Provérbios 20 Estudo: Conclusões da Sabedoria

O vinho e a cerveja são personificados como pessoas de caráter degradante: um escarnecedor (cf. 19: 25,29) e outro briguento (Provérbios 20:1). A ideia é que o vinho zomba daquele que bebe e a cerveja o torna agressivo.

Yayin, a palavra mais comum para o vinho, geralmente se referia ao suco de uva fermentado, mas às vezes não era fermentado. A cerveja (šēḵār, traduzida como “bebida forte” na KJV) se referia a bebidas feitas de cevada, tâmaras ou romãs.

Era inebriante (Isaías 28:7) e foi proibido para os sacerdotes (Lev. 10: 9), os nazireus (Nm 6: 1-3) e outros (Isaías 5:11). Bebidas intoxicantes podem desencaminhar as pessoas, levando-as a fazer coisas tolas. Outras passagens em Provérbios que condenam a embriaguez são 23:20–21, 29–35; 31:4–5.

A ira do rei (cf. 14:35; 16:14) é como o rugido de um leão (cf. 19:12; 28:15). É perigoso irritar um governante porque ele tem o poder de tirar a vida de um criminoso. De fato, deixar qualquer pessoa com raiva pode causar problemas. (1)

Esboço de Provérbios 20:

20.1 – 10: Conclusões da sabedoria 1

20.11 – 20: Conclusões da sabedoria 2

20.21 – 30: Conclusões da sabedoria 3 

Provérbios 20.1 – 10: Conclusões da sabedoria 1

1 O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles.

2 O medo que o rei provoca é como o do rugido de um leão; quem o irrita põe em risco a própria vida.

3 É uma honra dar fim a contendas, mas todos os insensatos envolvem-se nelas.

4 O preguiçoso não ara a terra na estação própria; mas na época da colheita procura, e não acha nada.

5 Os propósitos do coração do homem são águas profundas, mas quem tem discernimento os traz à tona.

6 Muitos se dizem amigos leais, mas um homem fiel, quem poderá achar?

7 O homem justo leva uma vida íntegra; como são felizes os seus filhos!

8 Quando o rei se assenta no trono para julgar, com o olhar esmiúça todo o mal.

9 Quem poderá dizer: “Purifiquei o coração; estou livre do meu pecado”?

10 Pesos adulterados e medidas falsificadas são coisas que o Senhor detesta.

Provérbios 20.11 – 20: Conclusões da sabedoria 2

11 Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se ela é pura e justa.

12 Os ouvidos que ouvem e os olhos que veem foram feitos pelo Senhor.

13 Não ame o sono, senão você acabará ficando pobre; fique desperto, e terá alimento de sobra.

14 “Não vale isso! Não vale isso!”, diz o comprador, mas, quando se vai, gaba-se do bom negócio.

15 Mesmo onde há ouro e rubis em grande quantidade, os lábios que transmitem conhecimento são uma rara preciosidade.

16 Tome-se a veste de quem serve de fiador ao estranho; sirva ela de penhor de quem dá garantia a uma mulher leviana.

17 Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca.

18 Os conselhos são importantes para quem quiser fazer planos, e quem sai à guerra precisa de orientação.

19 Quem vive contando casos não guarda segredo; por isso, evite quem fala demais.

20 Se alguém amaldiçoar seu pai ou sua mãe, a luz de sua vida se extinguirá na mais profunda escuridão.

Provérbios 20.21 – 30: Conclusões da sabedoria 3

21 A herança que se obtém com ganância no princípio, no final não será abençoada.

22 Não diga: “Eu o farei pagar pelo mal que me fez!” Espere pelo Senhor, e ele dará a vitória a você.

23 O Senhor detesta pesos adulterados, e balanças falsificadas não o agradam.

24 Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor. Como poderia alguém discernir o seu próprio caminho?

25 É uma armadilha consagrar algo precipitadamente, e só pensar nas consequências depois que se fez o voto.

26 O rei sábio abana os ímpios, e passa sobre eles a roda de debulhar.

27 O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, e vasculha cada parte do seu ser.

28 A bondade e a fidelidade preservam o rei; por sua bondade ele dá firmeza ao seu trono.

29 A beleza dos jovens está na sua força; a glória dos idosos, nos seus cabelos brancos.

30 Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser.

 

Referências:

Buzzell, S. S. (1985). Proverbs. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 948). Wheaton, IL: Victor Books.

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