Em Marcos 3, Jesus entra em uma sinagoga e ali, também no sábado ele cura um homem com a mão atrofiada. A esta altura as multidões o seguem de forma rigorosa, ele exala esperança.

Ele aproveita um tempo a sós com seus discípulos e nomeia os seus apóstolos. Enquanto isso seus milagres e maravilhas se tornam cada vez mais conhecidos.

Os fariseus acusam Jesus, de operar  milagres por influência de demônios. Na ocasião ele ensina sobre o reino dividido e a blasfêmia contra o Espírito Santo.

Por fim, Marcos narra o episódio em que a mãe e os irmãos de Jesus foram ao seu encontro e a multidão os impedia. Jesus Cristo revela que sua mãe e seus irmãos são TODOS os que fizerem a vontade de Deus.

Esboço de Marcos 3:

Marcos 3.1 – 6: Jesus cura o homem da mão atrofiada no sábado

Marcos 3.7 – 12: A multidões seguem a Jesus Cristo

Marcos 3.13 – 19: Jesus nomeia os apóstolos

Marcos 3.20 – 26: Jesus é acusado de expulsar demônios por demônios

Marcos 3.27 – 30: A blasfêmia contra o Espírito Santo

Marcos 3.31 – 35: A mãe e os irmãos de Jesus Cristo

 

A Família de Cristo

“E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? ”

“E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe”. (Marcos 3.32 – 35)

Aqui fica evidente o desrespeito que os parentes de Cristo, segundo a carne, lhe manifestaram, quando ele estava pregando (e eles sabiam muito bem quando Ele estava fazendo a obra do Pai).

Eles não apenas ficaram do lado de fora, não tendo desejo de entrar e ouvi-lo, como também lhe enviaram uma mensagem, para que ele viesse ter com eles (w. 31,32), como se ele devesse deixar de lado o seu trabalho para dar ouvidos às suas impertinências.

É provável que eles não tivessem nada a tratar com ele, tendo mandado chamá-lo somente com o propósito de obrigá-lo a parar, pensando que, caso contrário, ele acabaria se matando.

Mas Jesus sabia até onde ia a sua resistência, e dava preferência à salvação das almas antes da sua própria vida, e pouco tempo depois deixou isto claro com um testemunho.

Era uma coisa sem propósitos, que eles, sob o pretexto de poupá-lo, o interrompessem. E seria ainda pior, caso realmente tivessem algo a tratar com Ele, pois sabiam que Ele preferia o seu trabalho, como Salvador, a qualquer outro assunto.

Deixando Bem Claro

O respeito que Cristo mostrou ter por seus irmãos espirituais nessa ocasião. Como em outras ocasiões, ele faz uma comparação que menospreza a sua mãe.

Essa comparação parecia propositadamente destinada a eliminar o respeito extravagante que os homens, nos tempos vindouros, prestariam a ela. O nosso respeito deve ser orientado e regido pelo de Cristo.

Maria de Nazaré, ou a mãe de Jesus, quando considerada apenas em termos de parentesco, não pode se igualar aos crentes normais, a quem Cristo aqui dedica uma honra superlativa, mas deve ser considerada em segundo plano.

Porém quando é considerada na condição de crente, Maria se equipara a qualquer outro servo fiel do Senhor.

Todos os Que Estão Perto

Ele considerou aqueles que estavam junto a si, e declarou que aqueles que não somente ouviam, mas obedeciam à vontade de Deus, eram para ele como seu irmão, irmã, e mãe, tão estimados, amados e cuidados, como os seus parentes mais próximos (w. 33-35).

Esta é uma boa razão pela qual nós devemos honrar aqueles que temem ao Senhor, e escolhê-los como o nosso povo; por que nós não devemos ser somente ouvintes da Palavra, mas precisamos fazer a obra de Deus, para que possamos compartilhar essa honra com os santos.

Certamente é bom ser parente daqueles que estão tão próximos a Cristo, e ter comunhão com aqueles que têm comunhão com Cristo.

Ai daqueles que odeiam e perseguem os parentes de Cristo, que são ossos de seus ossos, e carne da sua carne: “Cada um, na aparência, como filhos de um rei” (veja Juízes 8.18,19); pois Ele defenderá a sua causa com afinco, e vingará o sangue de cada um deles. (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

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