Em Provérbios 23, o pecado contra o qual somos advertidos é a luxúria, a sensualidade, e a indulgência do apetite no comer e beber, um pecado que nos cerca facilmente.

Aqui ficamos sabendo quando entramos em tentação, e corremos grandes riscos de cair neste pecado: “Quando te assentares a comer com um governador”, quando tens grande abundância diante de ti, variedade e guloseimas, uma mesa como raramente vês.

Estás pronto a pensar, como Hamã, em nada além da honra que te é feita (Ester 5.12), e da oportunidade que tens de agradar o teu paladar, e te esqueces de que há uma cilada para ti.

Talvez a tentação possa ser mais forte, e mais perigosa, para alguém que não está acostumado a estas recepções, do que para alguém que sempre se assenta a uma boa mesa.

Aqui, somos orientados a dobrar a nossa vigilância nestas ocasiões. Nós devemos perceber que estamos em perigo: “Atenta bem para o que se te pôs diante”, as comidas e bebidas que estão diante de ti, para que possas escolher o que é mais seguro para ti, e que terás uma probabilidade menor de comer ou beber em excesso.

Considera a companhia que está diante de ti, o próprio governador, que, se for sábio e bom, interpretará como uma afronta que qualquer de seus convidados perca o controle à sua mesa.

E, se quando nos sentarmos para comer com um governador, devemos atentar diligentemente o que está diante de nós, para que não comamos nem bebamos nada de maneira indigna, inapropriada, para que a mesa não se torne uma cilada.

Muito mais quando nos sentarmos para comer com o Governador dos governadores, à mesa do Senhor. Devemos nos comportar com temperança e moderação: “Põe uma faca à tua garganta”, isto é. refreia-te de todos os excessos, como se houvesse uma espada sobre a tua cabeça. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Provérbios 23:

Provérbios 23.1 – 11: Cuidado com o prazer e o desejo da carne

Provérbios 23.12 – 16: Deveres dos pais

Provérbios 23.17 – 28: Conselhos dos pais

Provérbios 23.29 – 35: Advertências contra o descontrole 

 

Provérbios 23.1 – 11: Cuidado com o prazer e o desejo da carne

1 Quando você se assentar para uma refeição com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você,

2 e encoste a faca à sua própria garganta, se estiver com grande apetite.

3 Não deseje as iguarias que lhe oferece, pois podem ser enganosas.

4 Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso!

5 As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu.

6 Não aceite a refeição de um hospedeiro invejoso, nem deseje as iguarias que lhe oferece;

7 pois ele só pensa nos gastos. Ele lhe diz: “Coma e beba!”, mas não fala com sinceridade.

8 Você vomitará o pouco que comeu, e desperdiçará a sua cordialidade.

9 Não vale a pena conversar com o tolo, pois ele despreza a sabedoria do que você fala.

10 Não mude de lugar os antigos marcos de propriedade, nem invada as terras dos órfãos,

11 pois aquele que defende os direitos deles é forte. Ele lutará contra você para defendê-los.

Provérbios 23.12 – 16: Deveres dos pais

12 Dedique à disciplina o seu coração, e os seus ouvidos às palavras que dão conhecimento.

13 Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá.

14 Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura.

15 Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará.

16 Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão.

Provérbios 23.17 – 28: Conselhos dos pais

17 Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre o Senhor.

18 Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará.

19 Ouça, meu filho, e seja sábio; guie o seu coração pelo bom caminho.

20 Não ande com os que se encharcam de vinho, nem com os que se empanturram de carne.

21 Pois os bêbados e os glutões se empobrecerão, e a sonolência os vestirá de trapos.

22 Ouça o seu pai, que o gerou; não despreze sua mãe quando ela envelhecer.

23 Compre a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento.

24 O pai do justo exultará de júbilo; quem tem filho sábio nele se alegra.

25 Bom será que se alegrem seu pai e sua mãe e que exulte a mulher que o deu à luz!

26 Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em meus caminhos,

27 pois a prostituta é uma cova profunda, e a mulher pervertida é um poço estreito.

28 Como o assaltante, ela fica de tocaia, e multiplica entre os homens os infiéis.

Provérbios 23.29 – 35: Advertências contra o descontrole

29 De quem são os ais? De quem as tristezas? E as brigas, de quem são? E os ferimentos desnecessários? De quem são os olhos vermelhos?

30 Dos que se demoram bebendo vinho, dos que andam à procura de bebida misturada.

31 Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente!

32 No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora.

33 Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas.

34 Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro.

35 E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?”

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