Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Marcos 5 Estudo: Jesus Opera 3 Milagres

Em Marcos 5, há o registro de três maravilhosos milagres operados por Jesus Cristo. O primeiro deles é a cura do endemoninhado gesareno.

Ele vivia oprimido por demônios há muito tempo, ninguém conseguia contê-lo ou conviver com ele. Correntes não conseguiam segurá-lo, nada era suficiente. Isso fez com que ele se isolasse e vivesse entre o sepulcros, mutilando seu próprio corpo.

Quando Jesus Cristo o encontrou os demônios que o oprimiam tiveram que deixá-lo. Após a libertação e a cura, o homem pede ao Senhor para segui-lo, Jesus por sua vez, ordena que ele volte para casa e conte a família sobre a bondade de Deus com ele.

O gesareno obedece e faz muito mais do que lhe foi pedido. Ele anuncia a mais de dez cidades sobre o que Jesus Cristo fez por ele.

O Segundo milagre de Jesus em Marcos 5, é o da mulher do fluxo de sangue. Havia doze anos que ela era afligida por uma enfermidade.

Quando ele ouviu falar de Jesus Cristo ela creu da seguinte forma: “Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada”.

Isso mesmo aconteceu, ao tocar no manto de Jesus Cristo ela foi imediatamente curada e testemunhou a todos os presentes sobre o milagre.

O terceiro milagre de Jesus em Marcos 5, é o da filha de Jairo. A menina já havia sido dada por morta, quando Jesus exortou a Jairo que não desistisse de crer.

Cristo ordenou que todos saíssem, ficando com ele apenas Pedro, Tiago e João. Com poucas palavras o Senhor da vida ordenou e a menina acordou, completamente curada.

Esboço de Marcos 5:

Marcos 5.1 – 15:  Jesus cura o endemoninhado gesareno

Marcos 5.16 – 20: O homem curado quer seguir a Jesus Cristo

Marcos 5.21 – 24: A filha de Jairo 

Marcos 5.25 – 34: Jesus cura a mulher do fluxo de sangue

Marcos 5.35 – 43: Jesus cura a filha de Jairo 

 

Preso Por Dentro

“E chegaram ao outro lado do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender”. (Marcos 5:1-3)

O autor destaca a situação infeliz em que se encontrava essa pobre criatura. Ele estava sob o poder de um “espírito imundo”. O demônio havia se apossado dele, e o efeito disso não foi, como acontecia com muitos, uma melancolia silenciosa, mas sim um frenesi irado. Ele era furiosamente louco.

A sua situação parece ter sido pior do que a de qualquer dos outros endemoninhados que foram libertos por Cristo. Ele “tinha a sua morada nos sepulcros”, entre as sepulturas dos mortos. Os sepulcros ficavam fora das cidades, “nos lugares assolados” (Jó -3.14).

Isto dava ao demônio uma excelente vantagem, pois ai daquele que está só. Talvez o demônio o conduzisse até os sepulcros, para levar as pessoas a fantasiarem que as almas dos mortos se transformavam em demônios e faziam maldades, de modo a se isentarem disso.

Tocar em um sepulcro tornava uma pessoa imunda (Nm 19.16). O espírito imundo leva as pessoas a uma condição de contaminação, e assim conserva a sua possessão. Cristo, ao resgatar as almas do poder de Satanás, impede que os vivos estejam entre os mortos.

Incontrolável

Ele possuía muita força e era incontrolável: “Nem ainda com cadeias o podia alguém prender”. Estar preso em cadeias seria um requisito para garantir tanto o seu próprio bem, quanto a segurança das outras pessoas.

Aqueles que são perturbados dessa maneira não podem andar à solta. As cordas não eram capazes de detê-lo, e nem mesmo os “grilhões e cadeias” (w. 3,4).

É muito deplorável a situação daqueles que precisam ser presos dessa maneira – dentre todas as pessoas infelizes deste mundo, eles são os que merecem mais piedade – mas o caso desse homem era o pior de todos, pois nele o demônio agia de uma forma tão forte, que ele não podia ser preso.

Isso apresenta a triste condição daquelas almas sobre as quais o demônio tem domínio: os “filhos da desobediência”, em quem os espíritos imundos operam. Alguns pecadores notoriamente voluntariosos são como esse homem perturbado.

O Cavalo e a Mula

Todos são, nesse aspecto, como o cavalo e a mula, cuja boca precisa de cabresto e freio, mas alguns são como o jumento selvagem, que não se pode domar.

Os mandamentos e as maldições da lei são como cadeias e grilhões, para refrear os pecadores e afastá-los dos seus caminhos ímpios, mas eles quebram e despedaçam as cadeias, e isto é uma evidência do poder do diabo na vida deles.

Ele era um terror e um tormento, para si mesmo e para todos ao seu redor (v. 5). O diabo é um senhor cruel para aqueles que são cativos dele, um tirano genuíno.

Essa criatura infeliz “andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras”, lamentando-se da sua situação deplorável, ou furioso e indignado contra o céu. Os homens em estado de frenesi sempre se machucam e se destroem.

O que é um homem, quando a razão é destronada e Satanás se senta no trono?

Os adoradores de Baal, na sua fúria, feriram a si mesmos, como esse endemoninhado, na sua. A voz de Deus diz: Não cause dano a si mesmo; a voz de Satanás diz: Faça, a si mesmo, todo o dano que puder.

Entretanto, ainda assim a Palavra de Deus é desprezada, e a de Satanás, considerada. Alguns entendem que ao dizer que ele se feria com pedras, talvez o significado fosse somente de cortar os pés com as pedras agudas sobre as quais ele corria descalço. (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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