Marcos - Bíblia de Estudo Online

O capítulo 14 de Marcos começa narrando a intenção das autoridades religiosas de Israel de matar Jesus Cristo. Destaca também a presença do mestre em Betânia, durante uma refeição na casa de Simão, homem que era leproso e provavelmente foi curado por Jesus.

Neste encontro uma mulher unge a Jesus com um perfume caríssimo em sinal de amor, reverência e gratidão. Algo que o Senhor elogia e diz que a atitude dela será lembrada para sempre (v.v 1 – 9).

Após isso, o relato é de que Judas Iscariotes se reúne com as autoridades religiosas para trair o Mestre. A partir daí ele procura oportunidades para entregá-lo.

Preparação para a Páscoa

Jesus orienta seus discípulos a prepararem a Páscoa. Ele dá instruções detalhadas sobre com quem devem falar e qual o local para a reunião. Durante a refeição, Cristo revela que será traído por um de seus discípulos que ali estão.

Obviamente, isso causa bastante espanto e mal-estar entre eles. Contudo, Judas Iscariotes fica ainda mais espantado com a revelação (Marcos 14.17–21).

Durante a sua última Páscoa, o Senhor Jesus institui a Santa Ceia. Um memorial em seu nome que é celebrado pela Igreja ao longo dos séculos. Enquanto comemos o pão e bebemos o cálice anunciamos ao mundo que o nosso Senhor está para voltar a qualquer momento, e nós esperamos a sua volta.

Abandonado!

Jesus alerta os seus discípulos de que todos eles o deixarão, em alguns instantes. As palavras do Senhor os deixam cada vez mais intrigados e cada uma, vez após vez diz que jamais fará isso.

Pedro reage de forma ainda mais enérgica, e diz que jamais fará isso, mesmo que todos o façam.

Neste ponto, Jesus anuncia a Pedro que ele o negará três vezes antes que o galo cante duas.

Ao encerrar o jantar da Páscoa, o Senhor Jesus conduz os seus discípulos ao Monte das Oliveiras, e especificamente Pedro, Tiago e João a um jardim chamado Getsêmani.

Jesus vai ao Getsêmani para orar. Para derramar a sua alma diante de Deus. Ele vai pedir ao Pai que o prepare para o difícil momento do julgamento e da crucificação.

Entregue

Enquanto Jesus está no Getsêmani, Judas Iscariotes aparece com vários solados para prender ao Senhor. Ele faz isso na calada da noite, longe da multidão para impedir que alguém interfira (v.v 43–52).

Um julgamento ilegal é montado para condenar Jesus. Muitas acusações e testemunhas falsas foram reunidas contra ele.

Ao ser interrogado sobre ser o Filho de Deus, não se omite e responde: “Sou”, disse Jesus. “E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu. ” (Marcos 14.61–65)

A partir daí Jesus é severamente espancado e considerado culpado pelas autoridades religiosas de Israel.

Durante a prisão e julgamento de Jesus, Pedro o segue de longe. Durante este tempo algumas pessoas o reconhecem. É neste instante que Pedro nega ao Senhor três vezes, com Jesus lhe havia dito.

Esboço de Marcos 14:

14.1 – 9: Jesus e a mulher do frasco de alabastro

14.10,11: Judas Iscariotes planeja trair a Jesus Cristo

14.12 – 16: Jesus envia os discípulos para preparar a Páscoa

14.17 – 21: Jesus anuncia que será traído

14.22 – 25: Jesus institui a Santa Ceia

14.26 – 28: Jesus avisa aos discípulos que eles o deixarão

14.29 – 31: Jesus avisa que Pedro o negará

14.32 – 42: Jesus no Getsêmani

14.43 – 52: Jesus é traído e preso

14.53 – 60: Jesus é levado ao sumo sacerdote

14.61 – 65: Jesus confirma que é o Cristo

14.66 – 72: Pedro nega Jesus

 

Judas vende Jesus (Mt 26: 14-16; Lc 22: 3-6)

O trecho de Marcos 14:10-11, complementam os versículos 1–2 e aumentam o contraste com os versículos 3–9. Judas Iscariotes (cf. 3.19), um dos Doze (cf. 3.14), dirigiu-se aos influentes chefes dos sacerdotes (cf. 14.1) e ofereceu-se para trair (paradoxo; cf. verso 11; 9: 31) Jesus para eles.

Ele sugeriu fazê-lo “quando não havia multidão presente” (Lucas 22: 6). Isso evitaria uma perturbação pública, que era a principal preocupação dos sacerdotes (cf. Marcos 14: 2).

Eles deram as boas-vindas a essa oferta inesperada, uma que jamais ousariam solicitar. Eles prometeram dar-lhe dinheiro (30 moedas de prata, em resposta à sua demanda; cf. Mt 26:15).

Assim Judas estava buscando (ezētei; cf. Marcos 14: 1) a oportunidade certa, sem a presença de uma multidão, para entregá-lo (paradoi; cf. v. 10; 9:31) em sua custódia.

Por que Judas se ofereceu para trair Jesus?

Várias sugestões foram feitas, cada uma das quais pode conter um elemento de verdade:

(1) Judas, o único membro não-galileu dos Doze, pode ter respondido ao aviso oficial (João 11:57).

(2) Ele ficou desiludido com o fracasso de Jesus em estabelecer um reino político e suas esperanças de ganhos materiais pareciam condenadas.

(3) Seu amor pelo dinheiro o levou a salvar algo para si mesmo. Por fim, ele ficou sob controle satânico (cf. Lucas 22: 3; João 13: 2, 27).

Na vida de Judas, encontramos uma combinação intrigante de soberania divina e responsabilidade humana. Segundo o plano de Deus, Jesus deve sofrer e morrer (Apocalipse 13: 8); todavia Judas, embora não obrigado a ser o traidor, foi considerado responsável por se submeter às diretrizes de Satanás (cf. Marcos 14:21; João 13:27).

 

Referências

Grassmick, J. D. (1985). Marca. Em J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), O Comentário do Conhecimento da Bíblia: Uma Exposição das Escrituras (Vol. 2, p. 175). Wheaton, IL: Victor Books.

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