Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Marcos 7 Estudo: Jesus e a Tradição dos Homens

Em Marcos 7, Jesus Cristo começa criticando severamente a tradição dos fariseus. Eles criticavam Jesus e seus discípulos por não respeitarem os rituais de purificação.

Todas as vezes que eles se sentavam para comer, tinham que lavar as mãos e todo o antebraço, simbolizando que estavam purificados. Muitas vezes os utensílios usados durante a refeição tinham de ser purificados.

Os líderes religiosos judeus achavam que não deviam ter contato algum com os “pagãos”.

A vida de Jesus Cristo e seu comportamento popular os irritava profundamente, principalmente porque a multidão acreditava que ele era o Filho de Deus.

Jesus os critica severamente e deixa bem claro que o ser humano é considerado impuro a partir do seu interior. Os seus pensamentos, desejos e intenções determinam se ele é ou não impuro.

Isto ocorre, porque somos movidos pelos nossos pensamentos. Ou seja, aquilo que pensamos determina quem somos.

Em seguida Marcos relata que Jesus estava curando até mesmo pessoas de outras nacionalidades. Ele expulsa demônios de um jovem siro-fenícia a pedido de sua mãe.

Marcos 7 encerra, com mais um testemunho de cura. Dessa vez Jesus curou um homem surdo e mudo. As pessoas que o viram operar esse milagre testemunhavam: “Ele faz tudo muito bem. Faz até o surdo ouvir e o mudo falar”.

Esboço de Marcos 7:

Marcos 7.1 – 13: Jesus e a “tradição das homens”

Marcos 7.14 – 23: O que sai do homem é o que o torna impuro

Marcos 7.24 – 30: Jesus cura a filha da siro-fenícia

Marcos 7.31 – 37: Jesus cura um surdo

 

A Tradição dos Anciãos

“Ele respondeu: “Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens”. (Marcos 7:6-8)

Qual era a tradição dos anciãos. De acordo com ela, todos deveriam lavar as mãos antes de comer; um hábito higiênico, sem mal nenhum.

Porém, sendo excessivamente detalhista, essa tradição revela uma preocupação excessiva com o corpo, que é da terra; mas eles aplicavam a religião a esse ritual, e não permitiam que fosse opcional, como era em sua própria natureza.

As pessoas deveriam ter a liberdade de fazê-lo ou não, mas eles impunham a sua autoridade, e obrigavam a todos que o fizessem, sob pena de excomunhão. Isso era observado como uma tradição dos anciãos.

Os papistas fingem zelar pela autoridade e pela antiguidade da igreja e dos seus cânones, e falam muito em concílios e patriarcas, quando na verdade o que os governa não é nada além da sua própria riqueza, dos seus interesses e domínio.

O Mesmo Entre Os Fariseus

Aqui temos um relato do costume dos fariseus e de “todos os judeus” (w. 3,4).  Eles lavavam as suas mãos “muitas vezes”. Eles as lavavam pygme. Os exegetas tiveram muito trabalho com esta palavra.

Alguns dizem que ela significa a frequência com que as lavavam (que é como nós a traduzimos); outros pensam que ela significa os esforços que eles faziam para lavar as suas mãos.

Eles as lavavam com muito cuidado, lavavam até os pulsos (segundo alguns); eles erguiam as mãos quando estavam molhadas, para que a água pudesse escorrer até os seus cotovelos.

Eles as lavavam, em especial, antes de comer pão, isto é, antes de se sentarem para uma refeição formal, pois era essa a lei. Eles deveriam certificar-se de tê-las lavado antes de comer o pão pelo qual eles pediam uma bênção.

Quem quer que comer o pão sobre o qual se profere a bênção: “Bendito seja aquele que produz pão”, deve lavar as suas mãos antes e depois de comer, caso contrário seria considerado impuro.

Fique Longe

Eles se preocupavam em lavar as mãos especialmente quando voltavam do mercado; ou, segundo alguns, dos tribunais; isto pode significar qualquer lugar de grande afluxo de gente.

Lugares onde houvesse pessoas de todos os tipos e, é de supor-se, alguns pagãos ou judeus sob contaminação cerimonial – e pela aproximação com tais pessoas eles se consideravam contaminados, e diziam: “Retira-te, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu” (Isaías 65.5).

Eles diziam: A lei dos rabinos prescrevia que, se eles lavassem bem as suas mãos pela manhã, sendo isto a primeira coisa que fizessem, isto seria válido para o dia inteiro, se eles ficassem sozinhos.

Mas, se fossem ver alguém, eles não deveriam, ao voltar, nem comer nem orar, até que tivessem lavado as mãos; assim os anciãos ganharam a reputação de santidade entre as pessoas, e assim eles exerciam e conservavam autoridade sobre as suas consciências.

Eles acrescentaram a isso a lavagem dos copos, dos jarros, e dos vasos de metal, que eles suspeitassem ter sido usados por pagãos, além das próprias mesas em que comiam seus pães, e as camas.

Existiam muitos casos nos quais, segundo a lei de Moisés, eram indicadas as lavagens; mas eles faziam acréscimos a elas, e obrigavam a observância às suas próprias imposições tanto quanto às instituições de Deus. (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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