Provérbios - Bíblia de Estudo Online

Em Provérbios 7 o sábio começa nos aconselhando a fazer da sabedoria, algo precioso em nossas vidas. Ele nos aconselha a guarda-la como a um tesouro.

Utilizando a proteção “automática” da pálpebra que protege o olho contra o contato, ele diz que da mesma forma devemos guardar a sabedoria: como “a menina dos nossos olhos”.

Ele continua nesse raciocínio e nos estimula a tratá-la como nossa irmã, isto é como alguém próximo a quem amamos.

Quanto mais cedo enxergarmos a vida como uma semeadura e as nossas escolhas como as sementes, entenderemos a urgência do convite da sabedoria.

Ela nos preservará de muitas dores e angústias. Nos livrará de muitas ciladas e perigos, como por exemplo os da impureza sexual.

Aqui, ele utiliza mais uma vez, o exemplo da mulher lasciva, prostituta. Que convida a todo instante para relações sexuais ilícitas.

O sábio encerra nos aconselhando a ficar longe dela. A não andar perdidos em seus caminhos, nem ceder ao seus convites. Os que a seguem, estão indo para a morte. Sua cama é comparada a sepultura.

Famílias, casamentos, relacionamentos de pais com filhos, enfim. A relação sexual fora do casamento é algo extremamente destrutivo.

Esboço de Provérbios 7:

7.1 – 5: Apegue-se a Sabedoria

7.6 – 23: O perfil da mulher adúltera

7.24 – 27: A morte é a consequência

 

Provérbios 7.1 – 5: Apegue-se a Sabedoria

1 Meu filho, obedeça às minhas palavras e no íntimo guarde os meus mandamentos.

2 Obedeça aos meus mandamentos, e você terá vida; guarde os meus ensinos como a menina dos seus olhos.

3 Amarre-os aos dedos; escreva-os na tábua do seu coração.

4 Diga à sabedoria: “Você é minha irmã”, e chame ao entendimento seu parente;

5 eles o manterão afastado da mulher imoral, da mulher leviana com suas palavras sedutoras.

Provérbios 7.6 – 23: O perfil da mulher adúltera

6 Da janela de minha casa olhei através da grade

7 e vi entre os inexperientes, no meio dos jovens, um rapaz sem juízo.

8 Ele vinha pela rua, próximo à esquina de certa mulher, andando em direção à casa dela.

9 Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão.

10 A mulher veio então ao seu encontro, vestida como prostituta, cheia de astúcia no coração.

11 (Ela é espalhafatosa e provocadora, seus pés nunca param em casa;

12 uma hora na rua, outra nas praças, em cada esquina fica à espreita. )

13 Ela agarrou o rapaz, beijou-o e lhe disse descaradamente:

14 Tenho em casa a carne dos sacrifícios de comunhão, que hoje fiz para cumprir os meus votos.

15 Por isso saí para encontrá-lo; vim à sua procura e o encontrei!

16 Estendi sobre o meu leito cobertas de linho fino do Egito.

17 Perfumei a minha cama com mirra, aloés e canela.

18 Venha, vamos embriagar-nos de carícias até o amanhecer; gozemos as delícias do amor!

19 Pois o meu marido não está em casa; partiu para uma longa viagem.

20 Levou uma bolsa cheia de prata e não voltará antes da lua che­ia.

21 Com a sedução das palavras o persuadiu, e o atraiu com o dulçor dos lábios.

22 Imediatamente ele a seguiu como o boi levado ao matadouro, ou como o cervo que vai cair no laço

23 até que uma flecha lhe atravesse o fígado, ou como o pássaro que salta para dentro do alçapão, sem saber que isso lhe custará a vida.

Provérbios 7.24 – 27: A morte é a consequência

24 Então, meu filho, ouça-me; dê atenção às minhas palavras.

25 Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas.

26 Muitas foram as suas vítimas; os que matou são uma grande multidão.

27 A casa dela é um caminho que desce para a sepultura, para as moradas da morte.

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