Em Números 23, temos Balaque e Balaão ocupados em prejudicar Israel, e, pelo que parece, nem Moisés nem os anciãos sabiam nada sobre isto, nem tinham capacidade para evitar a cilada.

Mas Deus, que protege Israel e não descansa nem dorme, frustra este esforço, sem nenhuma intercessão ou plano deles. Aqui temos a primeira tentativa de amaldiçoar Israel.

Os preparativos para isto, com sacrifícios, v.v. 1-3. A instrução contrária que Deus deu a Balaão, v.v. 4,5. A bênção que Balaão foi levado a proferir sobre Israel, em lugar de uma maldição, v.v. 7-10.

O grande desapontamento de Balaque, v.v. 11,12. A segunda tentativa, com o mesmo procedimento e, da mesma maneira, frustrada, v.v. 13-26. Preparativos para uma terceira tentativa (v.v. 27-30), cujos resultados veremos no capítulo seguinte. (Henry, Matthew, Comentário do Pentateuco)

Esboço de Números 23:

Números 23.1 – 12: Balaão é impelido a abençoar Israel

Números 23.13 – 30: Balaão abençoa Israel novamente 

 

Números 23.1 – 12: Balaão é impelido a abençoar Israel

1 Balaão disse a Balaque: “Construa para mim aqui sete altares e prepare-me sete novilhos e sete carneiros”.

2 Balaque fez o que Balaão pediu, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro em cada altar.

3 E Balaão disse a Balaque: “Fique aqui junto ao seu holocausto, enquanto eu me retiro. Talvez o Senhor venha ao meu encontro. O que ele me revelar eu lhe contarei”. E foi para um monte.

4 Deus o encontrou, e Balaão disse: “Preparei sete altares, e em cada altar ofereci um novilho e um carneiro”.

5 O Senhor pôs uma mensagem na boca de Balaão e disse: “Volte a Balaque e dê-lhe essa mensagem”.

6 Ele voltou a Balaque e o encontrou ao lado de seu holocausto, e com ele todos os líderes de Moabe.

7 Então Balaão pronunciou este oráculo: Balaque trouxe-me de Arã, o rei de Moabe buscou-me nas montanhas do oriente. “Venha, amaldiçoe a Jacó para mim”, disse ele, “venha, pronuncie ameaças contra Israel!”

8 Como posso amaldiçoara quem Deus não amaldiçoou? Como posso pronunciar ameaças contra quem o Senhor não quis ameaçar?

9 Dos cumes rochosos eu os vejo, dos montes eu os avisto. Vejo um povo que vive separado e não se considera como qualquer nação.

10 Quem pode contar o pó de Jacó ou o número da quarta parte de Israel? Morra eu a morte dos justos, e seja o meu fim como o deles!

11 Então Balaque disse a Balaão: “Que foi que você me fez? Eu o chamei para amaldiçoar meus inimigos, mas você nada fez senão abençoá-los!”

12 E ele respondeu: “Será que não devo dizer o que o Senhor põe em minha boca?”

Números 23.13 – 30: Balaão abençoa Israel novamente

13 Balaque lhe disse: “Venha comigo a outro lugar de onde você poderá vê-los; você verá só uma parte, mas não todos eles. E dali amaldiçoe este povo para mim”.

14 Então ele o levou para o campo de Zofim, no topo do Pisga, e ali construiu sete altares e ofereceu um novilho e um carneiro em cada altar.

15 Balaão disse a Balaque: “Fique aqui ao lado de seu holocausto enquanto vou me encontrar com ele ali adiante”.

16 Encontrando-se o Senhor com Balaão, pôs uma mensagem em sua boca e disse: “Volte a Balaque e dê-lhe essa mensagem”.

17 Ele voltou e o encontrou ao lado de seu holocausto, e com ele os líderes de Moabe. Balaque perguntou-lhe: “O que o Senhor disse?”

18 Então ele pronunciou este oráculo: Levante-se, Balaque, e ouça-me; escute-me, filho de Zipor.

19 Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?

20 Recebi uma ordem para abençoar; ele abençoou, e não o posso mudar.

21 Nenhuma desgraça se vê em Jacó, nenhum sofrimento em Israel. O Senhor, o seu Deus, está com eles; o brado de aclamação do Rei está no meio deles.

22 Deus os está trazendo do Egito; eles têm a força do boi selvagem.

23 Não há magia que possa contra Jacó, nem encantamento contra Israel. Agora se dirá de Jacó e de Israel: “Vejam o que Deus tem feito!”

24 O povo se levanta como leoa; levanta-se como o leão, que não se deita até que devore a sua presa e beba o sangue das suas vítimas.

25 Balaque disse então a Balaão: “Não os amaldiçoe nem os abençoe!”

26 Balaão respondeu: “Não lhe disse que devo fazer tudo o que o Senhor disser?”

27 Balaque disse a Balaão: “Venha, deixe-me levá-lo a outro lugar. Talvez Deus se agrade que dali você os amaldiçoe para mim”.

28 E Balaque levou Balaão para o topo do Peor, de onde se vê o deserto de Jesimom.

29 Balaão disse a Balaque: “Edifique-me aqui sete altares e prepare-me sete novilhos e sete carneiros”.

30 Balaque fez o que Balaão disse, e ofereceu um novilho e um carneiro em cada altar.

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