Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Mateus 20 Estudo: O Dever de Servir

Mateus 20.1 – 16: O Senhor Jesus comparou Deus Pai ao dono de uma vinha que contrata trabalhadores para o seu cultivo. A tradição de Israel funcionava assim: muito trabalho, boa recompensa. Pouco trabalho, nenhuma recompensa ou punição.

Este pensamento também fazia parte da prática religiosa. Os judeus acreditavam que por meio de muitas boas práticas eles seriam agradáveis a Deus e alcançariam o Reino de Deus, veja o exemplo do jovem rico (Mateus 19.16 – 26).

Na parábola dos trabalhadores do vinhedo Jesus apresenta um novo conceito sobre o Reino de Deus: a generosidade.

O turno de trabalho nos dias de Jesus começava às seis da manhã e encerrava às cinco da tarde. O senhor da vinha (Deus) começa a chamar os trabalhadores neste horário. Ele faz um novo convite às nove da manhã, meio-dia, às três da tarde e por fim, por volta das cinco da tarde.

No entanto, na hora do pagamento ele deu a cada um deles, independente da hora em que havia começado, um denário, pagamento equivalente a um dia de trabalho nos dias de Jesus.

Isso irritou aqueles que dentre eles haviam começado o trabalho mais cedo e acreditavam que neste caso, mereciam receber mais.

É aí que o Senhor da vinha diz: “Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não concordou em trabalhar por um denário? Receba o que é seu e vá. Eu quero dar ao que foi contratado por último o mesmo que lhe dei. Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?”

Isto mostra que a recompensa celestial é dada na proporção do querer de Deus. Nunca seremos capazes de merecer coisa alguma é tudo fruto da graça de Deus.

Mateus 20.17 – 19: No caminho para Jerusalém o Senhor Jesus Cristo fala mais uma vez sobre o seu sofrimento, sobre a necessidade de padecer nas mãos dos ímpios, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.

Mateus 20.20 – 24: É impressionante como o ser humano tem atração pelo poder e pela notoriedade. Isso fica extremamente evidente no pedido da mãe de Tiago e João. Em particular ela pede a Jesus que conceda ao seus dois filhos ficar à direita e a esquerda do Senhor, em seu Reino.

Mateus 20.25 – 28: Após o pedido ganancioso da mãe de Tiago e João, o Senhor Jesus fala sobre a verdadeira grandeza.

No Reino de Deus é considerada “grande” a pessoa que serve. Jesus ensina que os critérios de grandeza do Reino são diferentes da Terra. Prestar serviço é mais importante do que receber serviço.

Mateus 20.29 – 34: Este trecho de Mateus 20 tem paralelos em Marcos 10.46-52 e em Lucas 18.35-43. Aqui é oferecida a exposição que inclui os elementos das narrativas dadas por Marcos e Lucas, mas que não estão incluídas em Mateus.

A fonte informativa é o Evangelho de Jesus, segundo Marcos. Existem algumas diferenças notáveis no relato dos evangelhos sinópticos especialmente na apresentação da história no evangelho de Mateus: esse fato tem levado os harmonistas a caírem era grande confusão.

Muito papel e tinta têm sido desperdiçados em tentativas engenhosas de reconciliar as narrativas. Marcos narra a cura do cego Bartimeu. Lucas conta a história de ·um cego, sem determinar-lhe o nome. Mateus menciona dois homens.

A narrativa de Lucas apresenta o incidente como se tivesse sucedido ao entrar Jesus em Jerico, ao passo que Mateus e Marcos fazem-no acontecer quando Jesus saía de Jericó.

Alguns acreditam que a narrativa de Mateus apresenta dois homens curados porque ele deixou de lado a narrativa dada por Marcos em Marcos 8.22 – 26, e que dessa maneira quis compensar pela omissão. Mas essa explicação não tem bases nas próprias Escrituras.

Outros acreditam que houve dois homens (segundo Mateus diz), mas que um deles foi muito mais enérgico no pedido, este era Bartimeu pelo que foi o principal a chamar a atenção para si, tendo sido mencionado por Lucas e Marcos, enquanto seu companheiro foi deixado omisso.

Não há maneira de confirmarmos ou de negarmos essa interpretação. Porém, parece-nos melhor do que a que diz que estamos tratando de duas ou três narrativas sobre milagres separados, isto é, que a narrativa de Lucas é separada de Mateus.

É óbvio que as três narrativas expõem um único incidente. Alguns também têm apelado para a teoria das duas narrativas a fim de explicar por que Lucas afirma que a ocorrência se deu quando Jesus entrava em Jericó, enquanto que os demais afirmam que ocorreu quando Jesus saía dessa cidade.

Outros acreditam que a arqueologia tem descoberto a existência de duas Jericó, o que explicaria a aparente contradição. Segundo esse ponto de vista. Marcos e Mateus se refeririam à antiga Jericó (cujas ruínas têm sido descobertas), mas que Lucas se referiu à Jericó romana, que ficava a pequena distância da mais antiga localidade, talvez uma espécie de continuação ou de divisão da cidade mais antiga.

Nesse caso, é possível que os dois cegos estivessem realmente entre as duas localidades, quando o milagre teve lugar. A nova Jericó ficava a oito quilômetros, a oeste do rio Jordão, e acerca de vinte e quatro quilômetros a leste de Jerusalém, pelo que ficava acerca de um quilômetro e meio ao sul do local da antiga cidade.

Os cegos eram extremamente numerosos naquela época, em vista dos hábitos pouco sanitários do povo, o que espalhava enfermidades oculares contagiosas. Muito provavelmente Jesus curou a muitos cegos. Dentre esse grande número encontramos nos evangelhos o registro de alguns casos de cura, e um desses foi o que teve lugar perto da cidade de Jericó.

Esboço de Mateus 20:

Mateus 20.1 – 16: A parábola dos trabalhadores no vinhedo

Mateus 20.17 – 19: Jesus fala sobre seu sofrimento, morte e ressurreição

Mateus 20.20 – 24: O pedido da mãe de Tiago e João

Mateus 20.25 – 28: O dever de servir

Mateus 20.29 – 34: A cura de dois cegos em Jericó

 

Entenderam Errado

“Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. “O que você quer? “, perguntou ele. Ela respondeu: “Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda”. Disse-lhes Jesus: “Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? ” “Podemos”, responderam eles. (Mateus 20:20-22)

Eles demonstraram um grande grau de fé, pois estavam confiantes em seu reino, embora então o Senhor parecesse estar em uma situação de fraqueza.

Mas eles também demonstraram um grande grau de ignorância, pois ainda esperavam um reino temporal, com pompa e poder terrenos, quando Cristo lhes havia falado tão frequentemente sobre sofrimentos e renúncia.

Com isso, eles esperavam ser pessoas eminentes. Eles não pedem um emprego em seu reino, mas somente a honra; e nenhum lugar lhes serviria nesse reino imaginário, além do mais elevado, ao lado de Cristo, e acima de todos os outros.

É provável que a última palavra no discurso anterior de Cristo – de que ao terceiro dia ressuscitaria – tenha lhes dado a oportunidade de fazer esse pedido.

Eles concluíram que a ressurreição seria o evento que marcaria a entrada do Senhor nesse reino. Portanto, estavam decididos a reservar logo os melhores lugares; eles não os perderiam por falta de pedi-los com antecedência.

Assim, utilizaram mal aquilo que Cristo havia dito para confortá-los, e se encheram de orgulho. Alguns não conseguem lidar com confortos, mas os revertem para propósitos errados – assim como os doces em um estômago ruim produzem a bile.

Pedido Político

Havia um raciocínio político na elaboração desse pedido. Eles providenciaram para que a mãe deles o apresentasse, para que pudesse ser entendido como se fosse um pedido dela, e não deles.

Embora as pessoas orgulhosas pensem bem de si mesmas, elas não querem que as outras pessoas as vejam desse modo, pois poderiam aparentar um pretexto de humildade (Colossenses 2.18).

Deste modo, outros devem simular a busca dessa honra para eles, para que não tenham que passar pelo constrangimento de buscá-la para si mesmos.

Comparando o capítulo 27.61 com Marcos 15.40, entendemos que a mãe de Tiago e João era Salomé. Alguns acham que ela era filha de Cleofas ou Alfeu, irmã ou prima em primeiro grau da mãe do nosso Senhor.

Ela era uma daquelas mulheres que acompanhavam a Cristo, e o serviam; e eles pensavam que Ele tinha tanta consideração por ela, que não lhe negaria nada. Assim, fizeram dela a sua intercessora.

Da mesma forma, quando Adonias tinha algum pedido importante a fazer a Salomão, ele recorria a Bate-Seba, para que ela falasse por ele. A mãe de Tiago e João revelou uma fraqueza ao se tornar um instrumento da ambição deles, que ela deveria ter repreendido.

Aqueles que são sábios e bons não devem se deixar envolver em uma situação tão repulsiva. Em pedidos corretos e aceitáveis, devemos aprender esta atitude sábia: desejar a oração daqueles que têm interesse no trono da graça.

Devemos pedir aos nossos amigos de oração que orem por nós, considerando isso uma verdadeira bondade. (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

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Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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1 Comentário

  1. Elias disse:

    Obrigado meu querido irmão pela compreensão da leitura. Somente acrescenta a quem realmente busca clareza nas escrituras. Graça e Paz.

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