Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Romanos 14 Estudo: Tolerância nos Diversos Assuntos

Em Romanos 14, Paulo nos mostra que a comunhão entre os irmãos e a tolerância a respeito de opiniões diferentes devem ser profundamente consideradas na Igreja.

Não podemos impor o nosso ponto de vista e com isso destruir a fé do nosso irmão, precisamos aprender a lidar com as diferenças e a suportar a visão diferente em amor.

Outra advertência é contra o julgamento ao próximo. Paulo faz uma alerta sobre isso, porque cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus e não do próximo.

Muitas vezes estamos tão focados no procedimento do próximo que acabamos esquecendo de ficar atentos aos nossos passos.

Ele encerra nos falando sobre a estrutura do Reino de Deus. O Reino não gira em torno de comida, bebida, vestes, dias, etc. O Reino de Deus gira em torno da justiça, paz e alegria (Ver Romanos 13 Estudo).

 

Esboço de Romanos 14:

Romanos 14.1 – 6: A tolerância nos diversos assuntos da fé

Romanos 14.7 – 12: Cada um de nós prestará contas a Deus

Romanos 14.13 – 16: O julgamento ao próximo

Romanos 14.17 – 23: A estrutura do Reino de Deus

 

A Prática dos Rituais Judaicos

Havia uma diferença entre eles a respeito da distinção de alimentos e dias; essas são as duas coisas especificadas.

Podia haver outras ocasiões semelhantes de diferenças, embora sobre essas e que se fazia o maior barulho, e eram mais notadas.

O caso era o seguinte: Alguns membros da igreja em Roma eram originalmente gentios e outros eram judeus.

Encontramos judeus em Roma que criam (Atos 28.24). Ora, aqueles que tinham sido judeus eram instruídos na observância das ordens cerimoniais com respeito a alimentos e dias.

Isso, que tinha pertencido a sua formação, dificilmente poderia ser erradicado, mesmo depois de eles se tornarem cristãos; especialmente com alguns deles, que não se desligariam com facilidade daquilo a que estiveram ligados por tanto tempo.

Eles não estavam bem instruídos a respeito do cancelamento da lei cerimonial pela morte de Cristo, e, por essa razão, mantinham as instituições cerimoniais, e, portanto, a praticavam

Enquanto outros cristãos que se compreendiam melhor e sabiam de sua liberdade crista não faziam tal diferença.

A respeito de comer carne: “…um crê que de tudo se pode comer

Ele está bem convencido de que a distinção cerimonial entre alimentos puros e impuros já não vigora mais, mas que toda criatura de Deus é boa, e nada deve ser recusado, “…nenhuma coisa e de si mesma imunda” (v. 14).

Ele estava seguro disso, não apenas a partir do caráter e do alcance do evangelho, mas particularmente a partir da revelação que Pedro, o apostolo da circuncisão (e por isso mais diretamente preocupado com isso), teve nesse sentido (Atos 10.15,28).

Nisso o cristão forte está esclarecido, e com isso vive em conformidade, comer o que lhe for colocado e não fazer nenhuma pergunta por causa da consciência (1 Coríntios 10.27).

Por outro lado, “…outro, que e fraco”, não está convencido desse ponto, não está esclarecido em sua liberdade cristã, mas ainda inclina-se a pensar que os alimentos proibidos pela lei ainda continuam impuros.

E por isso, para manter-se longe deles, não comera nenhum tipo de carne, mas “…come legumes”, contentando-se apenas com os frutos da terra.

Veja a que graus de mortificação e abnegação uma consciência sensível se submetera. Com exceção daqueles que o experimentam, ninguém sabe como e forte o poder da consciência, que tanto restringe quanto obriga.

A Respeito dos Dias (Romanos 14.5)

Aqueles que pensavam estar ainda sob algum tipo de obrigação imposta pela lei cerimonial faziam “…diferença entre dia e dia”.

Mantinham um respeito pelos tempos da Pascoa, do Pentecostes, das luas novas e pela festa dos Tabernáculos.

Pensavam que aqueles dias fossem melhores do que os outros e os celebravam de acordo com observâncias particulares, obrigando-se a algum descanso e exercícios religiosos naqueles dias.

Aqueles que sabiam que todas essas coisas tinham sido abolidas e revogadas pela vinda de Cristo consideravam semelhantes todos os dias.

Nós devemos compreender isso com exceção do dia do Senhor, o qual todos os cristãos observavam unanimemente.

Mas eles não faziam nenhum caso, não tomavam conhecimento, daquelas festas antigas dos judeus.

Aqui o apostolo fala da distinção de alimentos e dias como coisas indiferentes, quando isso não ia além da opinião e pratica de alguns indivíduos, que tinham sido educados toda a sua vida em tais observâncias, e, portanto, eram mais desculpáveis se eles só desistissem delas com dificuldade.

Mas na epistola aos Gálatas, onde ele lida com aqueles que eram originalmente gentios, porem influenciados por alguns crentes judaizantes a não apenas crerem em tal distinção e praticá-la adequadamente.

Mas a enfatizar a sua necessidade para a salvação e a fazer da observância dos festivais judaicos algo público e congregacional, o caso era diferente, e os acusa de frustrarem o plano do evangelho, caindo da graça (Gálatas 4.9-11).

Os romanos o faziam por causa da fraqueza, os gálatas, por causa da teimosia e da maldade, e, portanto, o apóstolo lida com eles de maneira diferente.

Supõe-se que essa epístola tenha sido escrita algum tempo antes daquela dirigida aos gálatas. O apóstolo parece disposto a deixar a lei cerimonial mirrar gradualmente, e deixá-la ter um enterro honroso.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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