Em Provérbios 6, vemos uma advertência contra a fiança precipitada (v.v. 1-5). Uma repreensão à preguiça (v.v. 6-11). O caráter e o destino de um homem perverso (v.v. 12-15).

Uma relação de sete coisas que Deus detesta (v.v. 16-19). Uma exortação para que tornemos a Palavra de Deus familiar a nós (v.v. 20-23). Um aviso repetido sobre as consequências perniciosas do pecado da prostituição (v.v. 24-35).

Aqui somos dissuadidos do pecado por argumentos emprestados dos nossos interesses seculares, pois ele não é somente descrito como condenação no outro mundo, mas também como empobrecimento neste. (Henry, Matthew, Comentário dos Livros Poéticos)

Esboço de Provérbios 6:

Provérbios 6.1 – 5: Advertência contra a fiança

Provérbios 6.6 – 11: A preguiça é reprovada

Provérbios 6.12 – 19: Sete práticas que Deus abomina

Provérbios 6.20 – 23: Os mandamentos são lâmpadas

Provérbios 6.24 – 35: O perigo da mulher leviana 

 

Provérbios 6.1 – 5: Advertência contra a fiança

1 Meu filho, se você serviu de fiador do seu próximo, se, com um aperto de mãos, empenhou-se por um estranho

2 e caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou.

3 Então, meu filho, uma vez que você caiu nas mãos do seu próximo, vá e humilhe-se; insista, incomode o seu próximo!

4 Não se entregue ao sono, não procure descansar.

5 Livre-se como a gazela se livra do caçador, como a ave do laço que a pode prender.

Provérbios 6.6 – 11: A preguiça é reprovada

6 Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio!

7 Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante,

8 e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.

9 Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono?

10 Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar,

11 a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobrevirá como um homem armado.

Provérbios 6.12 – 19: Sete práticas que Deus abomina

12 O perverso não tem caráter. Anda de um lado para o outro dizendo coisas maldosas;

13 pisca o olho, arrasta os pés e faz sinais com os dedos;

14 tem no coração o propósito de enganar; planeja sempre o mal e semeia discórdia.

15 Por isso a desgraça se abaterá repentinamente sobre ele; de um golpe será destruído, irremediavelmente.

16 Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta:

17 olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,

18 coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal,

19 a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos.

Provérbios 6.20 – 23: Os mandamentos são lâmpadas

20 Meu filho, obedeça aos mandamentos de seu pai e não abandone o ensino de sua mãe.

21 Amarre-os sempre junto ao coração; ate-os ao redor do pescoço.

22 Quando você andar, eles o guiarão; quando dormir, o estarão protegendo; quando acordar, falarão com você.

23 Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida;

Provérbios 6.24 – 35: O perigo da mulher leviana

24 eles o protegerão da mulher imoral, e dos falsos elogios da mulher leviana.

25 Não cobice em seu coração a sua beleza nem se deixe seduzir por seus olhares,

26 pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas.

27 Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa?

28 Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés?

29 Assim acontece com quem se deita com mulher alheia; ninguém que a toque ficará sem castigo.

30 O ladrão não é desprezado se, faminto, rouba para matar a fome.

31 Contudo, se for pego, deverá pagar sete vezes o que roubou, embora isso lhe custe tudo o que tem em casa.

32 Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói.

33 Sofrerá ferimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará,

34 pois o ciúme desperta a fúria do marido, que não terá misericórdia quando se vingar.

35 Não aceitará nenhuma compensação; os melhores presentes não o acalmarão.

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