Neemias 2 Estudo: O Pedido de Neemias

Em Neemias 2, vemos que a dor de Neemias não ficou demonstrada em suas orações, apenas, mas em atitude transformadora. Ele não se conformou em “sentir muito”, definitivamente ele precisava fazer algo, e Deus criou as situações ideais para isso.

Quando estava servindo o rei, Artexerxes percebeu seu rosto triste. O que para ele foi uma grande surpresa, pois como diz Neemias: “Nunca antes eu tinha estado triste na presença dele”.

Isso nos mostra que, mesmo escravo ele era um funcionário exemplar. Não reclamava, não tratava mal, não amaldiçoava sua autoridade, pelo contrário, abençoava.

O rei o amava e se importou com sua dor, a ponto de perguntar-lhe o que estava acontecendo. As orações de Neemias começam a surtir efeito, e a oportunidade é criada.

De maneira sábia, ele expõe sua necessidade ao rei: “Se for do agrado do rei e se o seu servo puder contar com a sua benevolência, que ele me deixe ir à cidade onde meus pais estão enterrados, em Judá, para que eu possa reconstruí-la”.

Contudo, ele é um servo dedicado e o rei não pode deixar de contar com ele, por isso, em seguida vem a pergunta: ““Quanto tempo levará a viagem? Quando você voltará?” Marquei um prazo com o rei, e ele concordou que eu fosse”.

Quando foi conversar com Artaxerxes, Neemias já estava com o planejamento completamente definido. Ele sabia exatamente quais eram suas necessidades essências e primárias.

Além disso, ele já tinha em mente, um tempo de trabalho definido. Tudo isso, provavelmente ele organizou no período de meses que passou em oração diante de Deus.

Aprendemos com Neemias, que uma vida de oração ativa envolve diretamente a atitude e o planejamento. Muitas pessoas oram sem propósito, sem metas definidas, prazos. Muitos não sabem nem o que desejam.

Com Neemias aprendemos o que o Senhor Jesus Cristo quis dizer com as seguintes palavras:

“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta”. (Mateus 7.7,8)

Ele não apenas pediu. Mas bateu na porta, até que fosse aberta e buscou até encontrar. Tudo isso, é notável nas inúmeras situações que o Senhor Deus criou diante dele.

Neemias não compartilha seu plano com mais ninguém. Ao chegar em Jerusalém com seus homens, ele decide fazer um tour pela cidade. Sua intenção é conhecer o tamanho do problema e ver como executar a solução.

Após perceber que o seu projeto é executável, Neemias o compartilha, a princípio com os homens que o acompanham. Com as pessoas que confiam nele.

“Quando, porém, Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita, e Gesém, o árabe, souberam disso, zombaram de nós, desprezaram-nos e perguntaram: “O que vocês estão fazendo? Estão se rebelando contra o rei?”

Não se assuste quando Deus decidir usá-lo para algo poderoso em sua obra e forte oposição se manifestar. O Diabo fica furioso quando percebe o crescimento espiritual e a restauração do povo de Deus.

Neemias que era um homem de Deus maduro e de oração, respondeu aos opositores da maneira espiritual e específica, algo que fica evidente durante todo o livro:

“O Deus dos céus fará que sejamos bem-sucedidos. Nós, os seus servos, começaremos a reconstrução, mas, no que lhes diz respeito, vocês não têm parte nem direito legal sobre Jerusalém, e em sua história não há nada de memorável que favoreça vocês!”

Portanto, se você tem aliança com Deus e há um propósito bem definido e aprovado por Ele em seu coração, talvez seja hora de começar.

Esboço de Neemias 2:

2.1 – 5: O pedido de Neemias

2.6 – 10: Plano definido

2.11 – 16: Conhecendo o problema

2.17,18: Projeto anunciado

2.19,20: O início da oposição

Neemias 2.1 – 5: O pedido de Neemias

1 No mês de nisã do vigésimo ano do rei Artaxerxes, na hora de servir-lhe o vinho, levei-o ao rei. Nunca antes eu tinha estado triste na presença dele;

2 por isso o rei me perguntou: “Por que o seu rosto parece tão triste, se você não está doente? Essa tristeza só pode ser do coração!” Com muito medo,

3 eu disse ao rei: Que o rei viva para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, se a cidade em que estão sepultados os meus pais está em ruínas, e as suas portas foram destruídas pelo fogo?

4 O rei me disse: “O que você gostaria de pedir?” Então orei ao Deus dos céus,

5 e respondi ao rei: Se for do agrado do rei e se o seu servo puder contar com a sua benevolência, que ele me deixe ir à cidade onde meus pais estão enterrados, em Judá, para que eu possa reconstruí-la.

Neemias 2.6 – 10: Plano definido

6 Então o rei, estando presente a rainha, sentada ao seu lado, perguntou-me: “Quanto tempo levará a viagem? Quando você voltará?” Marquei um prazo com o rei, e ele concordou que eu fosse.

7 A seguir acrescentei: Se for do agrado do rei, eu poderia levar cartas do rei aos governadores do Trans-Eufrates para que me deixem passar até chegar a Judá.

8 E também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, para que ele me forneça madeira para as portas da cidadela que fica junto ao templo, para os muros da cidade e para a residência que irei ocupar. Visto que a bondosa mão de Deus estava sobre mim, o rei atendeu os meus pedidos.

9 Com isso fui aos governadores do Trans-Eufrates e lhes entreguei as cartas do rei. Acompanhou-me uma escolta de oficiais do exército e de cavaleiros que o rei enviou comigo.

10 Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita, ficaram muito irritados quando viram que havia gente interessada no bem dos israelitas.

Neemias 2.11 – 16: Conhecendo o problema

11 Cheguei a Jerusalém e, depois de três dias de permanência ali,

12 saí de noite com alguns dos meus amigos. Eu não havia contado a ninguém o que o meu Deus havia posto em meu coração que eu fizesse por Jerusalém. Não levava nenhum outro animal além daquele em que eu estava montado.

13 De noite saí pela porta do Vale na direção da fonte do Dragão e da porta do Esterco, examinando o muro de Jerusalém que havia sido derrubado e suas portas, que haviam sido destruídas pelo fogo.

14 Fui até a porta da Fonte e do tanque do Rei, mas ali não havia espaço para o meu animal passar;

15 por isso subi o vale, ainda de noite, examinando o muro. Finalmente voltei e tornei a entrar pela porta do Vale.

16 Os oficiais não sabiam aonde eu tinha ido ou o que eu estava fazendo, pois até então eu não tinha dito nada aos judeus, aos sacerdotes, aos nobres, aos oficiais e aos outros que iriam realizar a obra.

Neemias 2.17,18: Projeto anunciado

17 Então eu lhes disse: Vejam a situação terrível em que estamos: Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante.

18 Também lhes contei como Deus tinha sido bondoso comigo e o que o rei me tinha dito. Eles responderam: “Sim, vamos começar a reconstrução”. E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto.

Neemias 2.19,20: O início da oposição

19 Quando, porém, Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita, e Gesém, o árabe, souberam disso, zombaram de nós, desprezaram-nos e perguntaram: “O que vocês estão fazendo? Estão se rebelando contra o rei?”

20 Eu lhes respondi: O Deus dos céus fará que sejamos bem-sucedidos. Nós, os seus servos, começaremos a reconstrução, mas, no que lhes diz respeito, vocês não têm parte nem direito legal sobre Jerusalém, e em sua história não há nada de memorável que favoreça vocês!

5 COMENTÁRIOS

  1. Venho lhe parabenizar por tamanha iniciativa de repassar o conhecimento adquirido aos seus leitores, que Cristo na pessoa do seu espírito santo lhe dê sempre entendimento das sagradas escrituras para compartilhar.

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