Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Romanos 10 Estudo: A Fé Vem Pelo Ouvir

Em Romanos 10, Paulo fala mais uma vez sobre o seu amor pelos israelitas e como ele deseja que Deus os salve. Ele destaca que o zelo e a prática da justiça deles não provêm do conhecimento.

Em seguida, ele revela que todo aquele que “confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo”.

O caminho para a salvação passa obrigatoriamente pela pessoa de Jesus, não existe outro.

Mas como essa fé é gerada nas pessoas?

Através do “ouvir” a Verdade Sagrada. Obviamente que em nossos dias as formas de comunicação são mais diversas que nos dias de Paulo, em que a principal forma de comunicar a mensagem era por meio do discurso.

Hoje com a tecnologia e o avanço o “ouvir” a Palavra de Deus pode ser feita de várias maneiras, o importante é que as pessoas recebam a mensagem (Ver Romanos 9 Estudo).

 

Esboço de Romanos 10:

Romanos 10.1 – 7:  O zelo dos judeus não vêm do conhecimento

Romanos 10.8 – 13: Quem invocar o nome do Senhor será salvo

Romanos 10.14 – 17: A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus

Romanos 10.18 – 21: Como Israel recebeu a mensagem

 

Justiça da Lei e a Justiça da Fé

O objetivo do apóstolo nessa parte é mostrar a grande diferença entre a justiça da lei e a justiça da fé, e a grande preeminência da justiça da fé sobre a da lei.

Para que ele pudesse induzir e persuadir os judeus a crer em Cristo, agravar a tolice e o pecado daqueles que recusavam, e justificar a Deus na rejeição desses que o rejeitam.

Aqui Paulo professa sua grande afeição pelos judeus, e dá o motivo (w. 1,2), onde ele lhes deseja o bem e lhes dá um bom testemunho.

Ele lhes deseja o bem (Romanos 10.1)

O desejo de Paulo é que eles sejam salvos – salvos da ruína e da destruição temporais que estavam caindo sobre eles.

Salvos da ira vindoura, da ira eterna que pairava sobre as suas cabeças. E implicado nesse desejo que eles podem ser convencidos e convertidos.

Na verdade ele não podia orar para que eles fossem salvos enquanto eram incrédulos. Mesmo que Paulo pregasse contra eles, ainda orava por eles.

Aqui ele estava cheio de misericórdia, como Deus está, “…não querendo que alguns se percam” (2 Pedro 3.9), Ele não deseja a morte de pecadores.

E nosso dever é desejar verdadeira e seriamente a salvação das almas de outros, junto com a salvação da nossa própria.

Isso, ele diz, era “…o bom desejo do meu coração e a oração a Deus…”, o que sugere: a força e a sinceridade de seu desejo.

Era o desejo do seu coração; não era um cumprimento formal, como é o caso dos votos de muitos, da boca para fora, mas um desejo real. Isso ele era antes de ser sua oração.

A alma da oração é o desejo do coração. Desejos frios não fazem mais que mendigar negações; nós devemos ir até a expiração de nossas almas em cada oração.

O oferecimento desse desejo a Deus. Não era apenas o desejo de seu coração, mas era a sua oração.

Pode haver desejos no coração, e, todavia, nenhuma oração, a menos que aqueles desejos sejam apresentados a Deus. Orar não é apenas desejar e querer.

Um bom testemunho, como um motivo de seu bom desejo…

“Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus” (v. 2). Os judeus incrédulos eram os mais amargos inimigos que Paulo tinha no mundo, contudo, ele lhes atribui um caráter tão bom quanto podia ser verdade.

Nós devemos dizer o melhor que pudermos até de nossos piores inimigos; isso é abençoar aqueles que nos amaldiçoam.

A caridade nos ensina a ter a melhor opinião das pessoas, e dar a melhor interpretação possível das palavras e ações.

Devemos notar aquilo que é elogiável até nas piores pessoas. Eles “…têm zelo de Deus”. A oposição que faziam ao evangelho partia de um princípio de respeito à lei, a qual eles sabiam ter vindo de Deus.

Existe como que um zelo cego e desorientado: tal era o zelo dos judeus que, embora odiassem o povo e os ministros de Cristo, e os expulsassem, diziam:

“…o Senhor seja glorificado” (Isaías 66.5); mais ainda, eles os matavam e pensavam estar fazendo um bom serviço a Deus (Jo 16.2).

Aqui ele mostra o erro fatal de que judeus incrédulos eram culpados, o que ocasionou a sua ruína.

O zelo que tinham não era “…com entendimento”.

É verdade que Deus lhes dera aquela lei pela qual eram tão zelosos; mas eles deviam saber que ela chegou ao fim com a vinda do Messias prometido.

Ele deu início a uma nova religião e um novo modo de adorar, o que era antigo cedeu lugar. Ele provou ser o Filho de Deus, deu as evidências mais convincentes que podia haver de que era o Messias.

Porém, eles não conheceram nem o reconheceriam, fecharam os olhos para a clara luz, de maneira que o seu zelo pela lei era cego. Ele mostra isso mais adiante, no versículo 3, onde podemos observar.

A Natureza de Sua Incredulidade

Eles “…não se sujeitaram à justiça de Deus”, isto é, eles não se sujeitaram aos termos do evangelho, nem aceitaram a oferta da justificação pela fé em Cristo que é feita no evangelho.

A incredulidade é a insubmissão à justiça de Deus, resistindo à proclamação do evangelho de reparação. “…não se sujeitaram…”.

Na verdadeira fé, existe a necessidade de muita submissão; portanto, a primeira lição que Cristo ensina é negar-se a si mesmo.

É muita condescendência para um coração orgulhoso contentar-se em ser devedor à livre graça. Somos avessos a implorar como indigentes.

As Causas de Sua Incredulidade

Ignorância da justiça de Deus. Eles não compreenderam, não creram e não consideraram a perfeita justiça de Deus em odiar e punir o pecado e exigir reparação não consideraram que necessidade temos de uma justiça com a qual comparecer diante dele.

Se eles tivessem feito isso, nunca teriam resistido à oferta do evangelho, nem esperado justificação por suas próprias obras, como se pudessem satisfazer a justiça de Deus.

Ou, eram ignorantes a respeito do modo de justificação de Deus, o qual Ele agora ordenou e revelou por Jesus Cristo.

Eles não o conheceram porque não o queriam; eles fecharam seus olhos para não descobrirem isso e amaram mais as trevas.

Uma opinião orgulhosa de sua própria justiça:

“…procurando estabelecer a sua própria…” – uma justiça de sua própria criação, e de sua própria realização, pelo mérito de suas obras e pela observância da lei cerimonial.

Eles pensavam que não precisavam ser devedores do mérito de Cristo, e, portanto, dependiam de seu próprio desempenho como suficiente para produzir uma justiça que apresentar diante de Deus.

Eles não podiam negar com Paulo uma dependência disso: “…não tendo a minha justiça…” (Filipenses 3.9). Veja um exemplo desse orgulho no fariseu em Lucas 18.10,11 (compare com o v. 14).

Aqui ele mostra a tolice do erro deles e como era irracional que buscassem justificação pelas obras da lei, agora que Cristo tinha vindo, e tinha trazido uma justiça eterna. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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