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Romanos 16 Estudo: Saudações aos Irmãos

Em Romanos 16, Paulo dedica tempo para enviar saudações a todos os irmãos que o ajudam ou ajudaram na pregação do Evangelho. Isso nos mostra que não importa o quão bom sejamos, precisamos de ajuda e somos melhor trabalhando em equipe.

Sempre preocupado com a comunhão da Igreja, Paulo faz um alerta sobre os que procuram causar divisões entre os irmãos, é importante que sejam tratados (Ver Romanos 15 Estudo).

 

Esboço de Romanos 16:

Romanos 16.1 – 16: Saudações aos irmãos

Romanos 16.17 – 20: Recomendações contra os que causam divisão

Romanos 16.21 – 27: Saudações finais

 

A Importância de Febe 

Aqui temos a recomendação de uma amiga, pela qual (pensam alguns) essa epístola foi enviada – uma mulher chamada “Febe” (Romanos 16.1,2).

Parece que ela era uma pessoa de alta posição social e de posses, que tinha negócios que exigiam sua presença em Roma, onde ela era uma estrangeira; e, por essa razão, Paulo a recomenda ao conhecimento dos cristãos de lá.

Representando uma expressão de sua verdadeira amizade com ela. Paulo era tão habilidoso na arte de ser prestativo quanto a maioria dos homens.

A fé crista, recebida correta e sinceramente, nunca fez de nenhum homem um incivilizado. Cortesia e cristianismo combinam muito bem. Não e com lisonja, mas com sinceridade.

Como uma irmã para Paulo: “Febe, nossa irmã”, não segundo a carne, mas segundo a graça.

Não por afinidade ou consanguinidade, mas no puro cristianismo: sua própria irmã na fé em Cristo, amando Paulo e sendo amada por ele, com amor espiritual, casto e puro, como uma irmã.

Pois não há mais homem nem mulher, mas todos são um em Cristo Jesus (Gálatas 3.28). Tanto Cristo como os seus apóstolos tinham alguns de seus melhores amigos entre as devotas (e nesse aspecto honradas) mulheres.

Como alguém que “…serve na igreja que está em Cencreia”, que ocupava o oficio de serva, uma serva declarada, não para pregar a palavra (o que era proibido as mulheres), mas para as atividades de caridade e hospitalidade.

Alguns pensam que ela era uma das viúvas que ministravam aos doentes e foi inscrita na igreja (1 Timóteo 5.9).

Mas aquelas eram idosas e pobres, ao passo que Febe parece ter sido uma pessoa de alguma posse, porém, não era nenhuma depreciação para ela servir a igreja.

A Igreja de Cencréia

Provavelmente a igreja costumava se reunir na sua casa e ela se encarregava de hospedar os ministros, principalmente os estrangeiros.

Cada um em seu lugar deve esforçar-se para servir a igreja, pois nisso ele serve a Cristo, e isso no futuro terá um bom resultado.

Cencréia era uma pequena cidade portuária adjacente a Corinto, cerca de dois quilômetros e meio de distância.

Alguns pensam que havia uma igreja ali, distinta daquela de Corinto, embora, estando tão perto, seja muito provável que a igreja de Corinto seja chamada de “…a igreja que esta em Cencreia”.

O seu local de reunião podia estar ali, considerando a grande oposição a ela na cidade (Atos 18.12), como em Filipos eles encontravam-se fora da cidade, a margem do rio (Atos 16.13).

Assim, a igreja reformada em Paris podia chamar-se a igreja em Chareton, onde ela dantes se reunia, fora da cidade.

Como alguém que “…tem hospedado a muitos”, e particularmente a Paulo (v. 2). Ela socorreu a muitos que estavam em necessidade e angustia, um bom exemplo a ser imitado por mulheres com essa habilidade.

Ela era bondosa com aqueles que precisavam de bondade, o que e sugerido pelo socorro que lhes prestava; e a sua generosidade era extensiva, ela socorria a muitos.

Observe a gratidão de Paulo ao mencionar a gentileza particular dela para com ele: “…como também a mim mesmo”. O reconhecimento de favores e o mínimo que podemos fazer para retribuir.

Foi muita honra para ela que Paulo deixasse isso registrado, pois onde quer que essa epístola é lida, a sua gentileza para com Paulo é contada para lembrança dela.

Ele a recomenda aos cuidados e a gentileza deles, como alguém digno de ser tratado com respeito especial.

“Recebei-a no Senhor. Acolhei-a; dai a ela as boas-vindas”.

Essa passagem, assinada por Paulo, não poderia senão recomendá-la a qualquer igreja crista, “…para que a recebais no Senhor”.

Isto é, “por causa do Senhor, recebei-a como uma serva e amiga de Cristo”, “…como convém aos santos” receber, os que amam a Cristo, e que, portanto, amam tudo que e dele por sua causa.

Ou “…como convém aos santos” serem recebidos, com amor, e honra e a mais terna afeição.

Às vezes, pode haver ocasião de aumentar o nosso interesse em nossos amigos, não apenas por nós mesmos, mas em favor de outros também, sendo o interesse um prêmio na mão por fazer o bem.

“…a ajudeis em qualquer coisa que de vos necessitar”.

Se ela tinha negócios comerciais, ou com a lei no tribunal, não é importante, seja como for, sendo uma mulher, uma estrangeira, uma cristã, ela tinha necessidade de ajuda, e Paulo os exorta a que a ajudem.

Convém aos cristãos que sejam uteis uns aos outros em seus problemas, principalmente com os estrangeiros. Somos membros uns dos outros e não sabemos que necessidade de ajuda nos mesmos podemos vir a ter.

Observe: Paulo recomenda ajuda para alguém que tinha ajudado a muitos, aquele que rega será, ele mesmo, regado.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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