Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Romanos 4 Estudo: Abraão e a Justificação Pela Fé

Em Romanos 4, Paulo começa falando sobre a justificação da fé. Ele cita o exemplo de Abraão para mostrar que a justiça de Deus se manifesta por meio da fé e isso ocorreu antes do anuncio da lei para que todos, judeus e gentios fossem justificados pela fé.

O seu argumento prossegue com o episódio entre Abraão e Isaque, aonde o patriarca se sujeitou a ordenança divina para sacrificar seu filho.

Paulo mostra que Abraão creu contra a esperança e não duvidou por incredulidade da promessa, isto porque confiava na promessa de Deus (Ver Romanos 3 Estudo).

 

Esboço de Romanos 4:

Romanos 4.1 – 8: Abraão e a justificação pela fé

Romanos 4.9 – 13: Abraão é pai dos circuncisos e dos incircuncisos

Romanos 4.14 – 17: A promessa que vem pela fé

Romanos 4.18 – 25: O exemplo da fé de Abraão

 

Justificado Pela Fé

O apóstolo Paulo destaca quando e por que Abraão foi justificado. Esse fato aconteceu antes de ele circuncidar-se e antes de a lei ser outorgada, havendo um motivo para ambos.

Sua fé lhe foi contada por justiça quando ele ainda era incircunciso (Gênesis 15.6) e ele só foi circuncidado no capítulo 17.

É dito claramente de Abraão que ele foi justificado pela fé quatorze anos, e alguns dizem vinte e cinco anos, antes de haver sido circuncidado.

Então, o apóstolo dá atenção a isso ao responder à pergunta (v. 9): “Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente ou também sobre a incircuncisão?”.

Abraão foi perdoado e aceito quando incircunciso, uma situação que tanto podia acabar com o temor dos pobres gentios incircuncisos, como humilhar o orgulho e a presunção dos judeus.

Eles se gloriavam em sua circuncisão como se eles tivessem o monopólio da felicidade. Aqui estão dois motivos pelos quais Abraão foi justificado pela fé sendo incircunciso:

  1. Para que a circuncisão pudesse ser um “selo da justiça da fé ” (v. 11)

O sentido da aliança deve ser definido antes do selo ser acrescentado. O ato de selar supõe um acordo anterior que é confirmado e ratificado pela cerimónia.

Depois da justificação de Abraão pela fé ter subsistido por vários anos somente por concessão oral, Deus quis estipular uma ordenança que a selasse e Abraão a recebeu.

Embora fosse uma ordenança sangrenta, assim mesmo ele se submeteu a ela e até a recebeu como um favor especial, o sinal da circuncisão etc.

  1. “…para que fosse pai de todos os que creem”.

Não que antes de Abraão não houvesse ninguém que fosse justificado pela fé, mas é que a partir de Abraão iniciou-se uma dispensação mais evidente e plena da aliança da graça do que qualquer outra existente antes dele.

Por isso ele é chamado pai de todos os que crêem, porque ele foi um crente tão notável, e tão notavelmente justificado pela fé, como Jabal foi o pai dos pastores, e Jubal, dos músicos (Gn 4.20,21). O pai de todos os que crêem, isto é, um modelo permanente de fé, como os pais são exemplos para seus filhos.

E um modelo precedente de justificação pela fé, como os direitos, os privilégios, as honras e as propriedades dos pais passam para os filhos. Abraão foi o pai dos crentes porque a Carta Magna foi renovada particularmente para ele. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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