Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Romanos 11 Estudo: Deus Não Rejeitou Israel

Em Romanos 11, Paulo tenta explicar como Deus administra agora em Cristo a relação entre os israelitas e os gentios. É claramente um texto complexo. Entendê-lo demanda muita oração, atenção e conhecimento bíblico.

Em resumo, Paulo mostra que Deus não rejeitou a Israel no entanto o erro deles é aproveitado por Deus para nos inserir na promessa da videira natural, isto é, Israel.

Ele continua e nos adverte a considerar a bondade e a severidade do nosso Deus, ora se ele não poupou os ramos naturais quanto mais a nós que fomos enxertados, adverte o apóstolo (Ver Romanos 10 Estudo).

 

Esboço de Romanos 11:

Romanos 11.1 – 4: Deus não rejeitou Israel

Romanos 11.5 – 12: O erro de Israel e a riqueza para o mundo

Romanos 11.13 – 18: A rejeição de Israel e a reconciliação com o mundo

Romanos 11.19 – 24: A bondade e a severidade de Deus

Romanos 11.25 – 32: A plenitude dos tempos para os gentios

Romanos 11.33 – 36: A profundidade da sabedoria de Deus

 

Como a Conversão dos Judeus é Descrita Aqui?

Embora no presente eles sejam recusados, a rejeição não é definitiva; mas, quando chegar a plenitude dos tempos, serão novamente aceitos.

Eles não estão rejeitados para sempre, mas a misericórdia é lembrada no meio da ira. Observemos:

É chamada de sua plenitude (Romanos 11.12), isto é, a adesão deles à igreja, de eles ocuparem novamente aquele lugar que ficou vago por causa de sua rejeição.

Isso será o enriquecimento do mundo (isto é, da igreja no mundo) com muita luz, força e beleza.

É a chamada de admissão deles. A conversão de uma alma é a admissão dessa alma, assim é a conversão de uma nação.

Eles serão recebidos no favor, na igreja, no amor de Cristo, cujos braços estão estendidos para receber todos aqueles que querem vir a Ele.

E isso será como “…a vida dentre os mortos”, tão estranha e surpreendente, porém, tão bem-vinda e aceitável.

A conversão dos judeus trará grande alegria à igreja. Veja Lucas 15.32: Ele “…estava morto e reviveu; por isso, era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos”.

Ela é comparada a um novo enxerto (Romanos12.23) na igreja, da qual eles tinham sido cortados.

Aquilo que é enxertado recebe seiva e energia da raiz, dessa maneira, uma alma que está verdadeiramente enxertada na igreja recebe vida, força e graça de Cristo, a raiz vivificante.

Eles serão enxertados “…na sua própria oliveira” (Romanos 12.24).

Isto é, na igreja da qual eles tinham sido anteriormente os membros mais eminentes e distintos.

Para recuperarem aqueles privilégios de serem membros da igreja visível, privilégios dos quais eles tinham por tanto tempo gozado, embora agora tenham pecado e perdido o direito por causa da sua incredulidade.

Ela é chamada de salvação de Israel (Romanos 12.26).

A verdadeira conversão pode ser chamada apropriadamente de salvação, é a salvação iniciada (ver Atos 2.47).

A adesão deles à igreja é a salvação deles, no tempo presente. Quando a conversão acontece, a obra da salvação acontece.

Em que essa conversão está fundamentada e que razão temos para esperá-la?

Por causa da santidade das primícias e da raiz (Romanos 11.16). Alguns entendem por primícias aqueles judeus que já haviam sido convertidos à fé em Cristo e recebidos na igreja, que eram como as primícias dedicadas a Deus, como garantia de uma colheita mais rica e santificada.

Um bom começo promete um bom final. Por que não podemos supor que outros possam receber a salvação assim como aqueles que já foram trazidos?

Outros entendem que “primícias” significa a mesma coisa que “raiz”, a saber, os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, de quem descendem os judeus, e a quem a aliança foi confiada como os primeiros depositários.

E assim, eles eram a raiz dos judeus, não apenas como um povo, mas como uma igreja.

Ora, se eles eram santos, o que não significa uma santidade inerente, mas muito mais uma santidade coletiva – se eles estivessem na igreja e na aliança.

Então temos motivos para concluir que Deus tem uma bondade com o todo – a totalidade daquele povo, e com os ramos – os membros individuais do povo.

Os judeus são, em certo sentido, uma nação santa (Êxodo 19.6), sendo descendentes de pais santos.

Ora, não se pode imaginar que tal nação santa possa ser total e definitivamente rejeitada.

Isso prova que a semente de crentes, como tal, está dentro dos limites da igreja visível, e dentro do âmbito da aliança, até que eles, por causa de sua incredulidade, se excluam, pois, “…se a raiz é santa, também os ramos o são”.

Mesmo que as verdadeiras qualificações não sejam propagadas, os privilégios correspondentes são. Mesmo que um sábio não gere um sábio, um homem livre gera um homem livre.

Embora a graça não esteja no sangue, os privilégios externos estão (até que sejam perdidos), por até mil gerações.

Olhe como eles o contestarão em qualquer tempo, de modo que os vínculos da herança sejam abolidos, pela expulsão da semente dos fiéis da igreja, e assim não permitindo que a bênção de Abraão chegue aos gentios.

Os ramos judeus são considerados santos porque a raiz era.

Isso está mais claramente expresso no versículo 28: eles são “…amados por causa dos pais”.

Os primeiros fundamentos de seu Estado judaico foram lançados com base nesse amor aos pais: “Porque amava teus pais, e escolhera a tua semente depois deles” (Dt 4.37).

E o mesmo amor ia reviver seus privilégios, pois até a antiga bondade é recordada; eles são “…amados por causa dos pais”. E o habitual método da graça de Deus.

A bondade para com os filhos por causa dos pais é por essa razão chamada de “…beneficência de Deus” (2 Samuel 9.3,7).

Embora sejam inimigos do evangelho (a saber, na presente dispensação dele), “…por causa de vós”, isto é, por causa dos gentios, contra quem eles nutrem tanta antipatia, quando chegar o tempo de Deus, isso irá passar, e o amor de Deus aos seus pais será lembrado.

Apontamento da Promessa: Levítico 26.42

A iniquidade dos pais é visitada só até a terceira e quarta gerações, mas há misericórdia reservada para milhares de gerações.

Muitos se saem bem por causa de seus pais piedosos. E com base nisso que a igreja é chamada de oliveira deles.

Por longo tempo tem sido a própria prerrogativa deles, que é algum encorajamento para nós esperarmos que possa haver lugar para eles novamente, por causa da antiga familiaridade.

Que o que foi possa ser novamente. Embora as pessoas e as gerações se percam na descrença, ainda existe uma filiação de caráter nacional à igreja, embora suspensa no presente, podemos esperar que seja restaurada no futuro.(Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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