Em Provérbios 26, vemos que é muito comum que recebam honra os tolos, que são completamente indignos dela, e inadequados para ela.

Os homens ímpios, que não têm juízo nem razão, nem graça, são, às vezes, preferidos por príncipes, e aplaudidos e aclamados pelo povo. A tolice é considerada com grande dignidade, como observou Salomão (Eclesiastes 10.6).

É muito absurdo e inconveniente, quando isto acontece. É algo tão incongruente como a neve no verão, e uma perturbação tão grande na comunidade como essa neve é, no curso da natureza e nas estações do ano.

Na verdade, é tão prejudicial como a chuva na sega, que atrapalha os trabalhadores e estraga os frutos da terra quando estão prontos para ser colhidos.

Quando os ímpios estão no poder, normalmente abusam desse poder, desencorajando a virtude e tolerando a iniquidade, por falta de sabedoria para discernir a primeira e de graça para detestar a segunda. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Provérbios 26:

Provérbios 26.1 – 9: O tratamento apropriado aos tolos

Provérbios 26.10 – 12: O comportamento dos tolos

Provérbios 26.13 – 16: A desgraça da preguiça

Provérbios 26.17 – 28: Ódio e contenda 

 

Provérbios 26.1 – 9: O tratamento apropriado aos tolos

1 Como neve no verão ou chuva na colheita, assim a honra é imprópria para o tolo.

2 Como o pardal que voa em fuga, e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição sem motivo justo não pega.

3 O chicote é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas do tolo!

4 Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele.

5 Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio.

6 Como cortar o próprio pé ou beber veneno, assim é enviar mensagem pelas mãos do tolo.

7 Como pendem inúteis as pernas do coxo, assim é o provérbio na boca do tolo.

8 Como amarrar uma pedra na atiradeira, assim é prestar honra ao insensato.

9 Como ramo de espinhos nas mãos do bêbado, assim é o provérbio na boca do insensato.

Provérbios 26.10 – 12: O comportamento dos tolos

10 Como o arqueiro que atira ao acaso, assim é quem contrata o tolo ou o primeiro que passa.

11 Como o cão volta ao seu vômito, assim o insensato repete a sua insensatez.

12 Você conhece alguém que se julga sábio? Há mais esperança para o insensato do que para ele.

Provérbios 26.13 – 16: A desgraça da preguiça

13 O preguiçoso diz: “Lá está um leão no caminho, um leão feroz rugindo nas ruas!”

14 Como a porta gira em suas dobradiças, assim o preguiçoso se revira em sua cama.

15 O preguiçoso coloca a mão no prato, mas acha difícil demais levá-la de volta à boca.

16 O preguiçoso considera-se mais sábio do que sete homens que respondem com bom senso.

Provérbios 26.17 – 28: Ódio e contenda

17 Como alguém que pega pelas orelhas um cão qualquer, assim é quem se mete em discussão alheia.

18 Como o louco que atira brasas e flechas mortais,

19 assim é o homem que engana o seu próximo e diz: “Eu estava só brincando!”

20 Sem lenha a fogueira se apaga; sem o caluniador morre a contenda.

21 O que o carvão é para as brasas e a lenha para a fogueira, o amigo de brigas é para atiçar discórdias.

22 As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem saborosos até o íntimo.

23 Como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau.

24 Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade.

25 Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois o seu coração está cheio de maldade.

26 Ele pode fingir e esconder o seu ódio, mas a sua maldade será exposta em público.

27 Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele.

28 A língua mentirosa odeia aqueles a quem fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.

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