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Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Neemias 1 Estudo: A Oração de Neemias

Em Neemias 1, vemos a maneira como Neemias ficou sabendo da situação dos exilados, que voltaram a Judá. O cenário aqui é o seguinte, Neemias estava servindo como copeiro a Artaxerxes, o terceiro rei persa no comando após a derrota de Nabucodonosor, rei da Babilônia.

Ele também era cativo, mas como Daniel, possuía posição de destaque no reino pagão, e assumiu posição de grande confiança. Ser copeiro do rei, exigia que Neemias fosse fiel e cuidasse do bem-estar de Artaxerxes.

Contudo, mesmo servindo na corte real, ele amava e se importava com seu povo. Por isso, quando Hanani o notificou sobre a situação miserável em que os exilados estavam, Neemias ficou devastado. Ele chorou, lamentou e jejuou por dias.

Ele apresenta ao Senhor Deus uma profunda oração de humilhação, e suplica ao Senhor que seja ouvido.

Neemias é um grande exemplo de amor ao próximo. Assim como Esdras, ele não pensava apenas em si, mas se importava sinceramente com seu povo. Embora vivesse em situação confortável e notória, seu coração foi partido ao saber como seu povo sofria.

É esse o tipo de atitude que o Senhor Deus espera de nós, como cristãos. Viver ostentando e esbanjando felicidade, de forma excessiva enquanto milhões de pessoas sofrem sem ajuda, pode se configurar pecado grave contra Deus e a humanidade.

Esboço de Neemias 1:

Neemias 1.1 – 3: Notícias de Judá

Neemias 1.4 – 10: A oração de Neemias

Neemias 1.11: Ouvidos atentos

 

Neemias na Corte Persa

“Quando ouvi essas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias lamentando, jejuando e orando ao Deus dos céus. Então eu disse: Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, fiel à aliança e misericordioso com os que o amam e obedecem aos seus mandamentos…” (Neemias 1:4,5)

Lemos aqui que ele estava em Susã, a fortaleza, ou cidade real, do rei da Pérsia, onde a corte ficava geralmente estabelecida, e que ele era o copeiro cio rei. Reis e homens notáveis provavelmente achavam pomposo ser assistidos por pessoas de outras nações.

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Lemos aqui que ele estava em Susã, a fortaleza, ou cidade real, do rei da Pérsia, onde a corte ficava geralmente estabelecida, e que ele era o copeiro cio rei. Reis e homens notáveis provavelmente achavam pomposo ser assistidos por pessoas de outras nações.

Nesse lugar na corte, ele estaria mais bem qualificado para o serviço do seu país no ofício para o qual Deus o havia designado, da mesma forma que Moisés esteve mais bem preparado para governar pelo fato de ser criado na corte de Faraó, e Davi, na corte de Saul.

Ele também teria a oportunidade mais legítima de servir a seu país por causa dos seus benefícios com o rei e os que o cercavam. Ele não está ansioso em contar-nos o grande cargo honorífico que ocupava na corte.

Somente no final do capítulo ele nos relata que era o copeiro do rei (um posto de grande confiança, bem como de honra e benefício), quando não poderia mais deixar de falar nisso, por causa da história seguinte.

Mas no início, ele apenas diz: estando eu na cidadela de Susã. Isso nos ensina a ser humildes e modestos, e cautelosos para falar das nossas promoções.

Nas providências de Deus em relação a ele, podemos observar, para o nosso consolo que quando Deus tem um trabalho a ser feito, nunca lhe faltarão ferramentas para realizá-lo.

Que em relação àqueles a quem Deus escolhe para devotar-se ao seu serviço, ele encontrará maneiras apropriadas para torná-los aptos e para chamá-los para tal.

Deus tem seu remanescente em todos os lugares; lemos sobre Obadias na casa de Acabe, santos na casa de César, e um devoto Neemias no palácio de Susã.

O Agir de Deus

Percebemos que às vezes Deus pode tornar as cortes de príncipes berçários e, às vezes, santuários para os amigos e benfeitores da causa da igreja. A averiguação afável e compassiva referente ao estado dos judeus na sua própria terra (Neemias 1.2).

Aconteceu que um amigo e parente dele veio para a corte, com alguns de Judá, por meio de quem teve a oportunidade de informar-se mais plenamente acerca do estado dos filhos do cativeiro e da situação em que Jerusalém, a cidade amada, se encontrava.

Neemias vivia tranquilo, em honra e em abundância, porém, mesmo assim, não conseguia se esquecer de que era israelita, nem livrar- se dos pensamentos dos seus irmãos em dificuldade, mas em espírito (como Moisés, Atos 7.23), ele os visitou e atentou nas suas cargas (Êxodo 2.11).

Como a distância do lugar não alienou seus sentimentos por eles (embora estivessem longe dos seus olhos, no entanto, não estavam longe do seu coração), assim a dignidade com a qual foi favorecido também não afastou os seus sentimentos por eles.

Embora fosse um homem influente, e provavelmente em ascensão, ele não achou humilhante inteirar-se acerca da situação dos seus irmãos que eram humildes e desprezados, nem se envergonhava de reconhecer seu relacionamento com eles e sua preocupação por eles. (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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2 Comentários

  1. Luiz Fernando Pedretti Lopes disse:

    Parabéns meu querido irmão pela sua iniciativa. Os seus estudos têm sido muito edificantes. Por acaso você teria estudos sobre discipulado? Não tenho encontrado boas matérias à respeito! Os assuntos têm sido muito primário. Gostaria de ter assuntos para cristãos mais maduro na fé. Continue essa linda obra! Deus te abençoe e a sua família !

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