia, então, que ajuda eles queriam, e em que ponto eles teriam sido impedidos de prosseguir com as suas ideias?

É provável que ele não o soubesse, pois os debates eram realizados secretamente. Eles sabiam que ele tinha a intenção de servi-los e que, ao mesmo tempo, queria adular Jesus.

Não, eles não podiam imaginar que qualquer daqueles que eram íntimos do Mestre pudesse ser tão vil; mas Satanás, que entrou em Judas, conhecia a oportunidade que eles tinham para ele, e podia dirigi-lo para que ele se tornasse o guia daqueles que estavam tramando para prender Jesus.

Note que o espírito que opera em todos os filhos da desobediência sabe como fazer com que eles se ajudem uns aos outros em um projeto iníquo, e como torná-los insensíveis, crendo na fantasia de que a Providência os favorecerá. (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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