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Romanos 13 Estudo: O Amor é o Cumprimento da Lei

Em Romanos 13, Paulo aborda um tema delicado: a sujeição as autoridades. Os cristãos de seus dias viviam sob a opressão do império. Muitos deles eram mortos, torturados ou lançados aos leões nas arenas para divertir as multidões.

O ensino de Paulo utiliza o exemplo de Jesus Cristo que se sujeitou mesmo sofrendo a injustiça, confiando sua alma a Deus que o podia livrar.

Após isso ele mostra que o amor é o caminho para agradar a Deus e cumprir a Lei, o amor é o cumprimento da Lei (Ver Romanos 12 Estudo).

 

Esboço de Romanos 13:

Romanos 13.1 – 6: Sujeição as autoridades

Romanos 13.7 – 10: O amor é o cumprimento da Lei

Romanos 13.11 – 14: A salvação está próxima

 

Sobre a Justiça

“Portanto, dai a cada um o que deveis” (v. 7), especialmente aos magistrados, pois isso se refere ao que foi dito anteriormente; e igualmente a todos com quem tivermos de lidar.

Ser justo significa dar a todos o que lhes é devido, dar a cada um o que lhe é de direito.

O que temos, temos como administradores; outros têm participação nisso e devem receber o que lhes é devido.

Dê a Deus o que lhe for devido em primeiro lugar, depois a vocês mesmos, a suas famílias, seus parentes, à comunidade, à igreja, aos pobres, àqueles com quem vocês lidam ao comprar, vender, trocar etc.

Dê a todos o que lhe for devido, e isso pronta e alegremente, não se demorando até que você seja obrigado a fazê-lo por força da lei”.

Ele especifica: Os impostos devidos: “…a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto”.

A maioria dos países onde o evangelho foi primeiramente pregado estava, naquele tempo, sujeita ao jugo romano e transformada em províncias do império.

Ele escreveu isso aos romanos, que, tanto quanto eram ricos, estavam esgotados por causa das taxas e impostos, para insistir que pagassem os impostos de forma justa e honesta.

Alguns fazem distinção entre tributo e imposto, entendendo o primeiro como se referindo a taxas regulares, e o último, àquelas que são exigidas ocasionalmente, sendo que ambas devem ser pagas conscienciosa e fielmente quando elas se tornam legalmente devidas.

Nosso Senhor nasceu quando sua mãe foi a Belém para ser taxada; e ele ordenou o pagamento de tributo a César.

Muitos, que parecem justos em outras coisas, não têm consciência disso, mas passam uma falsa máxima, de que não é nenhum pecado enganar o rei, o que é diretamente contrário à regra de Paulo: a quem tributo, tributo.

O respeito devido: “…a quem temor, temor; a quem honra, honra”.

Isso resume a obrigação que devemos, não apenas aos magistrados, mas também a todos os superiores, pais, senhores, a todos os que estão acima de nós no Senhor, de acordo com o quinto mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”.

Compare com Levítico 19.3: “Cada um temerá a sua mãe e a seu pai”, não com temor de assombro, mas um temor obediente, respeitoso, reverente e amoroso.

Onde não houver esse respeito no coração em relação aos nossos superiores, nenhuma outra obrigação será paga corretamente.

O pagamento de dívidas devido: “A ninguém devais coisa alguma; isto é, não estendais o vosso débito com ninguém, enquanto fordes capazes de pagá-lo, além de, pelo menos, um consentimento tácito da pessoa a quem deveis.

Daí a cada um o que lhe for devido. Não gasteis convosco mesmos, muito menos ajunteis para vós o que é de outra pessoa”.

“O ímpio toma emprestado e não paga” (Salmos 37.21). Muitos que são sensíveis às dificuldades pensam pouco sobre o pecado de dever a alguém.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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