Provérbios 8 Estudo: O Convite da Sabedoria

O convite público da sabedoria começa com duas perguntas retóricas (Provérbios 8:1). A adúltera saiu pelas ruas (7:8-12) para seduzir o jovem. Mas a sabedoria, como uma mulher virtuosa, é vista nas ruas oferecendo seus serviços a todos os que as receberem (ver seu chamado em voz alta em 1:20-22).

A falta de virtude que caracteriza a adúltera é contrastada com os atributos da sabedoria. Enquanto os caminhos da sedutora são secretos e enganosos, os caminhos da sabedoria são abertos e honestos. Aquele que sucumbe à adúltera encontra a vergonha e a morte, mas os seguidores da sabedoria adquirem prudência para uma vida sábia.

O convite da sabedoria é feito onde ela pode ser ouvida e onde as pessoas atravessam: colinas, o caminho, interseções, os portões (onde os processos judiciais foram ouvidos e os negócios foram conduzidos) e as entradas (Provérbios 8:2–3).

Nos versículos 4–31 a sabedoria (eu) fala. Ela convida toda a humanidade; a sabedoria está disponível para qualquer um (8:4–5). Mas especificamente ela chama ao simples (peṯî; 1:4) e aos tolos (kesîl; 1:22) – os mais necessitados dela e mais propensos a ignorar seu convite.

Tanto a adúltera como a sabedoria apelam para os ingênuos. A sabedoria exorta o simples a obter prudência (‘ormâh; ver 1:4; 8:12), uma sensatez em sua abordagem da vida, e inteligência no bom sentido. E os tolos são instados a obter entendimento (cf. 1: 2, 6), conhecimento ou discernimento profundo. (1)

Esboço de Provérbios 8:

8.1 – 11: O convite da Sabedoria

8.12 – 21: O perfil da Sabedoria

8.22 – 31: Sabedoria Eterna e Divina

8.32 – 36: Encontro com a vida

Provérbios 8.1 – 11: O convite da Sabedoria

1 A sabedoria está clamando, o discernimento ergue a sua voz;

2 nos lugares altos, junto ao caminho, nos cruzamentos ela se coloca;

3 ao lado das portas, à entrada da cidade, portas adentro, ela clama em alta voz:

4 A vocês, homens, eu clamo; a todos levanto a minha voz.

5 Vocês, inexperientes, adquiram a prudência; e vocês, tolos, tenham bom senso.

6 Ouçam, pois tenho coisas importantes para dizer; os meus lábios falarão do que é certo.

7 Minha boca fala a verdade, pois a maldade causa repulsa aos meus lábios.

8 Todas as minhas palavras são justas; nenhuma delas é distorcida ou perversa.

9 Para os que têm discernimento, são todas claras, e retas para os que têm conhecimento.

10 Prefiram a minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro,

11 pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela.

Provérbios 8.12 – 21: O perfil da Sabedoria

12 Eu, a sabedoria, moro com a prudência, e tenho o conhecimento que vem do bom senso.

13 Temer o Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso.

14 Meu é o conselho sensato; a mim pertencem o entendimento e o poder.

15 Por meu intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça;

16 também por meu intermédio governam os nobres, todos os juízes da terra.

17 Amo os que me amam, e quem me procura me encontra.

18 Comigo estão riquezas e honra, prosperidade e justiça duradouras.

19 Meu fruto é melhor do que o ouro, do que o ouro puro; o que ofereço é superior à prata escolhida.

20 Ando pelo caminho da retidão, pelas veredas da justiça,

21 concedendo riqueza aos que me amam e enchendo os seus tesouros.

Provérbios 8.22 – 31: Sabedoria Eterna e Divina

22 O Senhor me criou como o princípio de seu caminho, antes das suas obras mais antigas;

23 fui formada desde a eternidade, desde o princípio, antes de existir a terra.

24 Nasci quando ainda não havia abismos, quando não existiam fontes de águas;

25 antes de serem estabelecidos os montes e de existirem colinas eu nasci.

26 Ele ainda não havia feito a terra, nem os campos, nem o pó com o qual formou o mundo.

27 Quando ele estabeleceu os céus, lá estava eu; quando traçou o horizonte sobre a superfície do abismo,

28 quando colocou as nuvens em cima e estabeleceu as fontes do abismo,

29 quando determinou as fronteiras do mar para que as águas não violassem a sua ordem, quando marcou os limites dos alicerces da terra,

30 eu estava ao seu lado, e era o seu arquiteto; dia a dia eu era o seu prazer e me alegrava continuamente com a sua presença.

31 Eu me alegrava com o mundo que ele criou, e a humanidade me dava alegria.

Provérbios 8.32 – 36: Encontro com a vida

32 Ouçam-me agora, meus filhos: Como são felizes os que guardam os meus caminhos!

33 Ouçam a minha instrução, e serão sábios. Não a desprezem.

34 Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa.

35 Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor.

36 Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte.

 

Referências:

Buzzell, S. S. (1985). Proverbs. In J. F. Walvoord & R. B. Zuck (Orgs.), The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 921). Wheaton, IL: Victor Books.

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