Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Mateus 23 Estudo: Cuidado Com os Fariseus

Mateus 23.1 – 10: Jesus adverte seus discípulos a cumprirem os ensinamentos dos fariseus, mas os aconselha a não viverem da mesma maneira que eles. Isto porque eles não vivem de acordo com o que ensinam.

Mateus 23.11,12: O fariseus e mestres da lei sempre foram famintos por poder, autoridade e notoriedades terrenas. O Senhor Jesus é contrário a essa maneira de pensar e se comportar.

Ele estimula seus discípulos ao serviço, de forma que quem servir mais esse será o maior.

Mateus 23.13 – 36: Jesus separa uma longa seção do seu ensino para criticar a atitude hipócrita e diabólica dos mestres da lei e fariseus.

Jesus mostra sua indignação com quem quer transformar a religião em fonte de prazer pessoal e manipulação de pessoas. Os verdadeiros servos de Deus amam a sua Palavra e vivem de maneira dina do Evangelho.

Mateus 23.37 – 39: O Senhor Jesus Cristo em suas últimas semanas faz um lamento sobre a cidade de Jerusalém. Ele mostra como Deus tem tentado, há muito tempo reuni-la debaixo de suas asas mas ela tem rejeitado e assassinado seus mensageiros.

Por fim, o Senhor anuncia profeticamente que isso lhe custará caro. Ao longo dos séculos Jerusalém tem sofrido com sua desobediência. 

Esboço de Mateus 23:

Mateus 23.1 – 10: Cuidado com os mestres da lei e fariseus

Mateus 23.11,12: O Maior é o que serve

Mateus 23.13 – 36: Ai dos mestres da lei e fariseus

Mateus 23.37 – 39: O lamento de Jesus por Jerusalém

 

Fechando a Porta

“”Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo. “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Por isso serão castigados mais severamente. (Mateus 23:13,14)

Eles são inimigos declarados do Evangelho de Cristo, e, consequentemente, da salvação das almas dos homens: Eles “fecham aos homens o Reino dos céus”, isto é, eles faziam tudo o que podiam para impedir que as pessoas cressem em Cristo e, dessa maneira, entrassem no seu reino.

Cristo veio para abrir o Reino dos céus, isto é, para nos mostrar um “novo e vivo caminho” para entrar nele, para levar os homens a serem súditos desse Reino.

Mas os escribas e os fariseus, que se assentavam na cadeira de Moisés, e pretendiam ter a chave do conhecimento, deviam ter contribuído com a sua ajuda, abrindo aquelas Escrituras do Antigo Testamento que apontavam para o Messias e o seu reino, no seu sentido verdadeiro e adequado.

Aqueles que eram responsáveis por explicar Moisés e os profetas deviam ter mostrado às pessoas como estes testificavam a respeito de Cristo, mostrar que as semanas de Daniel estavam se esgotando, que o cetro se afastava de Judá, e que, portanto, aquela era a ocasião para a aparição do Messias.

Desta maneira, eles poderiam ter facilitado aquela grandiosa obra, e ajudado milhares de pessoas a irem ao céu. Mas, em vez disso, eles fecharam o Reino dos céus.

Eles se empenharam em forçar a observância da lei cerimonial, que estava sendo abolida; em suprimir as profecias, que então se cumpriam; e em criar e nutrir, nas mentes das pessoas, preconceitos contra Cristo e a sua doutrina.

E Quanto a Eles?

Eles mesmos não entrariam: “Creu nele, porventura, algum dos principais ou dos fariseus?” (João 7.48). Não. Eles eram orgulhosos demais, para curvar-se à sua pobreza, formais demais, para serem compatíveis com a sua simplicidade.

Eles não gostavam de uma religião que insistia tanto na humildade, na renúncia de si mesmo, no desprezo ao mundo e na adoração espiritual.

O arrependimento era a porta de entrada a esse Reino, e nada podia ser mais desagradável para os fariseus, que se justificavam e se admiravam, do que arrepender-se, isto é, acusar e humilhar e abominar a si mesmos. Por isso eles mesmos não entrariam; mas isso não era tudo.

Você Não!

Eles não deixavam “entrar aos que estão entrando”. É ruim nos mantermos afastados de Cristo, mas é pior manter os outros afastados dele. No entanto, este é o procedimento normal dos hipócritas; eles não gostam que alguém vá além deles na religião, ou que seja melhor que eles.

O fato de eles mesmos não entrarem era um obstáculo para muitos, pois, como eles atraíam tão grande interesse das pessoas, as multidões rejeitavam o Evangelho somente porque os seus líderes faziam isso.

Mas, além disso, eles se opunham tanto a Cristo receber os pecadores (Lucas 7.39) quanto aos pecadores receberem a Cristo.

Eles deturparam a sua doutrina, opuseram-se aos seus milagres, discutiram com os seus discípulos, e o descreveram, e às suas instituições e à sua economia, perante o povo, da maneira mais negativa e falsa que se podia imaginar.

Eles vociferaram a sua excomunhão contra aqueles que o confessavam, e usaram todo o seu talento e poder a serviço da sua maldade contra Ele.

Assim, eles fecharam o Reino dos céus, pois aqueles que quisessem entrar nele deviam fazê-lo por meio da violência (capítulo 11.12), e forçar a entrada (Lucas 16.16) em meio a uma multidão de escribas e fariseus, e todas as dificuldades e todos os obstáculos que eles pudessem imaginar para colocar em seu caminho.

Como é bom, para nós, que a nossa salvação não esteja confiada às mãos de qualquer homem ou grupo de homens deste mundo! Se assim fosse, estaríamos arruinados.

Aqueles que fecham a igreja fechariam também o céu, se pudessem; mas a maldade dos homens não pode tornar sem efeito a promessa de Deus aos seus escolhidos; graças a Deus, não pode. (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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