Em Neemias 8, lemos o relato de um momento histórico na restauração de Jerusalém. O culto nacional promovido por Esdras e Neemias, dois homens de Deus extraordinários.

De acordo com os registros históricos, Esdras saiu da capital 13 anos antes de Neemias, contudo é possível perceber que mesmo assim, a vida deles é determinante para a reforma.

Após longo 70 anos o povo agora está reunido em Jerusalém para um culto. Como povo, nação. Esdras o sacerdote, se coloca no púlpito e abre o livro da Lei, neste momento o povo reverentemente se põe de pé.

Com toda a capacidade e espiritualidade que tinha, começa a explicar os mandamentos do Senhor Deus. É muito importante isso.

A Palavra de Deus, ao ser ministrada, precisa ser entendida. O sacerdote teve o cuidado de ler e explicar a boa Palavra de Deus porque o entendimento dela pode transformar vidas.

Enquanto Esdras pregava o povo era convencido do seu pecado. A consciência espiritual lhes revelava o motivo do cativeiro, que era a desobediência e isso gerava quebrantamento.

Minha oração é para que tenhamos a mesma sensibilidade, de maneira que possamos ser moldados pela Palavra de Deus.

No momento oportuno, Neemias, Esdras e outros homens de Deus, pararam para consolar o povo. A intenção é que a tristeza não os consumisse.

O desejo de Deus é que sejamos conscientes de nossos pecados e sejamos capazes de pedir perdão. Não é interesse de Deus que sejamos consumidos pela depressão ou autopunição. A tristeza segundo Deus gera arrependimento e não morte (2 Coríntios 7.9).

As palavras deles foram a seguintes: “Podem sair, e comam e bebam do melhor que tiverem, e repartam com os que nada têm preparado. Este dia é consagrado ao nosso Senhor. Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá”.

Neemias não queria que o povo passasse o dia lamentando. Havia 70 anos que eles faziam isso, agora, restaurados é tempo de celebração.

O tempo passava e Esdras continuava a ensinar o povo. Com isso, eles sentiam cada vez mais o desejo de fazer a vontade de Deus.

Percebemos que o contato com a Bíblia Sagrada, quanto mais intenso mais poderoso. À medida que somos expostos aos mandamentos, o Espírito Santo nos aperfeiçoa.

Esboço de Neemias 8:

Neemias 8.1 – 4:  Esdras e a leitura da Lei

Neemias 8.5 – 8: A explicação da Lei

Neemias 8.9 – 12: Chega de tristeza

Neemias 8.13 – 18: Guardando o mandamento

A Grande Assembleia

“Todo o povo juntou-se como se fosse um só homem na praça, em frente da porta das Águas. Pediram ao escriba Esdras que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o Senhor dera a Israel. Assim, no dia primeiro do sétimo mês, o sacerdote Esdras trouxe a Lei diante da assembléia, que era constituída de homens e mulheres e de todos os que podiam entender”. (Neemias 8:1,2)

O tempo dessa assembleia foi no primeiro dia do sétimo mês. Esse foi o dia de jubilação, que é chamado de shabbath (dia de descanso), e no qual deveria haver uma santa convocação (Levíticos 23.24; Números 29.1).

Mas isso não foi tudo, nesse dia, o altar foi erguido, e começaram a oferecer holocaustos depois do retorno do cativeiro, uma beneficência recente na memória de muitos que viviam naquela época.

Em uma recordação agradecida disso, é provável, eles tinham celebrado essa festividade desde então como uma solenidade especial. Favores divinos que estão frescos na mente, e dos quais nós mesmos temos sido testemunhas, deveriam ser, e geralmente são, mais tocantes.

O local era na praça, diante da Poria das Águas, um lugar amplo, capaz de acomodar uma grande multidão, que o pátio do Templo não seria capaz de acomodar.

Porque provavelmente esse pátio não tinha dimensões tão amplas como o pátio no Templo de Salomão. Os sacrifícios deveriam ser oferecidos somente à porta do Templo, mas oração, louvor e pregação eram, e são, serviços da religião que são desempenhados de forma aceitável em um lugar como em outro.

Quando essa congregação se reuniu dessa forma na praça da cidade, sem dúvida, Deus estava com eles.

Todo o Povo

As pessoas que se reuniram equivaliam a todo o povo. Eles não foram constrangidos a vir, mas se reuniram voluntariamente por meio de uma concordância comum, como um só homem.

Não vieram somente os homens, mas mulheres e crianças, todos que tinham condições de entender o que ouviam. Os cabeças das famílias deveriam trazer suas famílias consigo para a adoração pública a Deus.

Mulheres e crianças têm almas que precisam de salvação, e estão, portanto, preocupados em familiarizar-se com a palavra de Deus e observar os meios de conhecimento e graça. Os pequeninos, à medida que exercitam a razão, devem ser treinados nos exercícios da religião.  (Henry, Matthew, Comentário dos Evangelhos)

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