Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Romanos 3 Estudo: Não Há Nenhum Justo Sequer

Em Romanos 3, Paulo começa falando sobre a fidelidade e a justiça de Deus. Ele afirma que elas são independentes da nossa opinião e comportamento. Na verdade, a nossa injustiça e pecado confirma a fidelidade e justiça de Deus.

A partir disso, o apóstolo mostra que não há nenhum justo. Toda a humanidade pecou e isso a torna culpada e sem nenhum mérito à glória de Deus.

Em seguida, Paulo mostra que a prática da lei não pode salvar. Justamente, nossa incapacidade de obediência irrestrita a lei torna este um caminho impossível de ser seguido.

A justiça de Deus se revelou salvadora e graciosa em Jesus Cristo. Ele sim é a propiciação perfeita dos nossos pecados. O sacrifício de Jesus na Cruz revela que Deus ama a humanidade e não apenas um povo (Ver Romanos 2 Estudo).

 

Esboço de Romanos 3:

Romanos 3.1 – 6: A fidelidade e a justiça de Deus

Romanos 3.7 – 18: Não há nenhum justo sequer

Romanos 3.19,20: A prática da lei não pode salvar

Romanos 3.21 – 26: A justiça de Deus

Romanos 3.27 – 31: Deus dos judeus e dos gentios

 

Justificação Pelas Obras da Lei

De tudo isso Paulo deduz que é inútil procurar por justificação pelas obras da lei; que ela deve ser obtida somente pela fé.

É o que ele defende, a partir do capítulo 1.17, e que ele estabelece (v. 28) como o sumário de seu discurso. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei”.

Não pelas obras da primeira lei da pura inocência, que não deixava espaço para o arrependimento, nem pelas obras da lei da natureza, por superiores que fossem.

Nem pelas obras da lei cerimonial (o sangue de touros e bodes não podiam tirar o pecado), nem pelas obras da lei moral, que certamente estão incluídas; pois ele fala daquela lei pela qual há o conhecimento do pecado e aquelas obras que podem ser questão de orgulho.

O homem, em seu estado depravado, sob o poder dessa corrupção jamais poderia, por quaisquer obras próprias, obter aceitação da parte de Deus.

Mas isso deve ser solucionado puramente na livre graça de Deus, dada através de Jesus Cristo a todos os crentes verdadeiros que a recebem como um dom gratuito.

Se jamais tivéssemos pecado, nossa obediência à lei seria nossa justiça: “Faça isso e viva”. Mas tendo pecado, e sendo corrompidos, nada que possamos fazer expiará nossa antiga culpa.

Era por sua obediência à lei moral que os fariseus esperavam justificação (Lucas 18.11). Sendo assim, há duas coisas das quais o apóstolo argumenta aqui:

  1. A culpabilidade do homem, para provar que nós não podemos ser justificados pelas obras da lei;
  2. E a glória de Deus, para provar que nós devemos ser justificados pela fé.

Ele argumenta a partir da culpabilidade do homem, para mostrar a loucura de esperar justificação pelas obras da lei.

O argumento é bastante claro: nós jamais podemos ser justificados e salvos pela lei que nós temos infringido.

Um traidor condenado jamais pode se livrar apelando para a lei, pois essa lei revela seu crime e o condena.

Na verdade, se ele jamais a infringiu, ele poderia ter sido justificado por ela; mas agora que aconteceu de ele tê-la infringido.

Então não há meio de se livrar senão apelando ao ato de imunidade, com base no qual ele se entregou e se submeteu, e humilde e penitentemente reivindica o seu benefício e se lança sobre ele.

A Culpa do Homem

Sendo assim, a respeito da culpabilidade do homem:

  1. Ele a fixa de maneira particular sobre os judeus: porque eles eram os homens que tinham seu orgulho na lei e procuravam justificação por meio dela.

Ele citou diversas passagens do Antigo Testamento para mostrar essa corrupção: Agora, ele diz (v. 19), “…tudo o que a lei diz aos que estão debaixo da lei o diz”; essa condenação pertence tanto aos judeus quanto a outros, porque está escrita em sua lei.

Os judeus se orgulhavam de estar sob a lei, e colocavam muita confiança nela: “Mas”, diz ele, “a lei te sentencia e te condena – tu sabes disso”. Para “…que toda boca esteja fechada” – para que todo orgulho possa ser silenciado.

Veja o método que Deus emprega tanto ao justificar quanto ao condenar: Ele fecha cada boca; aqueles que são justificados têm suas bocas fechadas por uma convicção humilde.

Aqueles que são condenados também têm suas bocas fechadas, porque eles no final serão sentenciados (Judas 15), e enviados calados para o inferno (Mateus 22.12). “Todos os iníquos fecham a boca” (SaImos 107.42).

  1. Ele estende isso em geral a todo o mundo: Para “…que todo o mundo seja condenável diante de Deus”. Se o mundo está no maligno (1 João 5.19), sem dúvida ele é culpado.

Seja condenável; isto é, possa ser provado culpado, passível de punição, todos por natureza sendo “…filhos da ira” (Efésios 2.3).

Todos eles devem se declarar culpados; aqueles que se baseiam em sua própria justificação certamente serão expulsos.

Culpado diante de Deus é uma palavra terrível, diante de um Deus onisciente, que não é, nem pode ser, iludido em seu julgamento – diante de um juiz justo e íntegro, que de nenhum modo inocentará o culpado.

Todos são culpados e, portanto, todos necessitam de uma justiça com a qual aparecer diante de Deus.

“Porque todos pecaram” (v. 23); todos são pecadores por natureza, pela prática, e “…destituídos estão da glória de Deus” – fracassaram naquilo que é a principal finalidade do homem. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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