Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Romanos 5 Estudo: Jesus Cristo e a Paz Com Deus

Em Romanos 5, Paulo mostra a importância do sacrifício de Jesus na Cruz no nosso relacionamento com Deus. Anteriormente estávamos em guerra com Deus, agora porém temos paz, graças a Jesus Cristo.

Ele ressalta a importância desse sacrifício e do amor de Deus exatamente quando nós andávamos depravados em nossos pecados.

A morte e ressurreição de Jesus põe fim ao reino da morte que começou em Adão e foi até Moisés e a lei, isto é quando Jesus ressuscitou a morte foi derrotada (Ver Romanos 4 Estudo).

 

Esboço de Romanos 5:

Romanos 5.1 – 5: Jesus Cristo nos dá paz com Deus

Romanos 5.6 – 10: Jesus Cristo morreu pelos ímpios

Romanos 5.11 – 13: Todos pecaram

Romanos 5.14 – 17: O Reino da morte

Romanos 5.18 – 21: O ato de justiça

 

Fundamentos da Justificação

Paulo descreve aqui a origem e fundamento da justificação, assentada na morte do Senhor Jesus. Os riachos são muito agradáveis, mas se você subir por eles até a fonte, vai descobrir que ela é a morte de Cristo por nós.

É nesse riacho precioso do sangue de Cristo que todos esses privilégios fluem para nós; e por isso o apóstolo se estende sobre esse exemplo do amor de Deus que se espalha por toda parte.

Ele fala de três coisas para explicar e ilustrar essa doutrina:

1. As pessoas por quem Ele morreu (w. 6-8).

2. Os preciosos frutos de sua morte (w. 9-11).

3. O paralelo que ele faz entre a transmissão do pecado e da morte pelo primeiro Adão e da justiça e da vida pelo segundo Adão (w. 12-21).

A condição na qual estávamos quando Cristo morreu por nós

“…estando nós ainda fracos” (v. 6), em uma triste condição, e, o que é pior, completamente incapazes de nos ajudar a sair dela – perdidos, e sem nenhuma chance de restauração.

Nossa condição era deplorável, e de certa forma, desesperadora; e por isso é dito aqui que nossa salvação veio a seu tempo.

Quando aqueles que devem ser salvos estão sem nenhuma força, então é o tempo de Deus socorrer e salvar, para que o seu próprio poder e graça possam ser mais exaltados (Deuteronômio 32.36).

E característico de Deus socorrer em situações extremas:

Ele “…morreu a seu tempo pelos ímpios”. Não somente por criaturas desamparadas, que correm o perigo de perecerem, mas por criaturas pecaminosas e culpadas que merecem perecer.

Não somente miseráveis e sem valor, mas vis e detestáveis, indignas de tal favor do Deus santo. Sendo ímpias, elas tinham necessidade de que alguém morresse por elas, para pagar pela culpa e produzir retidão.

Ele ilustra isso nos versículos 7 e 8, como um exemplo sem paralelo de amor; aqui os pensamentos e os caminhos de Deus estão acima dos nossos.

Compare com João 15.13,14: “…ninguém tem maior amor do que este”. Alguém dificilmente “…morrerá por um justo”, isto é, por um homem inocente, condenado injustamente.

Todos terão pena dele, mas poucos darão tal valor à vida dele a ponto de arriscar, e muito menos depositar, a sua própria em seu lugar.

Pode ser que alguém talvez possa ser persuadido a morrer por um bom homem, isto é, um homem útil, que seja mais do que simplesmente um homem justo. Paulo era, nesse sentido, um homem muito bom, uma pessoa muito prestativa, e conheceu pessoas que expuseram sua cabeça pela vida dele (cap. 14.4).

E, todavia, observe como ele qualifica isso: só alguns fariam isso, e é uma atitude corajosa se fizerem isso, deve ser alguma alma corajosa e aventureira; e, afinal de contas, não passa de uma possibilidade.

Mas “…Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (v. 8), nem pelos justos nem pelos bons; não apenas pelos que eram inúteis, mas também pelos que eram culpados e detestáveis.

Não apenas por aqueles que não representariam perda se perecessem, mas cuja destruição redundaria muito na glória da justiça de Deus, sendo eles malfeitores e criminosos que deviam morrer.

Deus Prova o Seu Amor

Então, aqui “…Deus prova o seu amor”, não somente ao demonstrá-lo e torná-lo evidente (Ele poderia ter feito isso por um preço menor), mas ao exaltá-lo e fazê-lo ilustre.

Essa circunstância muito engrandeceu o seu amor e o fomentou, não o colocou apenas como algo inquestionável, mas fez dele o objeto da maior maravilha e admiração:

“Agora as minhas criaturas verão que Eu as amo; lhes darei um exemplo de amor que não terá paralelo”.

Esse elogio de seu amor era para derramá-lo em nossos corações pelo Espírito Santo. Ele prova o seu amor do modo mais encantador, comovente e terno que se possa imaginar.

Sendo nós ainda pecadores, significando que nós não devíamos ser sempre pecadores, devia ser operada uma mudança; pois Ele morreu para nos salvar, não em nossos pecados, mas de nossos pecados.

Mas ainda éramos pecadores quando Ele morreu por nós. E, ainda, o que é mais importante, éramos “…inimigos” (v. 10), não somente malfeitores, mas traidores e rebeldes, em armas contra o governo.

O pior tipo de malfeitores e, de todos eles, os mais desprezíveis. A mente carnal não é somente uma inimiga de Deus, mas inimiga de si mesma (cap. 8.7; Cl 1.21). (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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