Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Mateus 19 Estudo: Casamento e Divórcio

Mateus 19.1 – 12: O casamento é uma instituição divina. Ao criar Adão e Eva o Senhor Deus estabeleceu o princípio: “os fez homem e mulher” e disse: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”?

Jesus Cristo concorda que o casamento que têm a benção de Deus é aquele que é feito entre homem e mulher. Um outro ponto muito importante a ser observado é que o casamento constitui uma nova família e o que isso quer dizer?

Na cultura brasileira é muito comum os filhos casarem e continuar na casa dos pais. Isso interfere diretamente na privacidade, na educação dos filhos e no desenvolvimento do casamento.

Não é esta a orientação bíblica. O desejo e a instrução de Deus é que: “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher”.

O divórcio não é a vontade de Deus para o casamento, todavia há algumas exceções, uma delas é o caso do adultério.

E na minha OPINIÃO o cônjuge que é vítima de abuso físico ou sexual, tem a possibilidade de divorciasse, visto que sua integridade física está sendo comprometida.

O Brasil é recordista mundial de violência doméstica. Algo que não podemos admitir nem encobrir. Devemos lembrar que a vida é mais importante para Deus.

Um exemplo disso é Davi. Ele para salvar a sua vida, comeu os pães da proposição, algo que só era permitido aos sacerdotes, contudo o Senhor Deus não o puniu por isso (Mateus 12.4,7).

Mateus 19.13 – 15: Devemos incentivar as nossas crianças ao conhecimento de Deus, leitura da bíblia e participação na igreja. A vida das crianças é preciosa para Deus não devemos deixa-las distante dos planos de Deus.

Mateus 19.16 – 26: Este jovem aproximou-se de Jesus para saber que tipo de boas obras ele podia praticar, a fim de herdar a vida eternaO Senhor lhe respondeu que não há boas obras a serem cumpridas, mas sim mandamentos a ser obedecidos e quais.

A resposta dele ao Senhor é de que já cumpria a todos eles, Cristo então o desafiou a dar sua riqueza aos pobres. Isso o constrangeu e ele não conseguiu cumprir a exigência porque amava suas riquezas.

Mateus 19.27 – 30: Após ouvir a declaração de Jesus ao jovem rico, os apóstolos ficaram intrigados já que eles abriram mão de tudo para segui-lo. Então Pedro perguntou: “Nós deixamos tudo para seguir-te! Que será de nós?”

O Senhor Jesus garante ao seu apóstolo que ele e todos os que abrissem mão de suas vidas e bens por causa do Reino de Deus não ficariam sem recompensas aqui nesta Terra e na era vindoura. 

Esboço de Mateus 19:

Mateus 19.1 – 12: Jesus dá instruções para o casamento

Mateus 19.13 – 15: Jesus abençoa as crianças

Mateus 19.16 – 26: Jesus e o jovem rico

Mateus 19.27 – 30: A recompensa de seguir a Jesus

 

“Não Separe o Homem”

“Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo? ” Ele respondeu: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?

Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe”. (Mateus 19.3 – 6)

Embora a pergunta fosse apresentada para tentá-lo, mesmo sendo um caso de consciência, e de consciência pesada, ele deu uma resposta satisfatória.

Não foi uma resposta direta, mas foi eficaz, afirmando os bons princípios, como prova inegável de que os divórcios arbitrários que estavam sendo praticados, que tornavam os laços matrimoniais tão precários, não eram de forma alguma legítimos.

O próprio Cristo não daria a regra sem uma razão, nem declararia o seu julgamento sem uma prova nas Escrituras para apoiá-lo. Seu argumento é este: Se estão, marido e mulher, pela vontade e desígnio de Deus, ligados pela mais rígida e íntima união, então eles não devem ser, levianamente e em qualquer ocasião, separados.

Se a ligação for consagrada, não poderá ser facilmente desfeita. Para provar que existe tal união entre marido e mulher. A partir disso, ele desenvolve seu argumento.

A Criação de Adão e Eva

No que se refere a isso, ele apela para o próprio conhecimento que eles tinham das Escrituras: “Não tendes lido?” Há alguma vantagem em discutir, tratar com aqueles que possuem e têm lido as Escrituras.

Vocês têm lido (mas não têm considerado) “que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea” (Gênesis 1.27; 5.2). Note que será de grande utilidade para nós pensarmos frequentemente sobre nossa criação, como e por quem, por que e para que, fomos criados.

Ele os criou macho e fêmea, uma fêmea para um macho; de modo que Adão não poderia se divorciar de sua esposa, e tomar outra, porque não existia nenhuma outra para ser tomada.

Isso, da mesma forma, sugeria uma união inseparável entre eles. Eva era uma costela tirada de Adão, de modo que ele não podia repudiá-la, porque não devia remover um pedaço de si mesmo, contradizendo as manifestas indicações da criação dela.

Algo Mais Íntimo

Cristo faz uma breve alusão a isso, mas, recorrendo ao que eles tinham lido, ele os remete ao registro original, onde é observado que, muito embora o restante das criaturas vivas tenha sido criado macho e fêmea, ainda assim isso não é dito no que se refere a nenhuma delas, mas apenas no que concerne à raça humana.

Porque a conjunção entre homem e mulher é racional, e planejada para propósitos mais nobres do que meramente a satisfação dos sentidos e a preservação da semente.

E ela é, portanto, mais íntima e sólida do que aquela que existe entre macho e fêmea entre os animais, que não são capazes de se ajudar mutuamente como Adão e Eva. Por conseguinte, a forma de expressão é um tanto singular (Gênesis 1.27):

“E criou Deus o homem à sua imagem, macho e fêmea os criou”; algumas traduções da Bíblia em inglês trazem os pronomes “ele” e “eles” (singular e plural) de uma forma alternada.

O singular é utilizado no princípio da criação, antes que se tornassem dois. Porém, mais tarde, eles se tornam novamente um, através de uma aliança de casamento, uma união que só poderia ser íntima e indissolúvel.

O Fundamento do Casamento

A lei fundamental do casamento é: “Deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Mateus 19.5). A relação entre marido e mulher é mais íntima do que aquela que existe entre pais e filhos.

Então, se a relação filial não pode ser facilmente rompida, muito menos pode a relação de casamento ser rompida. Pode um filho abandonar seus pais, ou pode um pai ou mãe abandonar seus filhos, por qualquer motivo, seja ele qual for?

Não, de modo nenhum. Muito menos pode um marido repudiar a sua esposa. Entre marido e esposa, a relação é mais íntima, e o laço da união é mais forte, do que entre pais e filhos – embora não por natureza, mas por desígnio divino.

Observe que a relação pais-filhos é, em grande medida, substituída pelo casamento quando um homem deixa os seus pais para se unir à sua esposa. Veja aqui o poder de uma instituição divina. O resultado dela é uma união mais forte do que aquela que resulta das obrigações mais elevadas da natureza.

A Natureza do Contrato Matrimonial

Esta é uma união de pessoas; os cônjuges “serão dois numa só carne”, de modo que (Mateus 19.6) “já não serão dois, mas uma só carne”.

Os filhos de um homem são partes dele mesmo; mas a sua esposa é ele mesmo. Assim como a união conjugal é mais íntima do que aquela que existe entre pais e filhos, ela também é, até certo ponto, equivalente àquela união que existe entre um membro e outro no corpo natural.

Uma vez que esta é uma razão pela qual os maridos devem amar suas esposas, também é uma razão pela qual eles não devem repudiá-las, pois “nunca ninguém aborreceu a sua própria carne”, ou a separou de si, “antes, a alimenta e sustenta”, e faz tudo o que pode para preservá-la.

Os dois serão um; por isso deve haver apenas uma esposa, pois Deus fez apenas uma Eva para um Adão (Malaquias 2.15).

A partir daí, o Senhor deduz: “O que Deus ajuntou não separe o homem” . Note que: Marido e mulher são uma união de Deus. Ele os colocou sob um mesmo jugo, assim é a palavra, e é muito significativa.

Feito Por Deus

O próprio Deus instituiu o relacionamento entre marido e mulher no estado de inocência. O casamento e o sábado sagrado são as instituições, mais antigas.

Embora o casamento não seja exclusivo da igreja, mas comum para o mundo, mesmo sendo caracterizado por uma instituição divina, que é aqui ratificada pelo nosso Senhor Jesus, ele deve ser conduzido como uma união sagrada, e santificado pela Palavra de Deus, e pela oração.

Um respeito consciencioso para com Deus nessa instituição teria uma boa influência sobre o dever, e, consequentemente, sobre a tranquilidade e o conforto do relacionamento.

Marido e mulher, sendo unidos pela lei de Deus, não podem ser separados por qualquer lei humana. Homem nenhum deve separá-los; nem o próprio marido, nem alguém designado por ele; nem mesmo o magistrado, pois Deus jamais lhe deu autoridade para fazer isso.

“O Senhor, Deus de Israel, diz que aborrece o repúdio” (Malaquias 2.16). O homem não deve tentar separar aquilo que Deus uniu. Esta é uma regra geral. (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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