O texto original de Provérbios 18 é difícil, e tem sido interpretado de várias maneiras. Alguns entendem que se trata de uma repreensão a uma singularidade fingida.

Quando os homens se orgulham de se separar dos sentimentos e da sociedade dos outros, contradizendo tudo o que foi dito diante deles, e promovendo novas noções de sua própria mente, às quais, ainda que muito absurdas, eles aderiram, isto visa gratificar um desejo ou luxúria de vanglória, e eles buscam e se envolvem com aquilo que não lhes diz respeito.

Busca seu próprio desejo aquele que se separa, e se envolve com todos os assuntos, e pretende julgar os assuntos de todos os homens. É ressentido e arrogante.

Em geral, essas pessoas são obstinadas e arrogantes, e assim se tornam ridículas, e perturbam os outros. Algumas traduções parecem interpretar como um incentivo à diligência, na busca da sabedoria.

Se nós quisermos obter conhecimento ou graça, devemos desejá-lo, como aquilo de que precisamos, e que será muito benéfico para nós (1 Coríntios 12.31).

Nós devemos nos separar de todas aquelas coisas que nos desviam ou retardam na busca, e nos afastam do ruído das futilidades deste mundo, e então buscar e nos envolver com todos os meios e as instruções da sabedoria.

Estar dispostos a nos esforçar e tentar todos os métodos para nos aprimorar, estar familiarizados com várias opiniões, para que possamos provar todas as coisas e nos apegar ao que é bom. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Provérbios 18:

Provérbios 18.1 – 3: A sabedoria e a tolice

Provérbios 18.4 – 8: A linguagem da tolice

Provérbios 18.9 – 13: A tolice e a soberba reveladas

Provérbios 18.14 – 24: Declarações de sabedoria 

 

Provérbios 18.1 – 3: A sabedoria e a tolice

1 Quem se isola busca interesses egoístas e se rebela contra a sensatez.

2 O tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos.

3 Com a impiedade vem o desprezo, e com a desonra vem a vergonha.

Provérbios 18.4 – 8: A linguagem da tolice

4 As palavras do homem são águas profundas, mas a fonte da sabedoria é um ribeiro que transborda.

5 Não é bom favorecer os ímpios para privar da justiça o justo.

6 As palavras do tolo provocam briga, e a sua conversa atrai açoites.

7 A conversa do tolo é a sua desgraça, e seus lábios são uma armadilha para a sua alma.

8 As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem até o íntimo do homem.

Provérbios 18.9 – 13: A tolice e a soberba reveladas

9 Quem relaxa em seu trabalho é irmão do que o destrói.

10 O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e estão seguros.

11 A riqueza dos ricos é a sua cidade fortificada, eles a imaginam como um muro que é impossível escalar.

12 Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a humildade antecede a honra.

13 Quem responde antes de ouvir comete insensatez e passa vergonha.

Provérbios 18.14 – 24: Declarações de sabedoria

14 O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimido, quem o levantará?

15 O coração do que tem discernimento adquire conhecimento; os ouvidos dos sábios saem à sua procura.

16 O presente abre o caminho para aquele que o entrega e o conduz à presença dos grandes.

17 O primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão, até que outro venha à frente e o questione.

18 Lançar sortes resolve contendas e decide questões entre poderosos.

19 Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela.

20 Do fruto da boca enche-se o estômago do homem; o produto dos lábios o satisfaz.

21 A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto.

22 Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor.

23 O pobre implora misericórdia, mas o rico responde com aspereza.

24 Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão.

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