Mateus 21.1 – 11: Esta entrada de Jesus em Jerusalém marca o início da semana da sua crucificação. Aqui se inicia a contagem regressiva da maior demonstração de amor dada a humanidade.

É o momento em que Deus se fez homem, viveu entre nós, conheceu nossas dores e se entregou como sacrifício de expiação perfeito pelos nossos pecados.

Mateus 21.12 – 14: Durante a páscoa muitas pessoas vinham de todas as partes a Jerusalém para oferecer sacrifícios e ofertas agradáveis a Deus. Na ocasião muitas delas também entregavam o dízimo anual.

Devido a distância, a grande maioria trazia apenas o dinheiro, deixando para comprar no Templo o animal correspondente ao seu dízimo ou oferta.

Estes animais eram vendidos no Templo pelos cambistas que tinham acordo com os sacerdotes. Apenas os animais comprados a eles recebiam a aprovação de “agradável ao Senhor”.

O que irritou o Senhor Jesus foi o fato de que eles estavam supervalorizando os animais. E completamente desinteressados com a vontade de Deus.

Mateus 21.15,16: Precisamos estar atentos para incentivar nossas crianças a louvarem ao Senhor Jesus e aprenderem a adorar a Deus. Vemos aqui a profecia se cumprindo e o louvor puro sendo entoado pelas crianças (Ver Estudo Bíblico Sobre Jesus e a Crianças).

Mateus 21.17 – 20: Muitos estudiosos fazem a interpretação simbólica desse milagre de Jesus. A aplicação prática e pessoal é a de que não podemos apenas ter aparência de cristãos. As pessoas esperam que nós tenhamos frutos para alimentá-las. Elas querem vir até nós e encontrar a paz que o mundo não têm.

Nos nossos dias os cristãos são tão ansiosos ou estressados como qualquer pessoa. Não inspiram a presença de um Deus real e pessoal em suas vidas. A estes está reservado o mesmo fim da figueira cheia de folhas. (Ver Estudo Sobre Intimidade com Deus e Compromisso com Deus)

Mateus 21.21,22: Na manhã seguinte a que Cristo amaldiçoou a figueira, Pedro observou que ela estava completamente seca. Isso o impressiona, e ele vai falar com o Mestre.

A reposta de Jesus é que a fé convicta em Deus, é capaz de fazer qualquer coisa. A mensagem de Jesus é que qualquer um que creia sinceramente não considera nenhum problema ou dificuldade impossível de resolver.

Nos dias de Jesus, havia uma expressão popular: “remover montanhas”. Era aplicada a problemas ou questões muito difíceis ou impossíveis de se resolver. O ensino de Jesus Cristo é o de que até mesmo estes, para a fé não são nada.

Mateus 21.23 – 27: Muitas pessoas deixam de ver e receber as bênçãos da glória de Deus, pelo fato de procurar explicação em tudo no que se refere a fé. Os líderes religiosos, por puro capricho, queriam que Jesus lhes desse satisfação de onde vinha sua autoridade.

Não devemos cair na tentação da incredulidade. Devemos estar como crianças abertos ao conhecimento sobrenatural de Deus.

Mateus 21.28 – 32: Nesta parábola nós vemos um maravilhoso exemplo de atitude. Um pai pede a dois filhos que execute a mesma tarefa.

Um diz que vai, mas não vai. O outro diz que não vai, mas vai. O que Jesus nos ensina é que a aparência de nada vale. É um ensino sobre caráter, dignidade e transparência.

Mateus 21.33 – 41: Após ter sua autoridade questionada pelos líderes religiosos de Jerusalém, o Filho de Deus conta a parábola do retorno do proprietário a vinha. Sua intenção é mostrar que Israel é a vinha, os servos maltratados fora os profetas e ele era o próprio filho.

Ao acreditar que respeitariam o seu herdeiro, o dono da vinha o envio. Contudo o destino dele foi pior que o de seus antecessores, pois o agarram e assassinaram para ficar coma herança.

Mateus 21.42 – 46: Jesus fala mais uma vez contra a religiosidade. Ele mostra que ao rejeitarem seu ensino e autoridade, os judeus estão rejeitando o fundamento de toda a Palavra de Deus.

Jesus mostra que a aparência não tem espaço na nova dispensação da graça de Deus, mas sim frutos dignos de arrependimento.

Esboço de Mateus 21:

Mateus 21.1 – 11: Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Mateus 21.12 – 14: Jesus expulsa os negociantes do Templo

Mateus 21.15,16: As crianças louvam a Jesus

Mateus 21.17 – 20: Jesus amaldiçoa a figueira

Mateus 21.21,22: A importância da fé e da oração

Mateus 21.23 – 27: Os líderes religiosos tentam a Jesus

Mateus 21.28 – 32: A parábola dos dois filhos

Mateus 21.33 – 41: Parábola do retorno do proprietário

Mateus 21.42 – 46: Jesus é a pedra angular

 

Abusos no Templo

“Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, e lhes disse: “Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’”. (Mateus 21:12,13)

Ele expulsou os que vendiam e compravam no Templo. Os abusos devem, antes de mais nada, ser extirpados, e as plantas que não pertencem à plantação de Deus precisam ser desarraigadas, antes de se poder estabelecer o que é correto.

O grande Redentor aparece como um grande Reformista, que afasta a impiedade e a depravação (Romanos 11.26).

Ele “expulsou todos os que vendiam e compravam no templo”. Ele já tinha feito isso antes (João 2.14,15), mas surgiu a oportunidade de fazê-lo outra vez.

Observe que os compradores e vendedores que foram expulsos do Templo irão retornar e se fixar ali novamente, se não houver um cuidado e uma supervisão contínuos para evitar isso, e se essa atitude de vigilância não for seguida e frequentemente repetida.

O abuso consistia de comprar, vender e trocar dinheiro no Templo. Observe que as coisas lícitas, na ocasião e no lugar errados, podem se tornar coisas ilícitas.

Aquilo que era suficientemente decente em outro lugar, e não apenas lícito, mas elogiável, em outra ocasião e lugar contamina o santuário e profana o sábado.

Essas atividades de comprar, vender e trocar dinheiro, embora fossem empregos seculares, ainda tinham a desculpa de ser para fins espirituais.

Um Grande Negócio

Eles vendiam animais para sacrifício, para a conveniência daqueles que tinham mais facilidade para trazer o seu dinheiro do que os seus animais. Eles também trocavam dinheiro para aqueles que queriam o meio siclo, que era o seu imposto anual, ou o dinheiro de redenção.

É possível que eles incluíssem esse imposto anual nas despesas dos viajantes, de modo que isso pudesse passar por um negócio externo à casa de Deus; mas Cristo não permitiria esse procedimento.

Grandes corrupções e abusos sobrevêm à igreja pelas práticas daqueles que obtêm os seus ganhos através da piedade, ou seja, das práticas daqueles que fazem dos ganhos deste mundo o objetivo da sua santidade, e fazem da falsa santidade a sua maneira de obter ganhos mundanos (1 Timóteo 6.5): “Aparta-te dos tais”.

Jesus “Destrói” a Corrupção

Cristo “expulsou todos os que vendiam e compravam no templo”. Ele fez isso com “um azorrague de cordéis” (João 2.15); mas ele também o fez com um olhar, com uma expressão severa, com uma palavra de ordem.

Alguns opinam que esse foi o menor dos milagres de Cristo, pelo fato de Ele mesmo ter limpado o Templo, e não ter recebido a oposição daqueles que com essas atividades ganhavam a vida, e para isso contavam com o apoio dos sacerdotes e dos anciãos.

Esse é um exemplo do seu poder sobre o espírito dos homens, e do controle que ele tem sobre eles, sobre as suas próprias consciências. Esse foi o único ato de autoridade real e de poder coercivo que Cristo realizou nos dias da sua carne. Ele iniciou assim (João 2), e assim concluiu.

Ele “derribou as mesas dos cambistas”. Ele não apanhou o dinheiro para si, mas o espalhou, atirando-o ao chão, que era o melhor lugar para ele.  (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

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